Desemprego cresce em ritmo mais veloz no interior do que nas capitais - O Estado de S.Paulo (dom. 02/10)
De junho de 2014 a junho deste ano, o desemprego no interior cresceu 78,4% - acima do ritmo das capitais, onde o nível de desocupação avançou 61,5%. Já nos municípios que integram as regiões metropolitanas, a alta foi menos expressiva, de 19,4%. O levantamento, feito pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, aponta que o interior já conta com um contingente de quase 6 milhões de desempregados, que representam pouco mais de 10% de seus habitantes. Já nas capitais, 7,44% da população está desocupada. Nas regiões metropolitanas, a taxa é de 15,04%.
A extensão do desemprego - editorial - O Estado de S.Paulo (seg. 03/10)
A existência, no fim de agosto, de 12 milhões de trabalhadores sem emprego no País, número 37% maior do que o de um ano antes, dá a dimensão da tragédia que a crise econômica está impondo às famílias brasileiras. Iniciada na segunda metade de 2014 - ano em que Dilma Rousseff conquistou seu segundo mandato - a crise não tem se limitado, porém, a gerar números que mostram a assustadora velocidade da deterioração do mercado de trabalho e, consequentemente, da renda da população. Ela afeta também a qualidade do emprego preservado.
Melhora do emprego deve começar pelo setor do comércio - Folha de S.Paulo 01/10
O desemprego deve continuar batendo recordes nos próximos meses com ajustes nos setores de serviços e comércio, que foram os últimos a desligar trabalhadores e devem ser os primeiros a contratar novamente. A indústria, que começou a demitir antes dos demais segmentos, deve passar por uma estabilização no fim deste ano, enquanto na construção a recuperação efetiva só deve acontecer a partir de 2018, dizem especialistas.
Corte de vagas deve continuar, mas em ritmo mais lento - Valor Econômico 03/10
A queda recorde de 2,2% da população empregada no país entre junho e agosto do ano passado e o mesmo trimestre deste ano, principal responsável pelo avanço do desemprego de 8,7% para os atuais 11,8% de um período a outro, reforçam as avaliações de que o mercado de trabalho só deve se estabilizar no fim do primeiro semestre do próximo ano.
Desemprego sobe a 11,8% e atinge 12 milhões de pessoas, indica IBGE - Folha de S.Paulo 01/10
A taxa de desemprego no país chegou a 11,8% no trimestre encerrado em agosto, conforme dados da Pnad Contínua, publicada ontem pelo IBGE. Pela primeira vez, o número de desempregados no Brasil atingiu a marca de 12 milhões de pessoas - o pior resultado da série histórica do levantamento, iniciado em 2012, superando em 0,6 ponto percentual, ou 583 mil pessoas, a marca do trimestre encerrado em maio.
A culpa não foi minha, diz Temer sobre crise e desemprego no Brasil - Folha de S.Paulo 01/10
Um país em profunda recessão, com desemprego crescente, inflação elevada e investimentos deprimidos. Esse foi o Brasil que o presidente Michel Temer disse que recebeu de Dilma Rousseff. Temer, que foi vice de Dilma desde a primeira eleição, em 2011, afirmou, em discurso em São Paulo, que não tem culpa da gravidade do quadro que encontrou.