A rápida mudança tecnológica, globalização, novos modelos de produção e o crescimento da economia são algumas das mudanças estruturais que estão a remodelar o mundo do trabalho. A World Employment Confederation (Confederação Mundial do Emprego, antiga CIETT) e seus integrantes publicaram recentemente um livro abordando questões fundamentais relacionadas à ascensão de um novo mundo de trabalho, com recomendações e, em última instância, invocando formuladores de políticas para adaptar a legislação e políticas do mercado de trabalho.
Enquanto o século XX foi marcado pelo homem trabalhador, chefe de família e provedor, hoje em dia a força de trabalho é composta pela diversidade atuando em variados escopos de trabalho, tais como o assalariado, o autônomo, artístico, empresas familiares e o home office. Ao mesmo tempo, estamos diante de uma nova revolução industrial onde a tecnologia e a globalização, e os mercados de trabalho interligados estão mudando a própria natureza do trabalho.
Além disso, o novo mundo do trabalho será caracterizado por um aumento do trabalho independente. Os empregadores manterão um quadro estável de trabalhadores e buscarão ampliar a mão de obra somente nos picos de demanda, equilibrando a escassez de talento de uma forma mais flexível. Do ponto de vista do trabalhador, este molde de trabalho fará com que ele tenha mais controle sobre suas tarefas e equilíbrio entre o trabalho e as prioridades da vida.
"Estamos vivendo uma nova realidade tanto para as empresas como para os trabalhadores. Nosso setor está desempenhando um papel importante como facilitador do mercado de trabalho, permitido um melhor acesso ao emprego, adaptação, segurança e prosperidade. É vital que trabalhemos lado a lado com os políticos para maximizar as muitas oportunidades que estão sendo apresentadas", explica a presidente da Confederação Mundial do Emprego, Annemarie Muntz.
Os legisladores precisam criar um ambiente que promova uma variedade de arranjos contratuais, como forma de aumentar a inclusão e a participação no mercado de trabalho. Eles também precisam garantir que o potencial dinâmico de cada setor e sua contribuição para a economia não sejam impedidos por regras estritas e ultrapassadas. Enquanto isso, empregadores operam em mercados de trabalho cada vez mais globais e interligados, que pedem por uma regulamentação específica adequada e de leis trabalhistas mais convergentes. Os legisladores internacionais terão de desempenhar um papel maior na elaboração de princípios orientadores e de leis trabalhistas favoráveis ao emprego no futuro.
A indústria das agências de emprego está na vanguarda das mudanças e está em uma posição única para oferecer soluções que simplificam o mercado de trabalho. Fornece uma ampla gama de serviços para atender às expectativas individuais dos candidatos, sabendo que modelo padrão não funciona para todos. Além disso, as agências oferecem soluções sustentáveis também às empresas.
"Confrontados com novos desafios, o nosso segmento evoluiu desde a disponibilização de candidatos e preenchimento de vagas de trabalho à criação de soluções de força de trabalho inovadoras e moldadoras de carreiras. Com a tecnologia, o mercado está se movendo em direção a soluções mais ajustadas”, comenta Hans Leentjes, vice-presidente da Confederação Mundial do Emprego.
Depois de quase 50 anos de história, CIETT - International Confederation of Private Employment Services (em português, Confederação Internacional dos Serviços Privados de Emprego) está apresentando o seu novo nome e marca. A World Employment Confederation (em português, Confederação Mundial do Emprego) continuará a ser a voz da indústria global de emprego.
Esperamos que o nosso novo nome reflita melhor a evolução da nossa sociedade, incluindo federações nacionais e empresas em todos os continentes, bem como o extenso território da nossa indústria (o mundo do trabalho). Nossos integrantes já oferecem uma ampla gama de serviços de RH, incluindo o recrutamento direto, gestão de carreira, terceirização de processos de recrutamento e serviços gerenciados, o que lhes permite liderar em um mundo em mudança do trabalho", conclui Denis Pennel, diretor da Confederação Mundial do Emprego.