15 DE SETEMBRO | FOLHA DE S.PAULO
Queda em serviços e comércio indica risco de estagnação da economia
Os números dos setores de serviço e comércio em julho, divulgados nesta semana, frustraram a expectativa dos economistas, que projetaram alta para ambos. Considerando o desempenho da indústria, que também não se recupera, o sinal é que há risco de estagnação da economia no restante do ano. O volume de serviços caiu 2,2% em julho na comparação com o mês anterior, informou nesta sexta-feira (14) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Pesquisa da agência Reuters com analistas de mercado estimava alta de 0,4%. O comércio, por sua vez, registrou o terceiro mês seguido de queda ao perder 0,5% em julho, também de acordo com pesquisa do IBGE divulgada na quinta (13). A projeção da Reuters era de alta de 0,3%. A expectativa com os números de julho era grande porque este seria o primeiro mês de normalidade após os efeitos mais imediatos da paralisação de caminhoneiros.
16 DE SETEMBRO | FOLHA DE S.PAULO
Desesperança faz trabalhador desistir de procurar emprego
Falta de alento, desânimo, abatimento, esmorecimento. São muitos os sinônimos para desalento no dicionário. No Brasil de hoje, porém, a palavra significa fim da esperança de encontrar trabalho. Seja por falta dinheiro -custa buscar emprego-, seja por tanto procurar, não encontrar e já se considerar incapaz para funções que aparecem, os desalentados brasileiros já somam 4,8 milhões de pessoas -4,3% da população em idade de trabalhar, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O índice é recorde: mais que o dobro do registrado de 2012 a 2015, quando a taxa de desemprego, hoje em 12,3%, era de apenas um dígito.
17 DE SETEMBRO | VALOR ECONÔMICO
Na América Latina, desemprego do Brasil só é inferior a haitiano
A taxa de desemprego no Brasil em 2017 foi a segunda maior de toda a América Latina, atrás apenas da do Haiti, e acima da média de todos os continentes, segundo relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) com base em informações da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Em meio à crise econômica, o desemprego no ano passado atingiu 12,9% da população brasileira economicamente ativa e que tentou buscar um trabalho. Quase um terço dos jovens entre 15 e 24 anos tentou e não encontrou emprego e 24,8% nem trabalham nem estudam.
17 DE SETEMBRO | O ESTADO DE S.PAULO
Um pacote de modernização - editorial
Para voltar a crescer e retornar ao grupo das economias dinâmicas, o Brasil precisa com urgência de impostos mais modernos e mais compatíveis com a eficiência. O País continua operando, e muito mal, com um sistema criado há meio século, coberto de remendos e ampliado com tributos inventados para extrair mais dinheiro do mercado, quase sem preocupação com a produtividade e o poder de competição internacional. Incentivos também foram inventados, mas seus efeitos positivos, às vezes muito limitados, tornaram o conjunto mais confuso, menos funcional e às vezes muito custoso para a União e para alguns Estados. Por todos esses fatos, é bem-vinda a iniciativa da equipe do Ministério da Fazenda de preparar um pacote de reformas para envio ao Congresso depois das eleições, ou, pelo menos, para legar ao próximo governo como contribuição.
17 DE SETEMBRO | VALOR ECONÔMICO
Acordos comerciais e o trabalhador
Os grupos defensores dos direitos trabalhistas reclamam há muito que os acordos comerciais internacionais são comandados por agendas corporativas e dão pouca atenção aos interesses da população trabalhadora. O prólogo do Acordo da Organização Mundial de Comércio menciona o objetivo do "pleno emprego", mas, em outras esferas, as normas trabalhistas se mantêm alheias ao âmbito do regime de comércio multilateral. A única exceção é uma cláusula, deixada pelo precursor da OMC, o Acordo Geral de Tarifas e Comércio (Gatt, nas iniciais em inglês), de 1947, que permite que os governos restrinjam os produtos importados que são produzidos por mão de obra prisional.
15 DE SETEMBRO | O ESTADO DE S.PAULO
Como a burocracia destruiu o País
Alvin Toffler, na década de 1980, lançou um livro com o título A Terceira Onda, no qual preconizava o mundo futuro da tecnologia, que substituiria em grande parte a mão de obra repetitiva da indústria e da agricultura, mostrando como a sociedade de serviços, que denominou “terceira onda”, dominaria o mundo. O Brasil, infelizmente, constitui a mais clara realização da profecia toffleriana, pois aqui os burocratas comandam o País, multiplicam as exigências sobre a sociedade, atrapalhando qualquer sonho de desenvolvimento, multiplicando-se de uma forma assustadora, com direitos que se auto-outorgam e devem ser suportados pelo povo a um custo que parece estar levando a Nação à Idade Média, quando os servos da gleba sustentavam, com seu trabalho e riqueza, o ócio dos senhores feudais e de sua casta.
16 DE SETEMBRO | O ESTADO DE S.PAULO
Inadimplência sobe 3,63% no confronto anual
Na passagem de julho para agosto o número de inadimplentes caiu 0,71%, a segunda queda mensal seguida, mas esse ligeiro recuo é insignificante, considerando que o número total de inadimplentes está em 62,9 milhões de brasileiros, ou seja, 41% da população adulta, acusando um crescimento de 3,63% em relação ao ano passado, segundo levantamento feito pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil. O elevadíssimo índice de inadimplência que hoje se verifica retrata com precisão o ritmo lento de recuperação da atividade econômica no País neste ano.
16 DE SETEMBRO | O ESTADO DE S.PAULO
Benefícios fiscais para montadoras atingirão recorde de R$ 7,2 bi em 2019
O governo vai abrir mão, no ano que vem, de R$ 7,2 bilhões em impostos com a concessão de incentivos tributários para a indústria automobilística, um dos setores com maior força de pressão em Brasília. A renúncia fiscal mais do que triplicou em relação aos R$ 2,3 bilhões previstos para este ano. Será o maior valor da história. A título de comparação, corresponde a 6% de todos os recursos previstos para a área de educação na proposta de Orçamento de 2019, em tramitação no Congresso. De 2008 a 2019, o governo deixará de arrecadar R$ 34,6 bilhões com o setor, de acordo com estimativa da Receita Federal.
16 DE SETEMBRO | O ESTADO DE S.PAULO
Mais da metade dos empregadores exige fluência em 2° idioma
Mais da metade dos empregadores (51%) no Brasil exige fluência ou nível avançado em um segundo idioma, segundo mostrou o Índice de Confiança da consultoria Robert Half. De acordo com o levantamento, a preferência é pelo inglês (51%), seguido do espanhol (24%) e francês (5%). Alemão e mandarim estão empatados na quarta colocação. Na contramão, 40% dos desempregados declararam não possuir essa habilidade. Entre os empregados, esse porcentual é de 34%.
16 DE SETEMBRO | O GLOBO
Estudo mostra que somente 59% das empresas no país têm crédito bancário
As restrições financeiras sobre as firmas brasileiras são tão elevadas que, para as empresas que não têm condições de buscar recursos no exterior, conseguir crédito no país pode se transformar em um calvário. Estudo inédito do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que, no Brasil, 41% dos empresários simplesmente não conseguem tomar um financiamento bancário. Enquanto 59% das firmas brasileiras têm acesso a empréstimos em bancos, nos países desenvolvidos o percentual médio é de 95%.
17 DE SETEMBRO | VALOR ECONÔMICO
Cursos técnicos preparam para o trabalho do futuro
Algumas das ferramentas mais avançadas usadas pela indústria 4.0 já fazem parte da grade curricular de cursos técnicos profissionalizantes. O objetivo das instituições é levar os futuros profissionais ao mesmo ambiente de trabalho que irão encontrar nas grandes corporações. Nos últimos seis anos, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), principal instituição formadora de educação profissional da América Latina, investiu cerca de R$ 3 bilhões em tecnologia e inovação em suas cerca de 1.000 unidades distribuídas em 1.600 municípios. Somam-se a este valor as doações de equipamentos oriundas das indústrias associadas, que veem o Senai como o principal polo gerador de mão de obra especializada. "Cerca de 95% dos trabalhadores de áreas técnicas na indústria vieram do Senai. O uso de novas tecnologias no ensino melhora o processo de aprendizagem do aluno, agiliza a experiência adaptativa e permite ao professor saber se o estudante está ou não assimilando o conteúdo", afirma Rafael Lucchesi, diretor geral do Senai.