03/09/2017 | Terceirização não derruba os salários, mostra estudo - Folha de S.Paulo
No total, estudaram-se 13.375.996 trabalhadores contratados com carteira assinada no país e observaram-se 422.483 mudanças de terceirizado a direto e 397.008 na direção contrária. No telemarketing, o trabalhador perde em média quase 9% de sua remuneração quando vira terceirizado. Já os vigias que deixaram um contratante direto por uma terceirizada tiveram alta no salário, de 5% em média.
03/09/2017 | Terceirizar nem sempre é a melhor solução, afirma empresa - Folha de S.Paulo
O economista Eduardo Zylberstajn, co-autor do estudo publicado pela USP, avalia como simplista o argumento de que as empresas optam pela terceirização apenas para pagar menos. "A decisão é mais complexa. Num fabricante de chips, por exemplo, a limpeza da linha de montagem é crucial e exige trabalhadores especializados; a faxina do refeitório, por outro lado, pode ser terceirizada."
04/09/2017 | Terceirização não precariza emprego, aponta estudo da USP - O Globo
De acordo com o estudo “Diferencial de salários da mão de obra terceirizada no Brasil”, de autoria dos economistas Hélio Zylberstajn (FEA-USP), Eduardo Zylberstajn (EESP-FGV) e Guilherme Stein (Fundação de Economia e Estatística Siegfried Emanuel Heuser), o trabalhador que passou para uma empresa terceirizada teve uma perda salarial média de 2,3%. Para se chegar ao número, explica Hélio Zylberstajn, foram utilizados os dados de cerca de 13 milhões de trabalhadores contidos na Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho, entre 2007 e 2014. Foram analisados os movimentos de pessoas que saíram do contrato direto para assumir função semelhante em uma prestadora de serviços.
02/09/2017 | Previdência pode consumir 80% do Orçamento - O Estado de S.Paulo
A fatia do Orçamento comprometida com benefícios previdenciários e com o Benefício de Prestação Continuada - assistência prestada a idosos acima de 65 anos e pessoas com deficiência de baixa renda - subirá dos atuais 56% para 80% daqui a dez anos, se a reforma da Previdência não for aprovada, alertou o assessor especial da Casa Civil, Bruno Bianco LealSem a reforma, de acordo com Leal, a Previdência terá um custo R$ 108 bilhões maior do que hoje (a valores atuais) em 2026.
02/09/2017 | Mais dívidas ou mais impostos? - O Estado de S.Paulo
O economista Marcos Poggi, em artigo, questiona o que seria menos danoso para o enfrentamento do descontrole das contas públicas do País: a emissão e colocação de novos títulos no mercado ou o aumento de impostos. “De um lado, o crescimento despropositado da dívida pública levaria, a médio e longo prazos, a União a uma situação insustentável para o financiamento de seus gastos. Em contraposição, o que se coloca é que aumentos de impostos, além do mais, sinalizam um baixo nível de preocupação dos governantes com a carga tributária. Daí a razão pela qual importantes entidades empresariais, entre elas a Fiesp e a Firjan, vêm há anos propugnando para que aumentos de impostos sejam a derradeira das soluções para a administração de déficits fiscais”, diz Poggi. “Nenhuma solução é fácil”, emenda o especialista, apontando que a recente decisão de elevação do déficit fiscal parece ter sido, nas circunstâncias, um mal menor.
03/09/2017 | Pequena empresa responde por 70% dos empregos - O Estado de S.Paulo
A contribuição que as micro e pequenas empresas dão para o País enfrentar seu maior problema social, que é o desemprego, pode ser agora medida com mais precisão. Dos 72 milhões de brasileiros que trabalham para o setor privado, 70% (50,7 milhões) são pessoas que sobrevivem com rendimentos obtidos por empreendimentos de menor porte, segundo levantamento inédito do Sebrae, com base em dados e pesquisas de outros órgãos. “Os efeitos do desemprego têm sido mitigados pelos pequenos empreendedores, que assim exercem uma função de ‘colchão social’, no dizer do presidente do Sebrae, Guilherme Afif, já que uma parte desse segmento tende a abrigar outros trabalhadores na própria empresa ou utilizá-los para prestação de serviços”, diz o jornal.
04/09/2017 | Endividamento de empresas cai depois de 6 anos - O Estado de S.Paulo
Após registrar níveis alarmantes, o que levou a número recorde de pedidos de recuperação judicial, o nível de endividamento das empresas brasileiras, especialmente as de grande porte, começa a cair. Há um esforço extra em renegociar as dívidas para estarem mais bem preparadas para a recuperação da economia, que deve se intensificar a partir de 2018. Diferentes indicadores apontam para essa melhora. Dados da Economática mostram que as empresas de capital aberto (com ações na Bolsa) encerraram o segundo trimestre com dívidas líquidas de R$ 533,5 bilhões, montante 1,4% inferior ao de igual período de 2016. Foi a primeira queda após seis anos de crescimento. O valor exclui a Petrobras que, sozinha, reduziu seu endividamento em 11% no período.
02/09/2017 | Consumo dá impulso a recuperação do PIB no segundo trimestre - Folha de S.Paulo
Segundo os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o consumo aumentou 1,4% no segundo trimestre, em relação aos primeiros três meses do ano. Foi o primeiro sinal positivo desde o fim de 2014, o ano em que a recessão começou. A queda da inflação e das taxas de juros, além da interrupção das demissões, ajudaram a criar um ambiente positivo, apesar do desemprego continuar em nível elevado. O efeito prático é o aumento da renda de consumidores, amplificado pelos R$ 44 bilhões liberados de contas inativas do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).
02/09/2017 | Reforma trabalhista cria barreira para que a maioria tenha acesso à Justiça - Folha de S.Paulo
Como acessar o Judiciário e sustentar um litígio têm um alto custo, em sociedades muito desiguais, como a brasileira, nem sempre a Justiça é um instrumento efetivo para a proteção dos direitos dos mais pobres. Para mitigar essa disparidade de forças, muitas democracias, entre as quais a brasileira, asseguram o direito à assistência judiciária e o acesso gratuito àqueles que comprovarem a insuficiência de recursos (artigo 5º, LXXIV, da Constituição). A recente reforma da legislação trabalhista atropelou esse direito fundamental ao determinar que os reclamantes, mesmo aqueles que têm direito à Justiça gratuita, deverão arcar com honorários periciais e de sucumbência quando forem derrotados em seus pleitos.
04/09/2017 | Decisões permitem incluir tributos retidos na Fonte em novo Refis - Valor Econômico
Os Tribunais Regionais Federais da 3ª Região, em São Paulo e da 5ª Região, em Recife, autorizaram contribuintes, por meio de liminares, a incluir débitos de tributos retidos na fonte no novo Refis. As decisões são para o pagamento à vista, com os benefícios do programa, o que diminui significativamente o valor que a empresa deverá dispor para quitar as dívidas pelo Pert. Das decisões ainda cabem recurso. Entre os tributos retidos na fonte estão, por exemplo, o Imposto de Renda, a contribuição previdenciária sobre a folha de salários e o Funrural. Por isso, a decisão judicial interessa a empresas na mesma situação.