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29 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Governo acena com homologação de demissões por sindicatos para barrar desoneração
Na tentativa de barrar a prorrogação da política de desoneração da folha de salários que termina este ano, o governo acenou a lideranças no Congresso Nacional com a possibilidade de retomar a regra de homologação de demissões de trabalhadores junto a sindicatos, segundo apurou o Estadão/Broadcast. A obrigatoriedade dessas homologações valeria apenas durante o período da pandemia da covid-19. O acordo ainda está em fase de negociação e enfrenta resistências. O próprio relator da Medida Provisória, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), já avisou que pretende manter em seu parecer a prorrogação da desoneração até o fim de 2022 para os 17 setores que hoje são contemplados.
29 DE MAIO | FOLHA DE S. PAULO
Câmara aprova MP que suspende contratos e corta salário
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (28) a medida provisória que prevê a suspensão de contratos de trabalho e também o corte de jornada e salário de trabalhadores para socorrer empresas e evitar demissões. O texto-base foi aprovado em votação simbólica. Agora, a proposta vai ao Senado. Se houver alterações, volta para a Câmara, antes de seguir para sanção ou veto presidencial.
29 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Mudanças em MP que suspende contratos inviabilizam prorrogação de benefício, segundo governo
O aumento do custo fiscal com as mudanças introduzidas no parecer da Medida Provisória (MP) 936, que permite acordos para suspensão de contrato ou redução de jornada e salário na crise do novo coronavírus, pode dificultar a prorrogação do benefício concedido pelo governo aos trabalhadores para a manutenção do emprego durante a pandemia. O ministro da Economia, Paulo Guedes, já sinalizou com a possibilidade de prorrogação do benefício, mas o parecer do relator da MP, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), elevou o custo da MP para o Tesouro Nacional.
29 DE MAIO | VALOR ECONÔMICO
Guedes promete plano de emprego em até 40 dias
Geração de empregos e redução da pobreza passaram para o centro das atenções da equipe econômica. Numa videoconferência com empresários realizada ontem, o ministro da Economia, Paulo Guedes, prometeu anunciar em 30 ou 40 dias um programa de geração de empregos. Numa audiência pública no Congresso, o secretário especial de Fazenda, Waldery Rodrigues, admitiu que o auxílio emergencial deve ser prorrogado, mas em outro formato, inspirado no Bolsa Família. Guedes contou que o pagamento do auxílio emergencial trouxe ao conhecimento do governo 38 milhões de brasileiros que jamais haviam tido uma carteira de trabalho. Acha que poderiam ser o público para a Carteira Verde-Amarela, segundo relatou ao Valor o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins. A informação foi confirmada por outro participante.
29 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Empregos desabam, mas programa ajuda
Especialistas em mercado de trabalho não se surpreenderam com a perda líquida de 1,1 milhão de empregos formais em março e abril, segundo os dados do Caged divulgados hoje. Em comparação, houve ganho líquido de 87,4 mil em março e abril do ano passado. A explicação, obviamente, são os efeitos econômicos da pandemia. Hoje foram divulgados de uma vez só os resultados do Caged, cujos dados a partir de janeiro foram integrados com o eSocial, o Sistema de Escrituração Digital das Obrigações Fiscais, Previdenciárias e Trabalhistas. A razão do atraso foi justamente essa integração.
29 DE MAIO | FOLHA DE S. PAULO
Oferta de vagas informais entra em colapso e mercado de trabalho perde seu maior pilar
A pandemia do novo coronavírus fez com que o pilar que vinha sustentando o mercado de trabalho entrasse em colapso. O trabalho informal, que vinha batendo recorde atrás de recorde e garantindo a redução da taxa de desemprego, sofreu um forte desgaste no trimestre encerrado em abril, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgados nesta quinta-feira (28).
29 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
No escuro contra o vírus (Celso Ming)
A flexibilização da quarentena em São Paulo, o epicentro da epidemia no Brasil e no auge da crise, pode passar a ideia de que a crise está passando. Mas é falsa. O governador do Estado de São Paulo, João Doria, apresentou um programa multicolorido que pretende ser uma flexibilização inteligente do isolamento social a partir de 1.º de junho, baseada na ponderação de critérios técnicos. Mas a iniciativa é uma demonstração das enormes dificuldades a serem enfrentadas na escolha de políticas públicas no meio da incerteza.
29 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
O emprego na UTI (editorial)
Contaminado pelo coronavírus, o mercado de trabalho fechou 4,9 milhões de vagas e acumulou recordes sinistros no trimestre móvel encerrado em abril. A população ocupada encolheu 5,2% e a massa de rendimentos diminuiu 3,3% em relação ao trimestre de novembro a janeiro. As duas variações foram as maiores da série iniciada em 2012. Com R$ 7,3 bilhões a menos na massa de rendimentos, o poder de consumo se reduziu, tornando mais fraca uma economia já em marcha lenta em janeiro e fevereiro, antes do primeiro impacto da pandemia.
29 DE MAIO | FOLHA DE S. PAULO
Bancos emprestam menos em abril e crédito a empresas despenca 21,1%
A concessão de empréstimos caiu 16,5% em abril na comparação com o mês anterior, segundo divulgados nesta quinta-feira (28) pelo Banco Central. A queda afetou principalmente empresas, que tiveram 21,1% menos crédito. Para as famílias, a redução nas concessões foi de 13,2%, segundo a série com ajuste sazonal, que retira peculiaridades do período, como número de dias úteis a mais ou a menos para facilitar a comparação.
29 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Gigantes do ramo de alimentos e bebidas se unem para ajudar 300 mil pequenos comerciantes
Oito das principais empresas do ramo de alimentos e bebidas se uniram para ajudar cerca de 300 mil pequenos comércios em todo o País na retomada dos negócios. O segmento é um dos que mais sofre nesse período de pandemia do coronavírus, sem caixa para se manter e sem acesso a crédito. O grupo promete investir R$ 370 milhões na iniciativa que terá início na segunda quinzena de junho. Chamado de Movimento NÓS, reúne, por enquanto, as empresas Ambev, Aurora, BRF, Coca-Cola Brasil, Heineken, Mondelez, Nestlé e PepsiCo, mas está aberto a novas parcerias. Segundo executivos dessas companhias, os pequenos empreendedores que serão beneficiados já são seus clientes e empregam cerca de 1 milhão de funcionários que, somando familiares, impactam mais de 3 milhões de pesoas.
29 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Com regras atuais de isolamento, 22% das fábricas só conseguem se manter por mais um mês, diz CNI
Mantidas as condições de isolamento social no País recomendadas pelas autoridades de saúde para se evitar a propagação do novo coronavírus, 22% das empresas industriais do Brasil só têm condições financeiras de manter as atividades em funcionamento por mais um mês e 45%, no máximo, por três meses. Os dados constam de pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), encomendada ao Instituto FSB Pesquisa. Entre as empresas que tiveram queda de faturamento, 48% avaliam possuírem condições financeiras para manter a atividade entre um e três meses e 25% por menos de um mês.
29 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Redes de shoppings vão isentar aluguel de lojistas por mais um mês
As maiores redes de shopping centers do Brasil - BRMalls, Iguatemi, Multiplan e Aliansce Sonae - decidiram sacrificar o faturamento por mais um mês diante da crise. A Coluna do Broadcast apurou junto às empresas e a fontes de mercado que essas redes vão isentar os lojistas do pagamento do aluguel de maio, cujo boleto será enviado daqui alguns dias, em junho. A definição dessa cobrança ainda estava pendente em algumas redes e assustava os varejistas que viram suas vendas irem à lona durante a quarentena.
29 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Com efeito da pandemia, PIB do 1º trimestre recua 1,5%
A pandemia de covid-19 atingiu em cheio a economia brasileira apenas nos últimos 15 dias do primeiro trimestre, a partir de meados de março, mas foi o suficiente para o Produto Interno Bruto (PIB) encolher 1,5% na comparação com o quarto trimestre de 2019, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 29. É a maior queda desde o 2.º trimestre de 2015, quando a economia encolheu 2,1%. Já esperada por analistas - que também projetavam um recuo de 1,5%, conforme pesquisa do Projeções Broadcast -, a queda deve ter sido apenas o primeiro passo do novo ciclo recessivo, já que o levantamento apontava, antes de o dado do primeiro trimestre ser conhecido, para um tombo de 11% neste segundo trimestre, levando o PIB de 2020 a encerrar 6,05% abaixo do de 2019, na maior queda anual da história.
29 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Entenda como será o funcionamento dos ônibus, CPTM e Metrô em SP com a flexibilização da quarentena
Diante da flexibilização gradual da quarentena no Estado de São Paulo a partir da próxima segunda-feira, 1.º, especialistas em mobilidade urbana e infectologia temem o aumento de casos do novo coronavírus com a aglomeração dentro do transporte público. Segundo eles, é impossível para as empresas de transporte respeitar regras de isolamento social com o aumento do fluxo de passageiros. Em vigor desde 24 de março, a capital paulista permanece em quarentena. Nesta quinta-feira, 28, o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), evitou dar um prazo para a retomada das atividades. O município começa a receber na próxima segunda-feira propostas de protocolos de cada um dos setores e só depois de análises das áreas de Desenvolvimento Econômico e Saúde haverá a liberação ou não.