ECONOMIA / MERCADO DE TRABALHO
Padilha recebe sugestões para terceirização - Valor Econômico
O ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, recebeu sugestões ontem para o debate envolvendo a regulamentação da terceirização de mão de obra no país, mas afirmou que a prioridade do Palácio do Planalto no Congresso são as propostas relacionadas à reforma da Previdência e à limitação do gasto público no país. "O governo não propõe nada. Nada", disse Padilha. "O governo está cuidando hoje de teto e reforma da Previdência. Ponto. Tudo vem depois", acrescentou o ministro enquanto deixava reunião no Palácio do Planalto com representantes do governo e de entidades de empresários e trabalhadores. Responsável por organizar o encontro, o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, enfatizou a necessidade de o governo conceituar a terceirização de mão de obra e defendeu essa modalidade de contratação. "Terceirização é geração de emprego. Por favor, não venham me dizer que é precarização de emprego. Precarização é a falta de emprego", disse. O ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Pereira, afirmou que o governo tem mantido reuniões para debater o assunto, que ainda será analisado por outros ministérios como Trabalho e Emprego e Planejamento.
Decisões do Supremo privilegiam acordo coletivo - Valor Econômico
O STF tem assegurado a prevalência de acordos coletivos entre sindicatos e empresas sobre a legislação trabalhista. Em decisão publicada nesta semana, o ministro Teori Zavascki manteve cláusula que suprimiu o pagamento de horas de deslocamento a trabalhadores de uma usina de açúcar e álcool de Pernambuco, reformando entendimento do TST. É a segunda decisão do Supremo neste sentido.
Governo adia reforma trabalhista, mas vai apoiar a terceirização - O Globo
A decisão do governo de adiar a reforma trabalhista para o segundo semestre de 2017 veio diante da constatação de que mexer em tema tão polêmico este ano poderia gerar um desgaste político ainda maior e criar embaraços à tramitação dos dois projetos considerados relevantes para o ajuste fiscal, que são a fixação do teto para os gastos públicos e a reforma da Previdência. Mas o governo pretende apoiar o projeto da terceirização, já em tramitação no Senado. E acredita que a decisão recente do Supremo Tribunal Federal (STF) dará mais segurança jurídica aos empregadores. O mal-estar entre aliados com a reforma trabalhista ficou maior depois de declarações do ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, de que o governo pretendia regulamentar o contrato de trabalho por horas trabalhadas, incluindo jornadas de até 12 horas por dia, como já é previsto hoje em algumas negociações coletivas. Esses contratos, porém, são muitas vezes questionados pela Justiça, que não reconhece jornada superior a oito horas diárias. As declarações do ministro sofreram fortes críticas nas redes sociais, e, segundo interlocutores, ele foi repreendido pelo presidente Michel Temer no dia seguinte.
Reforma da Previdência tem de ser dura e rápida, diz secretário do governo - Folha de S. Paulo
Câmara só vota nova Previdência em 2017, diz Rodrigo Maia - Folha de S. Paulo
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que a proposta de reforma da Previdência que o presidente Michel Temer promete enviar ao Congresso neste mês só será votada em plenário em 2017. Segundo ele, mesmo que o projeto chegue ao Legislativo no prazo prometido, o máximo que será possível fazer até dezembro será concluir a análise inicial da proposta, com a aprovação do texto pela comissão especial que a Câmara vai criar para debater o assunto antes do plenário.
Setor de serviços recua 4,5% e tem pior resultado para julho desde 2012 - O Globo
O volume de vendas do setor de serviços avançou 0,7% na passagem de junho para julho, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE. Frente a julho do ano passado, no entanto, houve queda de 4,5% - pior resultado para o mês nesta comparação desde o início da série histórica, em 2012. Em 2016, o setor acumula recuo de 4,8%, enquanto em 12 meses o tombo chega a 4,9%. O cálculo do volume é obtido descontando a inflação da receita nominal. Já a receita nominal cresceu 1,2% em relação a junho. Na comparação com julho do ano passado, a alta foi mais modesta, de 0,3%. O crescimento da receita acumulado no ano ficou em 0,2% e, em 12 meses, em 0,1%.
Melhor, mas nem tanto - Folha de S. Paulo
O grau de satisfação das micro e pequenas indústrias paulistas em relação a seu faturamento voltou a piorar em agosto, após dois meses em alta, segundo o Simpi, que representa o setor. "Houve uma expectativa de melhora nos últimos meses, que não foi sustentada pela situação econômica", avalia o presidente do sindicato, Joseph Couri. A avaliação das empresas está em sua pior média desde 2013. As contratações tampouco foram retomadas: 9% dizem ter admitido funcionários em julho, e 23% afirmaram ter feito demissões.
Queda incessante - Folha de S. Paulo
Caiu pela 19ª vez a receita das pequenas empresas de São Paulo, segundo o Sebrae-SP. Em julho deste ano, ela foi 12,7% menor que no mesmo mês do ano passado. Serviços tiveram o pior desempenho: 15,9% abaixo de 2015. A região do Grande ABC sofreu mais: 14,1% de perdas. O único índice que melhorou em julho foi a expectativa, 33% dos empresários afirmaram que os próximos seis meses devem ser melhores do que os anteriores.
Governo vai ressuscitar câmaras setoriais para recuperar empregos - O Estado de S.Paulo
O presidente Michel Temer anunciou ontem que vai retomar a ideia das câmaras setoriais - grupos que foram criados no início dos anos 90, com a finalidade de combater os efeitos da crise econômica por meio de compromissos assumidos entre empresários, trabalhadores e governo. Em nota, a Secretaria de Comunicação Social afirmou que os grupos temáticos vão reunir empregadores e trabalhadores com o objetivo de gerar empregos.
Indústria paulista fechou 11 mil postos em agosto - O Estado de S.Paulo
A indústria de transformação paulista fechou 11 mil postos de trabalho em agosto, o que corresponde a um recuo de 0,49% em relação a julho, segundo balanço divulgado ontem pela Fiesp. Com ajuste sazonal, o nível de emprego no setor apresentou queda de 0,27% na mesma base de comparação.
Analistas projetam déficit primário de R$ 140,1 bi em 2017, acima da meta - Valor Econômico
O governo central deverá registrar déficit primário de R$ 160,378 bilhões em 2016 e de R$ 140,157 bilhões em 2017, de acordo com estimativa de instituições financeiras consultadas pelo Ministério da Fazenda.
Menos empresas - O Estado de S.Paulo - editorial econômico
Em 2014, depois de seis anos de saldo positivo, o número de empresas que entraram no mercado foi inferior ao daquelas que encerraram suas atividades. No resultado acumulado daquele ano, o PIB brasileiro ainda registrou pequeno crescimento, de 0,1%, mas, no segundo semestre, já surgiam os sinais da recessão que se aprofundaria dali em diante.
Setor de serviços recua 4,5% e tem pior desempenho desde 2012 - O Estado de S.Paulo
O volume de serviços prestados cresceu 0,7% em julho ante junho, na série com ajuste sazonal, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com julho do ano anterior, entretanto, houve recuo de 4,5%, já descontado o efeito da inflação, o pior desempenho para o mês dentro da série histórica da Pesquisa Mensal de Serviços, iniciada em 2012. Em junho de 2016 ante junho de 2015, a taxa foi de -3,4%.