01 DE SETEMBRO | O ESTADO DE S.PAULO
Precarização maior é o desemprego
Certas expressões são tão repetidas que passam a ser consideradas verdadeiras, sem que antes seu significado tenha passado por um mínimo de análise crítica. Uma dessas expressões é a tal precarização do trabalho. Até mesmo juízes do Supremo que votaram contra a terceirização irrestrita aferraram-se ao conceito da precarização do trabalho, que acontece, justificaram eles com exibição de estatísticas, nas condições do emprego terceirizado.Precarizadas são as condições do atual mercado de trabalho, situação que não é apenas a do Brasil. Mais precarizados do que os postos de trabalho em empresas terceirizadas é o desemprego, que hoje alcança 12,9 milhões de trabalhadores mais 4 milhões entregues ao desalento no País.
03 DE SETEMBRO | FOLHA DE S.PAULO
Advogados recomendam cautela na adoção de arbitragem trabalhista
A reforma trabalhista permite que a arbitragem seja usada para resolver conflitos trabalhistas, mas advogados têm recomendado cautela às empresas na adoção do dispositivo. Essa opção só pode existir com a anuência expressa do trabalhador, mas ele ainda pode recorrer à Justiça se quiser. Além disso, há decisões judiciais que não reconhecem a validade do mecanismo em contratos celebrados antes da reforma, mesmo com a anuência do trabalhador. O TRT (Tribunal Regional do Trabalho) da 2ª Região, por exemplo, reverteu neste mês decisão de primeira instância que indeferiu pedido de um trabalhador que buscava receber uma indenização que fora estipulada por uma câmara arbitral.
03 DE SETEMBRO | O ESTADO DE S.PAULO
Revolução digital transforma o emprego
No Brasil, segundo a consultoria McKinsey, 14% dos postos de trabalho atuais - ou 15,7 milhões de vagas - podem desaparecer até 2030. É um desafio e tanto, uma vez que o País já tem desemprego superior a 13%. Entre os jovens de 18 a 24 anos, a taxa quase dobra. A McKinsey também alerta que o País está pouco preparado para as vagas que podem ser geradas pela economia digital, pela falta de preparo da força de trabalho. “As pessoas devem pensar em migrar para atividades que não possam ser facilmente automatizadas”, recomenda Fernanda Mayol, sócia da companhia.
03 DE SETEMBRO | O ESTADO DE S.PAULO
Brasil vive dilema da falta de capacitação
O desafio do emprego é mundial e afetará desde pequenas economias até potências globais. Embora as nações emergentes tenham a vantagem de oferecer mão de obra mais barata - o que levará a um processo mais lento de substituição de pessoas por máquinas ou ferramentas de inteligência artificial -, nações como o Brasil perdem no quesito qualificação. E, segundo especialistas, só ações de treinamento garantirão que o País possa gerar, nos próximos anos, vagas para atividades que hoje inexistem. Embora já seja possível perceber o fechamento de vagas em setores que concentram grande quantidade de mão de obra no País, a corrida pelo conhecimento para postos mais qualificados caminha em velocidade inferior à de outras economias, incluindo latino-americanas.
03 DE SETEMBRO | O GLOBO
Receita Federal pode declarar inaptos 3,4 milhões de CNPJs
Cerca de 3,4 milhões de CNPJs poderão ser considerados inaptos pela Receita Federal, até maio de 2019, porque as empresas se omitiram nas entregas de escriturações e declarações nos últimos cinco anos. O maior problema diz respeito à Declaração de Débitos e Créditos Tributários Federais (DCTF). De acordo com a Receita Federal, quando a inaptidão é declarada, os documentos fiscais da empresa tornam-se nulos, e os sócios são responsabilizados pelos débitos em cobrança. Também não é mais possível utilizar a inscrição para fins cadastrais. Segundo o Fisco, o Ato Declaratório Executivo (ADE) de inaptidão do CNPJ passará a ser publicado no site idg.receita.fazenda.gov.br, pela Delegacia da Receita Federal do domicílio tributário da empresa.
01 DE SETEMBRO | O GLOBO
País precisa crescer no mínimo 2% ao ano para recuperar empregos
A recuperação mais lenta do que o esperado da economia, com avanço de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre, afeta principalmente os 27,6 milhões de brasileiros para os quais ainda falta trabalho. Especialistas indicam que o crescimento precisaria ser de, no mínimo, 2% ao ano para que o contingente de desempregados, subocupados e desalentados (aqueles que desistiram de procurar uma vaga) começasse a ser absorvido pela economia. - É um cálculo complicado de ser feito, porém, em linhas gerais, crescimento a partir de 2% já seria suficiente para que o país entrasse em uma trajetória favorável em relação à criação de emprego - indica Luis Otávio Leal, economista-chefe do Banco ABC Brasil.
02 DE SETEMBRO | O ESTADO DE S.PAULO
Será possível retomar o crescimento?
Todos que acompanham o nosso dia a dia sabem que as marcas deste ano estão sendo a surpresa e a incerteza. Conflitos comerciais que atravessam o globo, greve dos caminhoneiros e a enorme incerteza política acabaram por produzir uma redução nas perspectivas de crescimento. Abrimos o ano já com alguma desaceleração em relação a 2017, mas os fatores acima mencionados levaram a uma piora no desempenho e nas projeções para o ano. Embora seja claramente positivo que a atividade tenha voltado a crescer após a greve, o crescimento do corrente exercício será modesto (1,5% no máximo). Assim, a pergunta central que se faz é se existe possibilidade de, findo o processo eleitoral, voltarmos a ter melhoras em 2019.
01 DE SETEMBRO | O ESTADO DE S.PAULO
O emprego reage, mas devagar
Com a criação de 928 mil postos de trabalho num trimestre, o desemprego voltou a cair, depois de um repique nos primeiros meses do ano, mas o próximo governo ainda encontrará um mercado de emprego em condições muito ruins. O cenário é o pior da América Latina, excluído provavelmente o do Haiti, um país com estatísticas muito desatualizadas. Com desocupação de 12,3% da força de trabalho, os brasileiros em busca de oportunidade ainda eram 12,9 milhões no período de maio a julho. Houve um avanço nada desprezível em relação ao trimestre móvel de fevereiro a abril, quando os desocupados eram 12,9% da população ativa. Mas essa melhora nem mesmo compensou derrapagens ocorridas depois de uma fase de sensível progresso nos níveis de ocupação. No ano passado, no trimestre de abril a julho, o desemprego aberto era de 12,8%.
02 DE SETEMBRO | FOLHA DE S.PAULO
Chefes de família tentam superar o desemprego
O grupo tem taxas de desemprego menores do que outros. Mesmo assim, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), é preocupante por se tratar dos chefes de família. Em 2013, antes mesmo de a economia entrar em recessão, Eduardo Aparecido da Silva, 53, que tem curso superior na área de telecomunicações, perdeu o emprego de supervisor. De lá para cá, viu o número de oportunidades cair e o desemprego entrar na vida de amigos, vizinhos e parentes. Desde então, a sua rotina é mandar currículos. "Nesse tempo, fiz poucas entrevistas. Continuo mandando porque quero voltar ao mercado", diz.
03 DE SETEMBRO | FOLHA DE S.PAULO
Empresas pequenas devem ser mais afetadas por lei de proteção de dados
Empresas pequenas devem ser mais afetadas por lei de proteção de dadosAs empresas pequenas serão as principais afetadas pela LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais), sancionada pelo presidente Michel Temer em 14 de agosto. A lei determina que empresas sejam transparentes em relação ao uso de dados de clientes. Serão punidos, por exemplo, negócios que coletem informações pessoais sem consentimento ou que guardem dados desnecessários para o serviço prestado. “Vai ter um impacto grande no varejo, em farmácias, mercados, lojas e consultórios médicos”, diz a advogada Patrícia Peck, especialista em direito digital.