28 DE SETEMBRO | FOLHA DE S.PAULO
Empresário contribui mais com sindicato que trabalhador
Espontaneamente, empregadores deram a seus sindicatos R$ 204 milhões neste ano. Trabalhadores recolheram R$ 176 milhões em favor de suas entidades, segundo dados do Ministério do Trabalho. Com a reforma trabalhista, em vigor desde novembro de 2017, a contribuição às entidades de representação passou a ser voluntária. O advogado Cleber Venditti, do escritório Mattos Filho, diz que os números trazem um dado relevante sobre o sentimento de que as empresas têm representação mais engajada.“Isso mostra maior proximidade das empresas com seus sindicatos. Elas entendem ser importante manter o sindicato forte, porque isso pode, no futuro, ajudá-las em grandes discussões com trabalhadores e na Justiça”, diz.
28 DE SETEMBRO | FOLHA DE S.PAULO
Por recursos extras, sindicalistas querem reter parte da PLR
O Sindicato dos Comerciários de São Paulo e a UGT (União Geral dos Trabalhadores) têm articulado, nas negociações coletivas, alternativas para custear as entidades. Com a crise após o fim do imposto obrigatório, o presidente do Sindicato dos Comerciários de São Paulo e também presidente da UGT, Ricardo Patah, conta que até parte de PLR (participação nos lucros e resultados) pode se reverter em recursos para as entidades. Ao conquistar uma PLR para os trabalhadores, o sindicato poderia solicitar entre 1% e 5% para financiar a entidade. “Temos várias negociações coletivas em debate. A proposta vai evoluir”, diz. Segundo Patah, as propostas são todas legais porque, de acordo com ele, baseiam-se no princípio do negociado sobre o legislado, definido pela reforma. A iniciativa, de acordo com Patah, deve ser aprovada em assembleia pelos trabalhadores. “Se o trabalhador não tem PLR e passa a ter, quem conseguiu foi o sindicato”, afirma ele.
28 DE SETEMBRO | O GLOBO
Excesso de burocracia é o que mais contribui para a corrupção, diz pesquisa
O emaranhado de impostos e o ambiente regulatório complexo são os principais fatores que expõem as empresas e autoridades brasileiras a crimes éticos e financeiros, segundo uma pesquisa inédita realizada pela Amcham Brasil, câmara de comércio Brasil e Estados Unidos. Para 75% dos entrevistados, são esses dois fatores que mais contribuem para companhias praticarem atos de corrupção. - Países em que as regras de regulação e o sistema tributário são mais simples dão menos espaço à corrupção. O Brasil é uma das nações onde as empresas gastam mais tempo para lidar com a burocracia tributária. As companhias gastam, no Brasil, duas mil horas por ano para cumprir todas as regras do Fisco, enquanto a média mundial é de 600 horas - diz Deborah Vieitas, presidente da Amcham Brasil.
28 DE SETEMBRO | VALOR ECONÖMICO
Novo presidente da CNC busca outras associações para defender
Sistema S
Eleito ontem o novo presidente da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o empresário amazonense José Roberto Tadros tem buscado uma articulação conjunta com outros mandatários de associações nacionais para defender, diante do próximo presidente da República, o modelo atual do Sistema S, conjunto de organizações das entidades corporativas voltadas para o treinamento profissional, assistência social e consultoria."Tenho conversado muito com o Robson Andrade [presidente da Confederação Nacional da Indústria, a CNI]. Temos de unir as confederações e levarmos o novo presidente a uma imersão no sistema", alega. "O Sistema S funciona. São exemplos de gestão, e os recursos não são do governo, são privados. Nós preparamos mão de obra."
28 DE SETEMBRO | O GLOBO
País registra queda em acidentes de trabalho em 2017
Os acidentes de trabalho no mercado formal caíram 6,19% em 2017, segundo o anuário estatístico divulgado pela Secretaria de Previdência, nesta quinta-feira. No ano passado, foram registrados 549.405 acidentes, abaixo dos 585.626 ocorridos em 2016. De acordo com os dados, 2.096 trabalhadores morreram e outros 12.651 ficaram incapacitados permanentemente em 2017. Mas o número de ocorrências baixou nos dois casos. O levantamento mostra uma tendência de queda no número de acidentes de trabalho em um período de dez anos (entre 2008 e 2017): a taxa de incidência baixou de 22,98 acidentes para 13,74 a cada grupo de mil trabalhadores.