09 DE JUNHO | FOLHA DE S. PAULO
Reforma trabalhista faz número de ações diminuir, mas trava negociação entre sindicatos e empresas
Lançada com o objetivo declarado de estimular a livre negociação entre patrões e empregados, a reforma da legislação trabalhista aprovada pelo Congresso em novembro do ano passado teve pelo menos um efeito contrário às expectativas. O número de convenções e acordos coletivos registrados no Ministério do Trabalho desde a aprovação das mudanças, de novembro a abril, foi 41% inferior ao observado no período de seis meses comparável, encerrado em abril do ano passado.
11 DE JUNHO | VALOR ECONÔMICO
Justiça multa empresas que se recusaram a propor acordo
Uma terceirizada e a empresa que contratou o seu serviço foram condenadas por litigância de má-fé porque não quiseram propor acordo a um empregado em uma ação sobre pagamento de verbas rescisórias. As companhias terão de pagar multa de 2% sobre o valor corrigido da causa e indenização ao trabalhador.
11 DE JUNHO | VALOR ECONÔMICO
Brasil não saiu da crise e 2019 será de contração
O ano de 2018 está perdido e o melhor que poderá sair dele é o próximo presidente da República do Brasil, a depender do escolhido pela maioria. A retomada do crescimento deverá se confirmar durante o mandato do novo presidente, mas desde que o eleito tenha compromisso com as reformas. Isso feito, em 2019 o mercado financeiro terá melhora importante e prolongada. Algo similar ao que se viu após o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff e do fim da interinidade de Michel Temer no posto que passou a ocupar, de vez, em 31 de agosto de 2016 e do qual se despede em 31 de dezembro deste ano.
09 DE JUNHO | O ESTADO DE S. PAULO
Produtividade caiu com aumento da informalidade
Estudo publicado por economistas do Ibre aponta que quase metade da perda de produtividade do Brasil durante os anos de crise se deve ao aumento da informalidade no mercado de trabalho. Entre 2014 e 2017, a queda acumulada da produtividade do trabalho foi de 3,6%, em parte pela redução da eficiência das empresas, mas principalmente pelo aumento do emprego em empresas informais, de baixos resultados. Segundo os pesquisadores, 46% do recuo da produtividade do trabalho nesse período se deveu ao aumento da informalidade.
09 DE JUNHO | FOLHA DE S. PAULO
Severa com menos escolarizados, crise aumenta a informalidade
Encerrada em 2016, a recessão econômica deixou um rastro de alta desocupação e precariedade nas relações de trabalho. Esse quadro persiste em meio a incertezas políticas e problemas conjunturais e estruturais que limitam a recuperação da economia. Períodos turbulentos como o que o país tem vivido trazem consequências que podem perdurar por anos, às vezes, décadas.
09 DE JUNHO | FOLHA DE S. PAULO
Tecnologia avança, mas vagas de baixa qualificação ainda são predominantes
A recessão não arrefeceu a demanda de empresas por analistas de pesquisa de mercado, que adicionaram 6.671 novos postos ao seu estoque de trabalhadores entre 2014 e 2016. A categoria integra uma minoria de 670 ocupações, entre mais de 2.300, que registrou expansão de vagas no mercado formal durante a crise. Entre as cerca de 1.700 carreiras que encolheram no ciclo recessivo, está a de digitador. O declínio da profissão começou em meados da década passada e tem ganhado fôlego, o que culminou na eliminação de 5.888 vagas com carteira assinada de 2014 a 2016, ano mais recente para o qual há dados disponíveis.
09 DE JUNHO | O ESTADO DE S. PAULO
Informal ganha até 10% menos do que antes da crise
O trabalhador brasileiro que exerce uma atividade informal hoje ganha em valores reais, já considerada a inflação, até 10% menos do que ganhava há quatro anos, antes do início da crise, segundo cálculos da consultoria LCA com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua. O rendimento real caiu para todas as faixas etárias de trabalhadores que estavam fora do mercado formal, na comparação entre o primeiro trimestre de 2014, ano em que o País vivia uma sensação de pleno emprego, e os três primeiros meses deste ano.
09 DE JUNHO | FOLHA DE S. PAULO
Pelo menos 3% da população global vai precisar mudar de ocupação
A quarta revolução industrial levará entre 3% e 14% da força de trabalho global a se reinventar até o fim da próxima década. Em números absolutos, isso significa que entre 75 milhões e 375 milhões de pessoas precisarão migrar para uma ocupação diferente da que realiza nos dias de hoje. Essas estimativas foram divulgadas recentemente pela Mckinsey. Segundo a consultoria, essa dança das cadeiras poderá representar um deslocamento de gente maior do que a migração do emprego da agricultura e da indústria para o setor de serviços.
11 DE JUNHO | FOLHA DE S. PAULO
Em busca de trabalho
A recessão de 2014-16, por sua profundidade e duração, deixou sequelas profundas no mercado de trabalho. Além do salto recorde do desemprego e da precariedade dos postos gerados nos últimos dois anos, a crise expôs fragilidades que não são apenas conjunturais. Se já claudicava, a retomada da economia agora vive sob o risco de perder o que havia do ímpeto recente. Nos últimos meses, a taxa de desocupação praticamente estacionou perto dos 13% da população ativa -ou, vale, dizer, mais de 13 milhões de brasileiros.
11 DE JUNHO | VALOR ECONÔMICO
Executivos latino-americanos estão prontos para trabalhar em outro lugar
Prontos para encontrar outro emprego, de preferência em uma empresa maior, e interessados em trabalhar em outro país. Esse é o perfil dos altos executivos com atuação em companhias na América Latina, mapeado em um levantamento da consultoria em recrutamento Hays. A maioria dos profissionais ouvidos (63%) pretende dar o próximo passo na carreira em até dois anos, e 30% espera fazê-lo entre três e cinco anos. Para 36% dos executivos, esse avanço representaria trocar de empresa por uma organização maior do que a atual, enquanto 27% apostam em ocupar um cargo com responsabilidade regional.