Irregularidade de empresa em depósito do FGTS cresce 40% em 2016 - Folha de S. Paulo
As irregularidades no recolhimento de FGTS identificadas pelo governo cresceram 39,8% no ano passado, segundo o Ministério do Trabalho. Em 2016, foram 43,4 mil infrações registradas, que correspondem a um montante de R$ 3,13 bilhões não depositados por empregadores. O total de companhias com irregularidades no país, porém, é de 2,8 milhões, estima o governo -no ano passado, 14,6 mil foram autuadas. A alta dos registros em 2016 ocorreu pelo agravamento da crise, que fez com que empresas tivessem dificuldade de cumprir obrigações trabalhistas, diz Letícia Ribeiro, sócia do Trench, Rossi e Watanabe.
Média de reajustes salariais em 2016 foi a pior em 13 anos, aponta Dieese - Folha de S. Paulo
Pela primeira vez desde 2003, os reajustes salariais no Brasil tiveram variação real negativa. Descontada a inflação, os trabalhadores viram sua remuneração encolher em média 0,52% em 2016, segundo levantamento do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). A proporção de reajustes abaixo da inflação no ano passado quase dobrou em relação a 2015, passando de 18,7% para 36,7%. Na outra ponta, os reajustes acima da inflação atingiram o segundo menor patamar da série histórica do Dieese, iniciada em 1996.
País “perde a confiança” se não fizer mudança - O Estado de S.Paulo
Economistas ouvidos são categóricos: a confiança de que haverá melhora nas contas públicas e retomada do crescimento econômico está ancorada na aprovação da reforma da Previdência. Sem ela, a recuperação, que mal começou, estará comprometida, e a solvência do Estado, seriamente ameaçada. Para Arminio Fraga, ex-presidente do Banco Central e sócio da gestora Gávea, sem uma mudança na trajetória de crescimento dos gastos previdenciários seria praticamente impossível tirar as contas da União do vermelho. Alberto Ramos, diretor do Grupo de Pesquisas Econômicas para América Latina do Goldman Sachs, avisa que, sem a reforma, o cenário para o País passaria por uma reversão bem ruim.
Estrangeiros condicionam retomada dos investimentos no Brasil à reforma da Previdência - O Globo
Os investidores estrangeiros até confiam no Brasil que começa a cortar juros, sair da recessão e anunciar reformas - mas o fazem desconfiando. O fluxo de investimentos tem dado sinais de melhora, o risco-país despencou à metade dos níveis mais agudos da crise; o dólar se estabilizou. Os clientes de bancos internacionais, no entanto, seguem reticentes em aumentar a proporção de recursos no país. Segundo gestores e executivos do setor, estão todos à espera de mudanças institucionais que percebem como avanços, sendo a aprovação da reforma da Previdência um caminho incontornável para o bolso desses investidores.
Dados mostram que, além de lenta, recuperação será desigual - Valor Econômico
Além da lentidão, outra característica da recuperação que começa a se materializar é o desempenho bastante desigual e errático da atividade econômica. Pelo lado da oferta, enquanto a agropecuária vai bem, devendo ter crescido a taxas superiores a dois dígitos no primeiro trimestre, os serviços tendem a seguir patinando, afetados pelo mercado de trabalho ainda em deterioração. O desemprego nas alturas inibe o consumo, que desta vez deve levar mais tempo para engrenar, diferentemente do que ocorreu em retomadas anteriores, como a de 2009. A indústria, por sua vez, dá sinais de que iniciou de fato uma recuperação, mas a um ritmo muito gradual, e com comportamento díspar entre os diversos segmentos.