FENASERHTT NA MÍDIA
30/10/2017 | Contratações temporárias devem subir 10% no comércio no fim do ano, para 111 mil - O Globo
O técnico em turismo Rafael Giannotti, de 34 anos, começou há cerca de duas semanas sua peregrinação por agências de emprego. Sem carteira assinada há mais de um ano e meio, ele está em busca de um emprego temporário no varejo na época em que as lojas começam a reforçar seus times para as vendas de Natal, que depois de quedas consecutivas em 2015 e 2016 devem ter desempenho positivo este ano. Giannotti ainda não teve sorte mas, segundo estimativa da Federação Nacional dos Sindicatos de Empresas de RH, Trabalho Temporário e Terceirização (Fenaserhtt), as vagas extras este ano devem aumentar 10% e somar 111 mil no comércio. Além disso, a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) prevê que 27% dos temporários serão efetivados após o período de festas. Nos últimos dois anos, apenas 15% desses trabalhadores conseguiram se manter em seus postos de trabalho ao fim do contrato. Vander Morales, presidente da Fenaserhtt, acrescenta que, apesar da reforma entrar em vigor no dia 11, ainda há muitas incertezas no mercado.
30/10/2017 | Justiça do Trabalho é lenta e pouco efetiva para o empregado - Folha de S.Paulo
Na maior parte das vezes, a Justiça do Trabalho é acionada para garantir o acerto de verbas rescisórias não pagas, como saldo de salário e aviso prévio e, de modo diferente do que pensa o senso comum, não pode ser considerada "pró-trabalhador" - que recebe, em média, R$ 4.500 por reclamação. O retrato foi construído pelo pesquisador André Gambier Campos, do Ipea, em estudo obtido com exclusividade pela Folha. Para ele, a solução para o problema não seria reduzir a força da Justiça do Trabalho, mas aumentar os mecanismos de negociação antes que as disputas chegassem a ela.
30/10/2017 | Reforma trabalhista não mitiga conflitos, diz pesquisador - Folha de S.Paulo
A solução para desafogar a lenta e custosa Justiça do Trabalho passa por reforçar o papel das organizações de trabalhadores (sindicatos, comitês de empresas e comissões de fábricas), questão que a reforma trabalhista aprovada pelo Congresso optou por não contemplar. Segundo André Gambier Campos, pesquisador do Ipea, a reforma até prevê organizações de trabalhadores, mas só em empresas com mais de 200 empregados. Para ele, a reforma, que entra em vigor no dia 11 de novembro, não só perde a chance de estimular uma maneira mais eficaz de prevenir e mitigar conflitos como vai na contramão da experiência internacional, que buscou fortalecer organismos de representação coletiva dentro das empresas.
30/10/2017 | Confira tira-dúvidas sobre a reforma trabalhista - O Globo
A reforma trabalhista entra em vigor em duas semanas, no dia 11 de novembro, e o GLOBO faz uma série de transmissões ao vivo para tirar as dúvidas sobre as mudanças na legislação. Nesta segunda-feira, o tema será os novos contratos de trabalho, como o intermitente - tipo de contrato que permite prestação de serviços com interrupções, em dias alternados ou apenas por algumas horas na semana.
28/10/2017 | Inadimplência de micros e pequenas é recorde - O Estado de S.Paulo
Apesar da queda da inflação, do recuo dos juros e da melhora da confiança dos empresários e dos consumidores, o quadro para as micro e pequenas empresas segue difícil. Em agosto, 4,8 milhões delas estavam inadimplentes no País. É uma marca recorde. Em um ano, o número de companhias desse porte que não conseguiram pagar em dia as suas dívidas aumentou 14%. No período, 600 mil, em todo o País, engrossaram a lista de inadimplentes, aponta um estudo da Serasa Experian, consultoria especializada em informações econômicas e financeiras.
28/10/2017 | ‘Só pago INSS e FGTS de funcionários’, diz empresário
Caso do pequeno empresário Humberto Gonçalves, sócio da Tec Stam Forjaria e Estamparia, que sequer calcula o quanto deve de impostos, entre ICMS, Imposto de Renda, IPI, PIS/Cofins. “Venho arrastando essa dívida desde meados de 2013”, conta. Para o governo, ele explica que está pagando só INSS e o FGTS dos funcionários. Essa está sendo a estratégia de Gonçalves para sobreviver na crise. Desde agosto de 2014, as vendas de parafusos e arruelas, elementos de fixação fabricados pela sua empresa, caíram 45%.
29/10/2017 | Governo vai esperar reação do mercado para regulamentar reforma trabalhista - O Estado de S.Paulo
O governo optou por uma estratégia arriscada no processo de regulamentação das novas normas trabalhistas: vai esperar as reações e, só então, decidir sobre decretos e portarias com detalhamento dos temas mais polêmicos, em matéria antecipada ontem em sua edição online. A julgar pelo acúmulo de dúvidas de patrões, empregados e advogados desde a tramitação da reforma, aprovada em julho pelo Congresso, muitos pontos permanecem obscuros. Um integrante do governo que participa das discussões sobre a reforma confirmou que o plano é “ver primeiro como o mercado vai se comportar”. O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, sustenta que a legislação está pronta para entrar em vigor.
29/10/2017 | Sindicatos tentam se blindar da reforma - O Estado de S.Paulo
Trabalhadores com data-base neste fim de ano, período em que precisam negociar com as empresas índices de reajustes e benefícios sociais, tentam incluir nos acordos uma “cláusula de salvaguarda” para se protegerem de normas da reforma trabalhista que consideram prejudiciais em relação ao que vigora atualmente. O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC foi o primeiro a garantir essa cláusula nas negociações com empresas de sua base na semana passada. “A cláusula estabelece que qualquer mudança precisa ser negociada com o sindicato”, diz Wagner Santana, presidente da entidade. “É uma espécie de vacina para evitar medidas que prejudiquem os trabalhadores”.
29/10/2017 | Empresas estão otimistas com nova lei - O Estado de S.Paulo
Indústria, comércio e empresas de serviços demonstram otimismo com a reforma trabalhista, apesar das incertezas das últimas semanas com reações contrárias por parte de alguns juízes. “Precisamos de um período para compreender e identificar o que se altera e o que reforça conceitos que já adotamos mas, sem dúvida, a reforma trabalhista trará mais segurança jurídica para as empresas, o que é bastante positivo”, informa a direção da Mercedes-Benz. O diretor da área de Recursos Humanos da ThyssenKrupp, Adilson Sigarini, diz que a empresa fez várias palestras para explicar a reforma aos funcionários e acredita em redução de ações trabalhistas no médio e longo prazos. “Se tiver alguma medida inconstitucional, como alegam alguns grupos, certamente o Tribunal Superior do Trabalho vai corrigir isso”.
29/10/2017 | A sensatez do presidente do TST - O Estado de S.Paulo
Elogiável a reação do presidente do TST, ministro Ives Gandra, à ameaça de um grupo de procuradores e juízes de sabotar a reforma trabalhista, concordando com o argumento dele de tal ato seria um suicídio institucional. Segundo ele, se cumprirem o que prometeram, deixando de aplicar a nova lei trabalhista sob o pretexto de que ela viola a Constituição e convenções internacionais das quais o Brasil é signatário, juízes e procuradores darão munição aos que propõem o fim da Justiça do Trabalho. A extinção da Justiça do Trabalho não é ideia nova e vem ganhando força nos meios empresariais, legislativos e até forenses.
30/10/2017 | Resgate do trabalho escravo - O Estado de S.Paulo
O filósofo Denis Lerrer Rosenfield, em artigo, repercute a recente portaria do Ministério do Trabalho relativa a maior precisão na definição do trabalho escravo, avaliando-a como um exemplo de como uma discussão que deveria ser técnica se vê eivada de tergiversações ideológicas. “Para alguns, que se caracterizam pela má-fé, o presidente Michel Temer e o seu ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, procurariam restabelecer o trabalho escravo no País, quando, na verdade, visam a combatê-lo com armas precisas, dentre as quais o significado mesmo das palavras”, diz o acadêmico.
30/10/2017 | Ministros do TST adotarão novo filtro para recursos em novembro - Valor Econômico
Empresas e trabalhadores terão mais dificuldade para ter seus processos analisados pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) a partir da entrada em vigor da reforma trabalhista (Lei nº 13.467) no dia 11. Os ministros da Corte passarão a adotar o polêmico filtro de processos chamado de "princípio da transcendência".