04 DE JUNHO | O ESTADO DE S.PAULO
Seis meses após reforma trabalhista, arrecadação de sindicatos desaba 88% - O Estado de S.Paulo
O “ ajuste fiscal” chegou também para os sindicatos. Depois da entrada em vigor da reforma trabalhista, em novembro, que acabou com o imposto sindical, as entidades viram sua arrecadação despencar 88% nos quatro primeiros meses do ano, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Enxutos, os sindicatos querem contornar o baque se mostrando mais atuantes junto aos trabalhadores e tentam compensar parte da queda de receita com a conquista de novos associados. No Sindicato dos Empregados em Empresas de Prestação de Serviços a Terceiros (Sindeepres), como a frota de veículos próprios teve de ser reduzida pela metade, de 33 para 15, desde o ano passado, parte dos funcionários agora vai de ônibus promover ações nas empresas.
04 DE JUNHO | O ESTADO DE S.PAULO
Sindicato vende até terreno para sobreviver
Imóveis para alugar, carros à venda e cortes de pessoal. A rotina dos sindicatos não tem sido fácil nos primeiros meses de reforma trabalhista. Desde o fim do ano passado, o texto, que retirou a obrigatoriedade da contribuição sindical, tem forçado o dirigente a cortar custos e buscar fontes alternativas de receita para sobreviver. O Estado ouviu alguns dos sindicatos laborais que mais receberam recursos em 2016 e 2017, antes da reforma entrar em vigor. Para economizar, o Sindicato dos Empregados em Empresas de Prestação de Serviços a Terceiros (Sindeepres) teve de desativar 3 dos 14 andares da sua sede, no centro de São Paulo. Os espaços serão alugados ou vendidos. Eles também estão vendendo um imóvel que era usado para atividades de apoio, em Santos, e um terreno na cidade de Ilha Comprida. “A reforma trabalhista pegou todo mundo de surpresa. No ano passado, recebemos R$ 6,7 milhões de contribuição. Este ano, esse valor passou para R$ 1,2 milhão, poucos trabalhadores contribuíram. Ainda assim, conseguimos chegar a um equilíbrio entre receitas e despesas, mas não é nada fácil”, diz o presidente, Genival Leite.
04 DE JUNHO | O ESTADO DE S.PAULO
Não vale chorar pela reforma aprovada', diz diretor do Dieese
Com um leque de pesquisas que vai do emprego ao preço da cesta básica, o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) sofreu um duro golpe com a perda de recursos dos sindicatos, diz o diretor técnico, Clemente Ganz Lúcio. A entidade, financiada pelo movimento sindical, deve ter no ano que vem metade do orçamento de 2015 e busca alternativas de financiamento para manter as atividades.
02 DE JUNHO | O ESTADO DE S.PAULO
Inteligência de dados bate na porta do RH
Os casos já são bem repetitivos. Empresas, de portes diversos, contratam equipes de gestores que usam ciência de dados para cruzar indicadores de funcionários e agilizar, tanto recrutamento, como remuneração e desenvolvimento. Essas equipes, formadas principalmente por estatísticos, bem enxutas, cuidam das informações digitais dos funcionários. Objetivos básicos: aumentar produtividade e alinhar dados pessoais às estratégias das empresas.
04 DE JUNHO | VALOR ECONÔMICO
Cresce mercado para recrutamento por algoritmo
O uso de algoritmos em processos de recrutamento vem crescendo exponencialmente em todo o mundo e começa a ganhar corpo também no Brasil. Tecnologias que combinam inteligência artificial para garimpar candidatos nas primeiras etapas de processos de seleção com grande quantidade de inscritos estão sendo criadas por novas empresas chamadas de "HR Techs". Aos poucos, elas vêm avançando no mercado e se tornando parceiras de grandes companhias interessadas em testar a eficácia dessas novas metodologias.