19 DE SETEMBRO | VALOR ECONÔMICO
Para analistas, vaga formal ganhou força em agosto
O início das contratações da indústria para suprir a demanda de fim de ano deve ter levado a um aumento das admissões com carteira assinada em agosto, segundo economistas. A média das projeções de 15 consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data aponta para a criação de 58,3 mil vagas formais em agosto, após geração de 47,3 mil postos em julho e 35,5 mil em agosto do ano passado. As estimativas vão da geração de 37,3 mil a 85 mil vagas. Se confirmada a média das projeções, este será o melhor saldo para o emprego formal no mês de agosto desde 2014, quando foram criados 101,4 mil postos.
19 DE SETEMBRO | O ESTADO DE S.PAULO
O futuro dos empregos
Está em andamento uma revolução no mundo laboral, com efeitos profundos sobre a relação entre seres humanos, máquinas e algoritmos no trabalho, afirma o Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla original), em seu recente estudo The Future of Jobs Report 2018. A inovação tecnológica, que muitos chamam de Quarta Revolução Industrial, deve eliminar até 2022 cerca de 75 milhões de vagas de emprego em todo o mundo. Ao mesmo tempo, as novas tecnologias deverão ocasionar a criação de postos de trabalho em outras áreas. A estimativa é de que, em cinco anos, sejam criados 133 milhões de emprego, por força das mudanças tecnológicas. O resultado da conta é francamente positivo - mais 58 milhões de postos de trabalho em todo o mundo -, mas contém um desafio. Os novos empregos demandam mais habilidades e melhor qualificação.
19 DE SETEMBRO | FOLHA DE S.PAULO
As incertezas da economia
Más notícias sobre o futuro são cada vez mais frequentes no dia a dia dos brasileiros, já atormentados pelo alto desemprego, pelo endividamento e pelas dificuldades para engatar uma firme retomada econômica. A recuperação dificilmente se tornará mais rápida nos próximos meses, segundo sinais divulgados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Um dos alertas foi dado pelo recuo de 0,3%, em agosto, de um bom sinalizador de tendências, o Indicador Antecedente Composto da Economia (Iace). Esse indicador, formado por oito componentes, é baseado em informações sobre o mercado financeiro, expectativas de empresários, produção industrial e comércio exterior. A reação dos negócios, passado o choque inicial da crise do transporte rodoviário, continuou no mês passado, mas sem perspectiva de aceleração sensível, por causa de incertezas externas e internas, segundo comentou o economista Paulo Picchetti, pesquisador da instituição
19 DE SETEMBRO | FOLHA DE S.PAULO
Dez anos após a crise, confiança na economia cresce junto a pessimismo com futuro, mostra pesquisa
Uma década após a pior crise deste século, a confiança na economia mostra sinais de recuperação, mas o pessimismo com o futuro financeiro da geração mais nova ainda é grande, segundo pesquisa do centro Pew Research Center publicada nesta terça-feira (18). O levantamento foi realizado com 30.133 pessoas em 27 países entre 14 de maio e 12 de agosto. Essas nações respondem por quase dois terços do PIB (Produto Interno Bruto) global.
No geral, a Alemanha foi o país onde a mudança no humor foi mais expressiva. Em 2009, somente 28% dos alemães diziam que a economia ia bem. Neste ano, 78% acham o mesmo.
19 DE SETEMBRO | FOLHA DE S.PAULO
Assessor econômico de Bolsonaro quer recriar imposto nos moldes da CPMF
O economista Paulo Guedes, que comandará o Ministério da Fazenda caso Jair Bolsonaro (PSL-RJ) seja eleito, anunciou na terça (18), para uma plateia restrita, o pacote tributário que pretende implementar no governo. Guedes quer recriar um imposto nos moldes da CPMF, que incide sobre movimentação financeira, pretende criar uma alíquota única do IR (Imposto de Renda) de 20% para pessoas físicas e jurídicas - e aplicar a mesma taxa na tributação da distribuição de lucros e dividendos.