DESTAQUES
29 DE MARÇO | O ESTADO DE S. PAULO
Na contramão do resto da economia, setores essenciais aceleram contratações
Em meio à crise causada pela pandemia do novo coronavírus, que deixou o brasileiro em quarentena e promete provocar mais desemprego, empresas que são parte de setores essenciais (como supermercados, hospitais e farmácias) estão contratando. Para dar conta da maior demanda, esses negócios vão na contramão do resto da economia. Desde a semana passada, é como se todo dia fosse feriado para o comércio de diversas cidades brasileiras: com lojas fechadas, exceto os serviços essenciais. Com a maior parte das pessoas em casa e com o que não é considerado de primeira necessidade sem funcionar, as novas oportunidades de emprego se concentram nos setores de alimentação e saúde.
28 DE MARÇO | O ESTADO DE S. PAULO
Governo deve pagar até R$ 1,8 mil de seguro-desemprego a trabalhador com contrato suspenso
Após a polêmica em torno da proposta de suspensão de contratos de trabalho durante a crise do novo coronavírus, o governo decidiu assegurar 100% da parcela do seguro-desemprego para os trabalhadores que forem afetados por essa interrupção, segundo apurou o Estadão/Broadcast. As empresas poderão oferecer vantagens adicionais na negociação com o empregado. A suspensão dos contratos -- que deve ser de até dois meses, mas o prazo máximo ainda não foi fechado -- deve ser permitida às pequenas empresas e às companhias que tiverem que suspender atividades devido a decretos de quarentena. Os detalhes ainda estão sendo fechados pelos técnicos da área econômica. O valor cheio do seguro-desemprego hoje vai de R$ 1.045 até R$ 1.813,03.
29 DE MARÇO | O ESTADO DE S. PAULO
Empresas ampliam e flexibilizam benefícios a funcionários durante quarentena
Desde que o trabalho remoto foi adotado como forma de prevenir os avanços de contágio do novo coronavírus, muitas empresas precisaram adaptar ou ampliar os benefícios que oferecem aos colaboradores. Com o contato social limitado e fechamento de estabelecimentos comerciais, escolas, cinemas e outras opções de lazer, a atenção se volta a necessidades individuais que facilitem o dia a dia não só do trabalho, mas também da vida pessoal. É o caso da Revelo, empresa de tecnologia em recursos humanos, que incluiu na carteira opções que vão de itens domésticos que auxiliem na rotina de trabalho, como notebook e cadeiras mais confortáveis, a aulas de exercícios físicos para fazer sem sair de casa, a partir do plano premium de um aplicativo ao qual todos têm acesso gratuitamente.
30 DE MARÇO | VALOR ECONÔMICO
Sindicatos vão oferecer estrutura para leitos
As maiores centrais sindicais do país se articulam para colocar suas estruturas à disposição de governos municipais e estaduais para ajudar no combate ao coronavírus. Segundo Miguel Torres, presidente da Força Sindical, a ideia é que hoje as centrais tenham pronto o mapeamento de cerca de 5.000 leitos pelo Brasil, já disponíveis em colônias de férias, clubes, chácaras e ambulatórios pertencentes aos sindicatos. A intenção é que outros equipamentos, como quadras e estacionamentos, também possam ser colocados à disposição, disse Torres após participar de reunião virtual com os representantes das centrais na sexta-feira.
28 DE MARÇO | O ESTADO DE S. PAULO
O que se sabe sobre a nova linha de crédito para empresas pagarem os salários dos funcionários?
O governo federal anunciou nesta sexta-feira, 27, uma linha de crédito emergencial para pequenas e médias empresas e que vai ajudá-las a pagar os salários de seus funcionários pelo período de dois meses. O programa para aliviar os efeitos econômicos da disseminação do novo coronavírus vai disponibilizar no máximo R$ 20 bilhões por mês, ou seja, R$ 40 bilhões em dois meses. A previsão é que sejam beneficiadas 1,4 milhão de pequenas e médias empresas do país, que empregam 12,2 milhões de pessoas. juros). Nos bancos privados. Os presidentes do Bradesco, Itaú Unibanco e Santander Brasil afirmaram que vão ofertar a nova linha. O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, no entanto, disse que a nova linha ainda leva entre uma e duas semanas para ficar pronta.
29 DE MARÇO | O ESTADO DE S. PAULO
'É preciso gastar de qualquer maneira', diz professor de Economia em Columbia
As medidas de distanciamento social da população para evitar a disseminação do coronavírus seriam necessárias ainda que se levasse em consideração apenas o impacto econômico. A avaliação é do economista brasileiro José Alexandre Scheinkman. Segundo ele, a economia vai se desorganizar com ou sem isolamento e o governo precisa “gastar dinheiro de qualquer maneira” para atravessar a crise gerada como consequência da pandemia. Professor da Universidade de Columbia e professor emérito da Universidade de Princeton, Scheinkman diz que o governo brasileiro precisa fortalecer o caixa da saúde, proteger pequenas e médias empresas e os trabalhadores informais.
29 DE MARÇO | O ESTADO DE S. PAULO
Condomínios podem manter rotina de funcionários durante quarentena, defendem entidades
Para atender às demandas dos condomínios durante a quarentena do novo coronavírus, em vigor no Estado desde o dia 24 de março, as administrações têm mantido funcionários em regime normal de trabalho, o que está de acordo com as regras da de quarentena, defendem entidades e administradoras. “A princípio, a legislação informa que as atividades desenvolvidas nos condomínios como segurança, portaria, vigilância e limpeza são essenciais e não são afetadas pelas novas regras”, explica Roberto Graiche, presidente da Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (AABIC). O decreto 64.881, de 22 de março de 2020, assinado pelo governador João Doria e que estabelece período de quarentena até o próximo dia 7 de abril, restringe diversas atividades na cidade, como o atendimento presencial ao público em shoppings e casas noturnas. Entre as atividades ditas “essenciais” no documento e que não devem ser suspensas, está a prestação de serviços de limpeza e segurança privada, ambas desenvolvidas dentro dos condomínios.
30 DE MARÇO | VALOR ECONÔMICO
BNDES vai aportar capital em empresas em dificuldade
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai aportar capital em empresas que entraram em dificuldades a partir da pandemia do novo coronavírus. O aporte será feito via BNDESPar, a subsidiária de participações, e vai se valer de instrumento usado pelo banco no passado: a subscrição de debêntures conversíveis emitidas por companhias de diferentes setores. O primeiro segmento beneficiado será o de empresas aéreas, que deverão receber recursos em abril, disse ontem o presidente do banco de fomento, Gustavo Montezano. Os valores das operações ainda não são conhecidos, uma vez que as negociações com as empresas aéreas estão em pleno andamento.
30 DE MARÇO | VALOR ECONÔMICO
Projeto da nova Lei de Falências prevê medidas para crise do coronavírus
O projeto de reforma da Lei de Recuperação Judicial e Falências (PL nº 6.229, de 2005) pode ganhar um capítulo extra, com medidas emergenciais e específicas à situação gerada pelo coronavírus. Na minuta a qual o Valor teve acesso consta, entre as propostas, a criação de um procedimento de negociação coletiva. Esse instrumento, se aprovado pelo Congresso, permitirá que empresas e também empreendedores que tiverem redução de mais de 30% do seu faturamento fiquem blindados das ações de cobrança por até 90 dias. A minuta foi disponibilizada pelo relator, o deputado Hugo Leal (PSD-RJ), aos líderes partidários da Câmara dos Deputados. Há expectativa de que seja levada à discussão na reunião dos líderes de amanhã e, se houver acordo, poderá entrar na pauta de votação da semana.
30 DE MARÇO | VALOR ECONÔMICO
Fisco pode editar norma contra adiamento de tributos
Após o aumento no número de liminares para adiar o pagamento de tributos federais, com base na Portaria nº 12, de 2012, do então Ministério da Fazenda, a Coordenação-Geral de Tributação (Cosit) da Receita Federal pode editar norma contra a aplicação da portaria à atual pandemia. Se o ato - que já circula entre advogados - for oficializado, porém, não deve frear o atual movimento, em razão da proximidade do vencimento desses tributos. Por enquanto, há ao menos cinco liminares proferidas com base na portaria. Todas para adiar os pagamentos por três meses. Além de considerarem a norma vigente e aplicável à atual situação de pandemia, os juízes relacionam a suspensão dos recolhimentos de tributos à manutenção de empregos.
30 DE MARÇO | O ESTADO DE S. PAULO
Recessão é dada como certa em 2020, e futuro depende de velocidade de ação do governo
O grau de isolamento da população e a velocidade do governo na adoção de medidas de combate à crise provocada pela pandemia do novo coronavírus esquentaram o debate nos últimos dias sobre a profundidade do impacto econômico e a capacidade de retomada do Brasil após o fim da emergência sanitária. Uma recessão em 2020 é dada como certa, mas o futuro ainda está cercado de incertezas. Enquanto o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes, sinalizam a necessidade de retomar desde já a atividade produtiva, economistas têm engrossado os alertas de que uma desorganização na economia do País pode ocorrer a despeito de uma política de confinamento mais flexível, como prega o presidente, e que o foco agora deve estar na rede de proteção a famílias e empresas, além dos investimentos na saúde.
30 DE MARÇO | O ESTADO DE S. PAULO
Metade das grandes empresas tem caixa para suportar até três meses sem receita
Metade das empresas de capital aberto tem recursos para aguentar até três meses sem faturar. Com o dinheiro disponível em caixa, conta corrente e aplicações financeiras, elas conseguiriam pagar fornecedores, folha de salários e outras despesas operacionais no período, segundo levantamento feito pelo Centro de Estudos de Mercado de Capitais da Fipe (Cemec-Fipe) e Economática, com 245 companhias. O trabalho foi baseado no balanço de dezembro de 2019 e mostra a evolução do caixa das companhias com o decorrer de uma paralisia nas atividades. A simulação não embute a variação do dólar neste ano e considera que as empresas não teriam nenhuma receita (n em as ve ndas a prazo já feitas) e conseguiriam renegociar todas as dívidas vencidas no período, destaca Einar Rivero, da Economática.
30 DE MARÇO | O ESTADO DE S. PAULO
Paradas pela crise do coronavírus, pequenas empresas não têm fôlego nem para um mês
Enquanto as grandes companhias do País têm, pelo menos, três meses de caixa para bancar todas as despesas do dia a dia sem faturar, nas micro, pequenas e médias empresas a situação é bem diferente. Segundo especialistas, a maioria não tem fluxo de caixa suficiente para bancar um período longo sem receitas. O presidente da Trevisan Escola de Negócios, VanDyck Silveira, diz que tradicionalmente essas empresas têm 27 dias de caixa para honrar seus compromissos. “Se param de vender, podem quebrar mais rapidamente.” Por outro lado, as grandes têm mais liquidez, especialmente aquelas listadas em Bolsa. E, se tiver problema de liquidez, conseguem se financiar no mercado com empréstimos.”
30 DE MARÇO | O ESTADO DE S. PAULO
Coronavírus pode inflar pedidos de recuperação judicial, diz advogado
Advogado e professor da USP, Eduardo Munhoz advogado participou de restruturações de empresas como Odebrecht, PDG, OAS, EAS, Grupo X, Oi. Em entrevista ao Estado, ele falou sobre a possibilidade de, com a crise do coronavírus, mais companhias buscarem recuperações judiciais ou extrajudiciais. A única certeza é que haverá impactos relevantes. É um evento abrupto, inesperado, que afeta toda a cadeia economica, da produção ao consumo. Agora, a extensão dos impactos é muito difícil de prever, dado o desconhecimento do comportamento do vírus e do tempo que levará até que a atividade econômica possa voltar à normalidade.
30 DE MARÇO | O ESTADO DE S. PAULO
Bolsonaro reclama de críticas e evita comentar isolamento estendido nos EUA: 'Brasil é diferente'
O presidente Jair Bolsonaro reagiu a críticas após ter saído às ruas na manhã de domingo, 29, na contramão de recomendações do Ministério da Saúde. "Atiram numa pessoa só. O alvo sou eu. Se o Bolsonaro sair e entrar o (Fernando) Haddad (PT, candidato derrotado por Bolsonaro em 2018) ou outro qualquer, está resolvido o problema. Esta realidade tem que ser mudada", disse Bolsonaro ao deixar o Palácio da Alvorada nesta segunda-feira, 30.O presidente também evitou comentar a decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de mudar o rumo no combate à covid-19.