09 DE JULHO | FOLHA DE S.PAULO
'Sou a favor porque não altera nada', diz novo ministro sobre reforma trabalhista
Caio Vieira de Mello afirmou à Folha que é a favor da reforma trabalhista, uma das principais bandeiras do atual governo. "Sou a favor porque não altera nada", respondeu ao ser questionado sobre o tema. De acordo com o novo ministro, que toma posse nesta terça (10), a legislação está em constante desenvolvimento e precisa ser aperfeiçoada. Ele defende ainda a paz social e harmonia entre o trabalhador e o empregador. "Não há empresa sem empregado e nem empregado sem empresa", disse. Ele contou à reportagem ter sido convidado na noite de domingo (8) por assessores de Temer para uma conversa nesta segunda.
09 DE JULHO | O ESTADO DE S.PAULO
Reformando a reforma
Não que o tema seja tranquilo e propício a consensos. Ao contrário. Mas é quase surpreendente que a reforma trabalhista esteja causando os maiores ruídos até agora, nos debates com os candidatos à Presidência da República. Ciro Gomes (PDT) chegou a ser vaiado ao repetir que vai derrubar a reforma “selvagem” patrocinada pelo governo Temer, num encontro na Confederação Nacional da Indústria (CNI), na semana passada, e Marina (Rede), embora num estilo mais “light”, também desagradou à plateia, ao afirmar que vai rever pontos “draconianos” da nova legislação. A relativa surpresa se deve ao fato de que a reforma trabalhista foi bem menos torpedeada no Congresso do que a da Previdência, esta empurrada para o próximo governo. Tanto assim que acabou passando e está na praça, apesar de todo o imbróglio durante a tramitação.
08 DE JULHO | FOLHA DE S.PAULO
Se trabalhador não é chamado, é como contrato de gaveta, diz técnico do Ipea
O contrato intermitente só deve ser contabilizado como uma nova vaga de emprego se houver a informação de que a pessoa foi, de fato, chamada para trabalhar. Essa é a avaliação do coordenador da área de mercado de trabalho do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), Aguinaldo Maciente. "A gente vai precisar de cuidado para não inflar artificialmente", alerta o economista. Além de ser imprescindível verificar se os intermitentes de fato trabalharam, ele aponta que as características dessa modalidade podem levar as pessoas a buscarem firmar vários contratos para aumentar as chances de convocação.
08 DE JULHO | FOLHA DE S.PAULO
Intermitente sem trabalho e renda infla estatísticas oficiais de emprego
Uma pessoa que assinou contrato intermitente, mas não foi chamada para trabalhar e não recebeu salário é um empregado? Para o governo federal, sim. Ao divulgar o dado oficial que mede o desempenho do mercado de trabalho formal, o Ministério do Trabalho tem incluído os intermitentes na estatística, mesmo sem saber se de fato trabalharam. Esse tipo de contratação foi criada pela reforma trabalhista, em vigor desde novembro. O contrato, também conhecido como zero hora, não prevê uma jornada fixa. Isso significa que o trabalhador pode ser chamado esporadicamente e só recebe remuneração pelo período que prestou serviço. Se não for convocado, não tem salário.
08 DE JULHO | O ESTADO DE S.PAULO
A reforma trabalhista vai pegar
No Brasil, todas as leis mais transformadoras são aprovadas duas vezes: depois de passar no Legislativo e sancionada pelo Executivo, as partes que se sentem prejudicadas tentam virar o jogo no Judiciário. Só então a nova lei entra efetivamente em vigor (“pega”).
09 DE JULHO | O GLOBO
Medo do desemprego é um dos mais altos da história, informa CNI
O Índice do Medo do Desemprego, divulgado nesta segunda-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), subiu para 67,9 pontos em junho, um dos mais elevados da série histórica, iniciada em 1996. Esse temor, que atinge, principalmente, homens e pessoas com menor grau de instrução, fez com que o indicador ficasse 18,3 pontos acima da média histórica, de 49,6 pontos. De acordo com a CNI, o número está 4,2 pontos acima do registrado em março. Apenas em maio de 1999 e em junho de 2016, o indicador chegou a 67,9 pontos.
09 DE JULHO | O ESTADO DE S.PAULO
É o emprego, estúpido
A situação precária do emprego joga água no moinho de candidaturas que possam ser percebidas como “anti-establishment”. Para o eleitor, o debate poroso sobre a necessidade de reformas é vazio se não trouxer melhorias na sua vida cotidiana. A fome é má conselheira. “O abdômen é naturalmente amigo da ordem”, dizia Machado de Assis. “O estômago pode destruir um império, mas há de ser antes do jantar.” A segunda questão é estrutural. A recessão da qual ainda estamos nos desvencilhando não interrompeu o avanço tecnológico e seu impacto disruptivo sobre o mercado de trabalho. Ao contrário, a substituição de trabalho pouco qualificado por automação é mais intensa do que nunca.
07 DE JULHO | O ESTADO DE S.PAULO
Os jovens e a formação técnica
Segundo o Ministério do Trabalho, apenas 10% dos brasileiros na faixa etária até os 17 anos recebem educação profissionalizante, tendo condições assim de acompanhar a revolução que a Indústria 4.0 vem causando. No Japão, na Finlândia e na Áustria, o índice varia de 70% a 76% da população jovem. Os números mostram as dificuldades enfrentadas pelo Brasil para formar capital humano, condição indispensável para a passagem a níveis mais sofisticados de produção e para a ocupação de espaços cada vez maiores no mercado mundial. Também revelam que o País continua incapaz de formar mão de obra tão produtiva e tão adaptável quanto a de outras economias emergentes.
07 DE JULHO | FOLHA DE S.PAULO
4 dicas para nos darmos bem com nossos futuros colegas de trabalho -os robôs
Atualmente, há um consenso de que os computadores inteligentes estão chegando para roubar nossos empregos. Além de concluírem toda carga de trabalho semanal antes mesmo de você preparar uma torrada, eles não precisam de intervalos para tomar café, de fundos de pensão ou mesmo dormir. Embora muitos postos de trabalho possam ser automatizados no futuro, pelo menos no curto prazo, é mais provável que essa nova geração de supermáquinas trabalhe ao nosso lado. Apesar dos feitos incríveis em diversas áreas, como a capacidade de antecipar e impedir fraudes e fazer o diagnóstico precoce de doenças, os sistemas de inteligência artificial mais avançados não contam, atualmente, com nada que se compare à inteligência geral de um ser humano.
10 DE JULHO | VALOR ECONÔMICO
STJ julga inclusão de horas extras no cálculo de previdência privada
A 2ª Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) começou a analisar se os trabalhadores que tiveram suas horas extras habituais incorporadas ao salário pela Justiça do Trabalho podem incluir esses valores no cálculo da previdência complementar - e receber quantias maiores de aposentadoria. Como o tema é julgado por meio de recurso repetitivo, os processos sobre o assunto estão suspensos desde 2016 para aguardar o entendimento a ser aplicado aos demais casos. Em geral, as empresas não incluem os valores de horas extras habituais no recolhimento da aposentadoria complementar. No julgamento, iniciado no dia 13 de junho, começou-se a desenhar que a inclusão ou não dependerá do regulamento do fundo de previdência.