ECONOMIA / MERCADO DE TRABALHO
Mesmo com recessão de 3,8%, demissões caíram em 2015 - O Globo (seg, 16/jan)
O ano de 2015, marcado pela maior recessão desde 1990, de 3,8%, foi o ano que teve a menor parcela de demissões desde 2004, num movimento a princípio surpreendente. O economista da PUC Gustavo Gonzaga, a partir de dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho, mostra o paradoxo desse comportamento no mercado de trabalho. O saldo só ficou negativo em 1,5 milhão de vagas porque as admissões caíram muito. Em 2015, foram menos 542 mil demissões. Em relação ao estoque de trabalhadores com carteira assinada, as dispensas sem justa causa representaram 30,4% desse montante em 2015, menor que os 32,2% em 2014, cenário que deve se repetir em 2016, mais um ano de crise.
Atividade econômica do Brasil sobe 0,20% em novembro, indica BC - Folha de S. Paulo (sáb, 14/jan)
A atividade econômica voltou ao azul em novembro, divulgou o Banco Central nesta sexta-feira (13), também revisando positivamente os dados referentes a meses anteriores, mas num movimento que ainda não aponta uma retomada do crescimento após o país passar meses mergulhado em recessão. O IBC-Br, indicador de atividade econômica do Banco Central, teve alta de 0,20% em novembro na comparação com outubro, em dado dessazonalizado. O resultado veio melhor que a retração de 0,10% no mês estimada por analistas consultados pela Reuters.
Aposentadoria de brasileiros equivale a 82,5% do salário - folha de S. Paulo (dom, 15/jan)
O brasileiro consegue manter na aposentadoria uma fatia maior da renda que tinha antes de se afastar do mercado de trabalho do que a alcançada pelos aposentados em outros países. Ao se aposentar, o brasileiro consegue manter em média 82,5% do salário que recebia na ativa. Para um trabalhador de renda média, esse percentual é de 76,4%, segundo levantamento da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) com 42 países.
O trabalho em mutação - O Estado de S.Paulo 14/01
O protecionismo econômico apenas raramente não foi um erro. O defendido agora por tantos dirigentes mundiais está ainda mais errado porque se baseia no pressuposto de que uma indústria superprotegida garante os empregos que tendem a migrar para outros países. É o que prega, por exemplo, o presidente eleito dos Estados Unidos. Ele pressiona as montadoras de veículos a não se transferirem para o México e imagina que, se intimar a Apple a transferir para os Estados Unidos subsidiárias que mantém na Irlanda, também abrirá postos de trabalho para trabalhadores americanos: “Serei o maior criador de empregos que Deus já criou” - declarou Donald Trump dia 11, em sua primeira entrevista à imprensa depois de eleito.
Atraso no pagamento do 13º bate recorde - O Estado de S.Paulo 14/01
Na construção civil, no comércio e na metalurgia, nunca houve um número tão grande de empresas, a maioria de pequeno porte, que viraram o ano sem quitar integralmente o 13º salário dos funcionários. Um levantamento feito Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil de São Paulo mostra que 2.150 empresas do setor, de um universo de 27 mil, não pagaram integralmente o 13º salário de 2016.
Nas pequenas empresas, problema é maior - O Estado de S.Paulo 14/01
As pequenas e microempresas são as que mais enfrentam dificuldades para pagar o 13º salário dos trabalhadores, principalmente por conta da recessão, segundo relatos dos sindicatos de trabalhadores nas metalúrgicas, no comércio e nas empresas de construção civil. Esse problema já tinha sido captado pelas duas últimas pesquisas do Sindicato da Micro e Pequena Indústria no Estado de São Paulo.
Índice da FGV mostra crescimento de 0,67% no mês - O Estado de S.Paulo 14/01
O PIB brasileiro cresceu 0,67% em novembro em relação a outubro, segundo estimativa do Monitor do PIB, apurado pelo Ibre/FGV. As exportações mostram reação, mas apenas a retomada da demanda doméstica será capaz de alavancar a atividade econômica no País, avaliou Claudio Considera, coordenador do indicador. Apesar do avanço, os dados do mês são voláteis e, por enquanto, não há nada que indique melhora de fato, disse o pesquisador.
Onde estão os empregos - IstoÉ 14/01
Todos os dias, o noticiário econômico escancara as mazelas nacionais, mas nenhum índice é tão devastador quanto os níveis de emprego. No Brasil, há 12,1 milhões de desocupados, mas projeções mostram que o número passará de 13 milhões até o final do ano. A reportagem, porém, vê aspectos positivos. “Sim, há empresas contratando. Sim, algumas carreiras estão em alta. Sim, existem boas oportunidades de negócios”, enfatiza a revista, que consultou especialistas em recursos humanos, profissionais de gestão de carreira e as próprias empresas para constatar que, apesar da crise profunda, é possível avistar ilhas de prosperidade.
Sobre salários e empregos - Carta Capital
Crítica à precarização do mercado de trabalho, à elevação do mercado informal e aqueles que apoiam tais ideais como forma de incentivo à melhora da economia. A reportagem relata que a ação de empresas em reduzir os salários para manter empregos não funciona para a economia como um todo, a não ser em situações específicas, como a da Alemanha na Zona do Euro. “Aí a moderação salarial e a dianteira tecnológica juntaram-se para estimular as exportações, que pesam 40% no PIB”. Segundo a revista, ao se analisar a evolução do salário médio real de janeiro a setembro de 2010 a 2016 no Brasil, só há queda no valor justamente em 2015 e 2016, anos em que o desemprego aumentou. A evolução do emprego formal apresenta desaceleração desde 2010, mas apenas em 2015 apresenta saldo negativo: mais de 1,5 milhão de demissões acima das admissões.
Desafios ao crescimento - O Estado de S.Paulo 15/01
Amir Khair, em sua coluna, afirma que o problema principal para tirar o País da crise não é a questão fiscal. Para o especialista, ela é consequência da recessão que derrubou a arrecadação, da ascensão das taxas de juros e dos swaps cambiais que turbinaram a dívida pública e da elevação da despesa típica de ano eleitoral na União e nos Estados. Khair enfatiza que nesse momento, o mais difícil é retomar o crescimento.
Serviços em leve reação confirmam dados da indústria e do varejo - O Estado de S.Paulo 15/01 editorial
O comportamento do setor de serviços depende do comportamento da indústria e do comércio, o que explica porque a alta desses dois segmentos entre outubro e novembro permitiu modesta recuperação de 0,1% no volume e na receita nominal do setor terciário, conforme a Pesquisa Mensal de Serviços, do IBGE.
Um suspiro da economia - O Estado de S.Paulo 15/01 editorial
Sinais vitais da economia brasileira melhoraram em novembro. Com isso, junta-se mais uma notícia positiva aos bons sinais acumulados neste início de ano - perspectiva de uma boa safra de grãos, inflação em queda e um novo e mais vigoroso corte dos juros básicos pelo Banco Central. No entanto, seria precipitado interpretar o aumento da atividade, naquele mês, como um começo de retomada.
“O pior na economia já passou”, diz Meirelles - O Estado de S.Paulo 16/01
Oito meses depois de assumir o comando da economia brasileira, no meio de gravíssima crise, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, acredita que a situação mais crítica já foi superada. “Já estamos vendo uma recuperação em andamento no primeiro trimestre de 2017”. Em entrevista, ele reconhece que ainda haverá uma demora para a retomada do emprego, mas acredita que a recente queda na taxa de juro vai ajudar o Brasil a se recuperar mais rapidamente. Na véspera de participar do Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, o ministro quer transmitir o recado que o País, “finalmente, está enfrentando seus problemas”.
Último tri de 2016 pode ter sido melhor que o previsto - Valor Econômico 16/01
Os sinais de estabilização da atividade no fim de 2016 não são suficientes para evitar retração do PIB no último trimestre, segundo economistas, mas indicam que o desempenho tende a ser menos negativo. Divulgado na sexta-feira, o IBC-Br cresceu 0,2% de outubro para novembro após recuar 0,15% no mês anterior (dado revisado de redução de 0,48%). O dado reforçou que o PIB, ainda que em trajetória negativa, deve cair menos de outubro a dezembro do que no terceiro trimestre, quando recuou 0,6% em relação aos três meses anteriores.
País vai crescer 1,4% este ano, diz Lopes - Valor Econômico 16/01
Apesar do desempenho muito ruim das vendas, a indústria automobilística voltou a aumentar a produção no fim de 2016. Em relação ao mesmo trimestre de 2015, a alta foi de cerca de 15% na fabricação de veículos leves, aponta Francisco Lopes, diretor da Macrométrica. Diante dos sinais de que esse setor importante voltou a respirar, o ex-presidente do Banco Central melhorou sua estimativa para o crescimento da economia em 2017 para 1,4% e dá como certo que o país sai da recessão neste primeiro trimestre, considerando a variação do PIB em relação aos três meses imediatamente anteriores.
A difícil recuperação do emprego - O Estado de S.Paulo 16/01
O economista Claudio Adilson Gonçalez, em artigo, cita que em apenas três anos dobrou o número de desempregados no Brasil. “Essa é a face mais cruel da recessão promovida pelo experimento heterodoxo do governo anterior”, diz. Ele menciona o cenário básico elaborado pela MCM Consultores, pelo qual, mesmo que se confirme o fim do ciclo de contração econômica, com retomada gradual do crescimento (expansão do PIB de 0,9% em 2017 e de 2,0% a 2,5%, a partir de 2018), a taxa de desemprego deverá continuar a crescer, atingindo o pico (13,4%) no terceiro trimestre deste ano. “Somente em 2023 a taxa de desemprego deverá voltar ao nível de 2013”, ressalta.
Contribuintes querem saber que créditos servirão de moeda de troca - O Estado de S.Paulo 15/01
Os contribuintes estão esperando que a Receita informe quais créditos serão aceitos como moeda de troca para a quitação da dívida. Segundo advogados tributaristas ouvidos, a Receita Federal tem uma tradição em dificultar a compensação desses créditos. Um dos pontos ainda em dúvida é justamente saber se serão aceitos créditos de PIS e Cofins de empresas exportadoras que acumularam esses créditos. “O Fisco ainda não disse se PIS e Cofins serão aceitos”, disse Matheus Bueno de Oliveira, sócio do PGV Advogados. Ao jornal, o órgão disse que vai aceitar, mas não deu detalhes.