ECONOMIA / MERCADO DE TRABALHO
Número de empresas que pedem falência no Brasil sobe 12,2% em 2016 - Folha de S.Paulo
O número de pedidos de falência no país cresceu 12,2% em 2016, porém, menos que o registrado em 2015, quando a taxa foi de 16,4%. É o segundo ano consecutivo com uma alta de dois dígitos, algo inédito desde que a série histórica foi iniciada pelo SCPC Boa Vista, em 2006. Também houve crescimento nas falências decretadas (14,7%) e nos pedidos de recuperação judicial (49,4%). O maior número de pedidos de falência em 2016 aconteceu no setor de serviços: 39%. O crescimento mais significativo, no entanto, aconteceu entre as indústrias, responsáveis por 37% dos requerimentos. O aumento foi de 14,2% na comparação com 2015.
Desemprego na construção sobe 11% de janeiro a novembro - Folha de S.Paulo
Quase 60 mil postos de trabalho foram cortados na indústria da construção entre janeiro e novembro de 2016, aponta o Sinduscon-SP. O número representa uma queda de 11,03% no nível de emprego na comparação com o mesmo período de 2015. Em novembro, foram 58,2 mil vagas a menos que em outubro. É o 26º mês consecutivo de queda, conforme a entidade. É impossível projetar qualquer tipo de melhora no cenário atual, afirma José Romeu Ferraz Neto, presidente do Sinduscon-SP. "Não vemos nada, a curto prazo, capaz de reverter a deterioração no emprego".
Gasto maior do governo inibe atuação da iniciativa privada, sugere estudo - Valor Econômico
Estudo feito por especialistas do Banco Central sugere que há uma relação inversa entre política fiscal e investimento privado. Quando o governo aumenta seus gastos para estimular tanto o ciclo financeiro quanto o de negócios, ele afasta o investimento privado, o que provoca uma redução no mercado de crédito. No trabalho, os especialistas partem da experiência realizada pelo governo federal no período pós-crise internacional de usar a política fiscal como forma de conter uma contração do ciclo de crédito. O que é tido como uma resposta ótima é a combinação de políticas que gerem a menor volatilidade do PIB, inflação, taxa básica de juros e estoque total de crédito.
Indicador do Ipea mostra queda no nível de investimento pelo quinto mês seguido - Valor Econômico
O Indicador Ipea de Formação Bruta de Capital Fixo registrou queda de 1,1% em novembro de 2016, na comparação com outubro. É o quinto recuo mensal consecutivo do indicador de investimentos na série com ajuste sazonal, deixando um carregamento estatístico de 5,2% para o quarto trimestre.
Brasil tem a economia mais fechada entre os emergentes - Valor Econômico
O Brasil tem a economia mais fechada entre os países emergentes, segundo estudo do Credit Suisse. Para o banco de investimento, isso ocorre por causa da baixa corrente de comércio, dos elevados impostos de importação, da ausência de novos acordos comerciais nos últimos anos e do grande número de barreiras não tarifárias adotadas pelo país. Nos 12 meses até setembro de 2016, o Brasil tinha a menor corrente de comércio de um grupo de 21 emergentes, mostra o relatório.
Especialistas projetam 1ª alta do varejo em 5 meses - Valor Econômico
Influenciada fortemente pela Black Friday, a Pesquisa Mensal do Comércio de novembro deve apresentar a primeira alta do volume de vendas do varejo em cinco meses. De acordo com a média das estimativas de 27 consultorias e instituições financeiras consultadas, o varejo restrito deve ter crescido 0,3% no penúltimo mês do ano passado, em relação a outubro.
Vendas do comércio caem 6,6% em 2016, pior resultado em 16 anos, aponta Serasa - Valor Econômico
O movimento dos consumidores nas lojas de todo o país caiu 6,6% em 2016, ante 2015, o pior resultado do varejo nacional dos últimos 16 anos, de acordo com dados do Indicador Serasa Experian de Atividade do Comércio. O pior resultado até então havia sido o recuo de 4,9% em 2002 por causa do racionamento de energia elétrica. Em 2015, o indicador recuou 1,3%. Segundo o birô de crédito, os juros altos nos crediários, o desemprego em alta e a confiança em queda reduziram a atividade em 2016.
A indústria brasileira precisa de socorro, sem preconceitos - Folha de S.Paulo
A crise econômica atual não deixa espaço para amadorismos. Exige um combate feroz, profissional e técnico, indica Benjamin Steinbruch, em sua coluna. Ele chama a atenção para os dados do desemprego, segundo os quais o país perdeu em 12 meses, até novembro, quase 2 milhões de vagas e tem 12,1 milhões de pessoas sem trabalho. “Um detalhe importantíssimo dessa estatística: do total das vagas perdidas, 1,026 milhão de empregos desapareceu na indústria”, ressalta, atribuindo o número à recessão e principalmente ao processo acelerado de desindustrialização vivido pelo país, com o fechamento de empresas e redução de produção.
Atividade industrial pode ter batido no "fundo do poço" - Valor Econômico
No dia em que a indústria decepcionava com a divulgação de um crescimento pífio de 0,2% em novembro, reforçando as previsões de nova queda do PIB em 2016, o BNDES anunciou uma nova diretriz para a concessão de crédito, alimentando a expectativa de que dias melhores podem vir pela frente.
Após quatro quedas seguidas, vendas no varejo sobem 2% em novembro - O Estado de S.Paulo
Vendas de varejo avançam 2% em novembro, aponta IBGE - O Globo
As vendas do varejo avançaram 2% em novembro, frente a outubro, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio, do IBGE, divulgada nesta terça-feira. Esta é a primeira alta depois de quatro meses seguidos de queda. Frente a novembro de 2015, o setor recuou 3,5%, a 20ª taxa negativa consecutiva na comparação com igual mês do ano anterior. O desempenho de novembro veio acima do esperado por analistas. A expectativa em pesquisa da Reuters era de alta de 0,40% na comparação mensal e de queda de 5,45% sobre um ano antes.
Comércio e indústria estimam prejuízo bilionário com feriados em 2017 - O Globo
Os 12 feriados ou pontos facultativos em dias úteis de 2017, quatro deles com a possibilidade de enforcamento de outros dias, podem gerar perdas bilionárias à indústria e ao comércio, segundo estimativas de entidades dos dois setores. Nas contas da Federação das Indústrias do Estado do Rio (Firjan), a perda para o setor em todo o Brasil deve chegar perto dos R$ 68 bilhões, o correspondente a 4,4% do PIB industrial do país. Desde que a entidade realiza esse levantamento, há nove anos, essa relação nunca foi tão grande. Já o comércio brasileiro deve amargar um prejuízo de R$ 10,5 bi e só no Rio as perdas devem chegar a R$ 7,5 bilhões, nas contas da Fecomércio-SP e do CDL-Rio, respectivamente. Representantes das entidades sugerem como saída para aliviar as perdas a diminuição ou deslocamento dos feriados para as segundas e sextas-feiras e a flexibilização das leis trabalhistas de forma a reduzir os custos dos estabelecimentos que desejam abrir as portas também nesses dias.
Desafios para o ISS em 2017 - O Estado de S.Paulo
De um lado, os entes concedem benefícios financeiros e tributários e, de outro, retaliam as comercializações e as prestações de serviços uns dos outros impondo aos contribuintes “sanções” quanto ao uso, direto ou indireto, dos referenciados incentivos. Para evitar o efeito deletério da briga entre os Municípios e entre os Estados, a Constituição Federal estabelece algumas regras para dar suporte ao pacto federativo. O ISS passa a ter alíquota mínima de 2%, sendo vedado conceder isenções, incentivos e benefícios tributários ou financeiros, inclusive reduções de base de cálculo ou crédito presumido.