À medida em que o mundo do trabalho se torna cada vez mais interligado, novas políticas globais e regulação são necessárias para lidar com as questões que ultrapassam as fronteiras nacionais ou regionais. A Confederação Mundial do Emprego entende isto como essencial para as muitas mudanças estruturais que estão ocorrendo em todo o mundo. A globalização, a crescente diversidade das modalidades contratuais, novas expectativas de emprego e carreira, digitalização e demografia são agentes que ajudam a remodelar a forma como trabalhamos hoje.
Como consequência, a Confederação Mundial do Emprego clama aos formuladores de políticas globais a cooperar com a indústria de emprego e todas as outras partes interessadas para ajustar a regulamentação internacional do trabalho e aproveitar as oportunidades que a nova era de trabalho trará. Enquanto quase 200 milhões de pessoas estão desempregadas no mundo, 61% das empresas têm dificuldade no recrutamento de pessoal, principalmente devido à falta de qualificação. Esta questão é fundamental, pois 72% dos profissionais de RH dizem que a escassez de talentos afetou negativamente seus negócios e 45% acreditam que ameaçou a continuidade da liderança e sucessão. A adoção de uma regulamentação adequada contribuirá para reduzir o descompasso entre oferta e demanda de trabalho e levará a melhores políticas de mercados.
"Não estamos diante de uma crise de emprego, mas uma revolução do trabalho em que os mercados entrelaçados exigem mais regulação supranacional, respeitando as diferenças nacionais", afirma Denis Pennel, diretor da Confederação Mundial Emprego. "A criação de políticas de emprego globais e instrumentos que possam ser implementados, regulados e controlados será crucial para o futuro sustentável do trabalho. Estas mudanças devem ser baseadas em princípios transparentes, justos e sensatos que recompensam riscos e tenham inovação. Os formuladores de políticas internacionais terão de desempenhar um papel maior na criação de princípios e regras orientadoras no futuro", afirma Pennel.
Em um documento divulgado no evento "Futuro do Trabalho" (Future of Work), a Confederação Mundial do Emprego analisa em detalhes como as condições de trabalho estão mudando em todo o mundo e fornece uma série de recomendações políticas sobre como se adaptar.
"Este é o fim do trabalho, como nós já sabíamos. Neste ambiente econômico complexo, a regulamentação em assuntos relacionados ao emprego deve adotar uma abordagem "global", devem pensar sobre as diretrizes gerais e as disposições que podem ser transpostas para regulamentos nacionais com alguma flexibilidade. Os legisladores devem criar leis trabalhistas compreensíveis e favoráveis ao emprego, facilitando a expansão internacional das empresas", acrescenta Annemarie Muntz, presidente da Confederação Mundial do Emprego. Uma pesquisa realizada pela entidade mostra que os países que adotaram uma regulamentação inteligente para o emprego são mais competitivos e fornecem mais flexibilidade e segurança para empresas e os trabalhadores.
"Estamos vivendo uma nova realidade do trabalho e nosso setor está no centro desta mudança, desempenhando um papel importante como facilitadores do mercado de trabalho e permitindo melhor acesso ao trabalho. É vital que atuemos ao lado dos legisladores para maximizar as oportunidades que estão sendo apresentadas", comenta o vice-presidente da Confederação Mundial Emprego, Hans Leentjes.
A indústria das agências de emprego está na vanguarda das mudanças e está em uma posição única para oferecer soluções que simplificam o mercado de trabalho. Fornece uma ampla gama de serviços para atender às expectativas individuais dos candidatos, sabendo que modelo padrão não funciona para todos. No mesmo nível de importância, as agências oferecem soluções sustentáveis também às empresas para a contratação de forma mais eficiente.
"Confrontados com novos desafios, o nosso setor evoluiu e, ao invés de apenas disponibilizar candidatos para o preenchimento de vagas de trabalho, passou à criação de soluções de força de trabalho inovadoras e moldação de carreiras. Com a tecnologia nos serviços de emprego, a indústria está cada vez mais se movendo em direção a soluções mais ajustadas ", conclui o presidente Mundial Confederação Emprego Annemarie Muntz.
Depois de quase 50 anos de história, CIETT - International Confederation of Private Employment Services (em português, Confederação Internacional dos Serviços Privados de Emprego) está apresentando o seu novo nome e marca. A World Employment Confederation (em português, Confederação Mundial do Emprego) continuará a ser a voz da indústria global de emprego.
"O nosso novo nome reflete melhor a evolução da nossa sociedade, incluindo federações e empresas nacionais em todos os continentes, bem como a nossa liderança de pensamento quando se trata do mundo do trabalho. Hoje, os nossos integrantes oferecem uma ampla gama de serviços de RH, incluindo o trabalho temporário, recrutamento direto, gestão de carreira, terceirização de processos de recrutamento e serviços gerenciados, a fim de simplificar a complexidade crescente do mercado de trabalho ", explica Denis Pennel.
Sobre a Confederação Mundial do Emprego
A Confederação Mundial do Emprego é a voz da indústria de emprego a nível global, representando estimuladores de mercado de trabalho em 50 países e em 7 das maiores empresas de soluções de força de trabalho internacionais. A entidade tem acesso e engajamento com formuladores de políticas internacionais (OIT, OCDE, Banco Mundial, FMI, IOM, UE) e as partes interessadas (sindicatos, mundo acadêmico, grupos de reflexão, ONG). Também se esforça para o reconhecimento do papel econômico e social desempenhado pela indústria para permitir o trabalho, a adaptação, a segurança e a prosperidade em nossas sociedades. Seus integrantes proporcionam acesso ao mercado de trabalho e um trabalho significativo a mais de 70 milhões de pessoas em todo o mundo e servem cerca de 5 milhões de organizações em uma base anual.