Mercado de serviços terceirizados em compasso de espera
A crise gerada pelo avanço do coronavírus ainda não afeta em larga escala o emprego terceirizado no país. Mesmo em setores como o de limpeza, no qual trabalham cerca de 2 milhões de terceirizados, os empregadores ainda aguardam os desdobramentos das ações anunciadas pelo governo federal para evitar o desaquecimento da economia. “Ainda estamos tateando para saber qual o tamanho da crise”, diz Cristiane Oliveira, superintendente da Federação Nacional das Empresas Prestadoras de Serviços de Limpeza e Conservação (Febrac), que congrega cerca de 13 mil companhias no país. Representante de mais de 30 mil companhias que empregam cerca de 4 milhões de trabalhadores, a Federação Nacional dos Sindicatos de Empresas de Recursos Humanos, Trabalho Temporário e Terceirizado (Fenaserhtt) sustenta que o pacote governamental de R$ 40 bilhões anunciado na sexta-feira não é eficaz para o segmento.
31 DE MARÇO | O ESTADO DE S. PAULO
Senado aprova auxílio emergencial de R$ 600 a informais, intermitentes e MEIs
O Senado aprovou nesta segunda, 30, de forma unânime, a criação de um auxílio emergencial de R$ 600 a trabalhadores informais, intermitentes e microempreendedores individuais (MEIs). O vice-presidente da Casa, senador Antônio Anastasia (PSD-MG), antecipou a conclusão da votação para acelerar o trâmite de envio da mensagem de aprovação à Presidência da República. Como o tema é urgente, o objetivo é que o presidente Jair Bolsonaro sancione o texto o mais rápido possível. A criação do benefício havia sido aprovada na semana passada pela Câmara dos Deputados. Hoje, teve apoio dos 79 senadores votantes. Só após a sanção é que o dinheiro começará a ser liberado às famílias brasileiras.
31 DE MARÇO | VALOR ECONÔMICO
‘Layoff’ e PSE retornam como alternativas para manter emprego
A indústria automobilística começa a buscar alternativas para manter os funcionários afastados quando o período de férias coletivas terminar, entre meados e fim de abril. A General Motors começou ontem a negociar com os sindicatos a adoção do “layoff”. Essa alternativa, que prevê a suspensão temporária dos contratos de trabalho, foi muito usada pelas montadoras durante a crise de 2016, assim como o PSE (Programa Seguro Emprego), um programa que permitia reduzir jornada e salário. Mas, segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wagner Santana, muitas dessas ferramentas, que podem salvar empregos, precisam ser ajustadas e regulamentadas pelo governo.
31 DE MARÇO | VALOR ECONÔMICO
Auxílio a informais terá apoio de bancos oficiais e Correios
Com o Congresso concluindo a aprovação do pagamento extraordinário de R$ 600 para os trabalhadores informais, o governo finaliza agora o quebra-cabeça operacional da medida. Há uma preocupação em fazer com que o dinheiro chegue nas pessoas e, ao mesmo tempo, de evitar que o socorro provoque aglomerações e prejudique o combate à epidemia do coronavírus. Uma das definições já foi tomada: a operação não ficará restrita à Caixa (com sua rede de lotéricas) e ao INSS. Incluirá também Banco do Brasil, Basa, BNB e Correios. “Será a maior rede possível para o recurso chegar ao cidadão”, afirmou o ministro da Cidadania, Onyx Lorenzoni.
31 DE MARÇO | FOLHA DE S. PAULO
Governo prevê ajuda a todo trabalhador formal com corte salarial, mas regras mudam com renda
O governo deve permitir que todo empregado formal tenha acesso a um auxílio financeiro (com base no valor do seguro-desemprego) em caso de corte na jornada e no salário durante a pandemia do novo coronavírus. As regras, porém, são diferentes dependendo da renda do trabalhador. Já está no Palácio do Planalto uma MP (medida provisória) para criar o programa que visa evitar demissões em meio à crise econômica causada pela covid-19. Com a economia travada, o governo é pressionado para que oficialize logo a proposta.
31 DE MARÇO | O ESTADO DE S. PAULO
Supermercados e laticínios travam queda de braço
Depois de quase duas semanas paradas, as negociações entre supermercados e indústrias de leite em caixinha foram retomadas hoje, mas a queda de braço entre o varejo e os laticínos continua, segundo o diretor de Relações de Mercado da Associação Paulista de Supermercado, Omar Assaf. “As negociações foram retomadas e os preços pedidos têm reajustes que variam entre 40% e 50%." Segundo o diretor da Apas, o setor de supermercados está resistindo aos aumentos exorbitantes nos preços de um produto que é básico para a população. No entanto, não pode ficar sem o produto nas prateleiras.
31 DE MARÇO | O ESTADO DE S. PAULO
Domésticos com carteira receberão seguro em caso de jornada reduzida ou contrato suspenso
Os trabalhadores domésticos com carteira assinada vão receber o seguro-desemprego se tiverem contrato suspenso ou redução de jornada e salários durante a crise do novo coronavírus. Segundo apurou o Estadão/Broadcast, a inclusão dos domésticos foi um pedido do ministro da Economia, Paulo Guedes, que tem dito que “ninguém será deixado para trás”. Como antecipou a reportagem, os empregadores poderão suspender o contrato por até dois meses, ou reduzir jornada e salário em 25%, 50% e 70% por até três meses. No caso da suspensão, o governo pagará a parcela integral do seguro-desemprego, que vai de R$ 1.045 a R$ 1.813,03.
31 DE MARÇO | O ESTADO DE S. PAULO
Desemprego no Brasil fica em 11,6% no trimestre até fevereiro, aponta IBGE
A taxa de desocupação no Brasil ficou em 11,6% no trimestre encerrado em fevereiro, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados há pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou dentro das expectativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que estimavam uma taxa de desemprego entre 11,4% e 12,2%, com mediana de 11,6%. Em igual período de 2019, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 12,4%. No trimestre até janeiro, a taxa foi de 11,2%. A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.375 no trimestre encerrado em fevereiro. O resultado mostra alta de 3,9% em relação ao número do mesmo período do ano anterior.
31 DE MARÇO | O GLOBO
Economia pode ter retração de até 1,8% em 2020, diz Ipea
Os especialistas ainda encontram dificuldades para mensurar o impacto da pandemia do novo coronavírus na economia. Diante deste cenário, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) passou a trabalhar com prazos de duração da quarentena para estimar o choque da Covid-19 no Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. Se ela chegar a três meses, a retração pode ser de até 1,8% neste ano, diz o Ipea.
31 DE MARÇO | O ESTADO DE S. PAULO
Após começar a sair de ‘campeãs nacionais’, BNDES prepara nova rodada de aportes
Pouco tempo depois de dar a largada para a saída das chamadas “campeãs nacionais”, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deve iniciar uma nova rodada de aportes. O movimento deve começar pelas aéreas, mas pode abranger outros setores que merecerão recursos via títulos de dívidas, as debêntures conversíveis em ações. É o mesmo instrumento que ajudou, durante o governo do PT, empresas como Marfrig, JBS e Suzano, dentre outras.
31 DE MARÇO | O ESTADO DE S. PAULO
Economia da China dá sinais de recuperação e mercados têm dia de alívio
As Bolsas de Ásia, que encerraram as negociações na manhã desta terça-feira, 31, e Europa, que começaram os pregões nesta manhã, têm alta generalizada, após uma segunda-feira, 30, muito turbulenta nos mercados internacionais. Nos pregões anteriores aos desta terça, os índices despencaram em meio às tensões causadas pelo novo coronavírus, causador da covid-19. Nesta terça, dados positivos relacionados à China foram divulgados. Números oficiais mostraram que o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial subiu de 35,7 em fevereiro para 52 em março, superando a expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam alta a 51,5