DESTAQUES
27 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
Governo vai permitir 'empréstimo' de trabalhadores entre empresas durante crise
O governo vai permitir a cessão de trabalhadores entre empresas durante o período da calamidade pública provocada pela pandemia do novo coronavírus. Uma medida provisória, com vigência imediata, está sendo elaborada pela equipe econômica para ampliar o leque de opções das companhias e dos empregados para o enfrentamento da crise... Pela nova MP, segundo apurou o Estadão/Broadcast, uma empresa poderá ceder um trabalhador a outra companhia por até 120 dias, prorrogáveis por igual período, desde que o País ainda esteja em calamidade pública - o decreto que declarou esta situação prevê vigência até 31 de dezembro de 2020. O trabalhador precisará concordar com a cessão, o que precisa ficar registrado por escrito. Como incentivo, ele fica blindado de demissões sem justa causa durante o período em que é 'emprestado'.
27 DE ABRIL | O GLOBO
Empresas querem testar funcionários
Em preparação para a retomada das atividades, companhias privadas do Brasil encomendaram cerca de 30 milhões de kits para verificar se seus trabalhadores foram contaminados pela Covid-19. A OMS pediu prudência no uso de testes como critério de liberação, devido às incertezas científicas. Na retomada da atividade de empresas e indústrias, muitas companhias vão incorporar à rotina de trabalho a testagem em massa dos seus funcionários. A ideia é obter uma espécie de passaporte imunológico que permita voltar às funções sem que a empresa vire um foco de contaminação do novo coronavírus.
25 DE ABRIL | O GLOBO
Montadoras querem voltar ao trabalho em junho
Até junho, todas as fábricas de veículos no Brasil deverão recomeçar sua produzir. A informação foi dada pelo presidente da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), Luiz Carlos Moraes, que conversou com jornalistas sobre o momento do setor automotivo em uma live promovida pela revista “Automotive Business”. -Hoje, nós temos 43 fábricas paradas com previsão de retorno para o final de abril, maio e algumas para o começo de junho. Essa projeção é a foto de hoje, mas cada dia é um dia. Vai depender do planejamento de cada cidade e dos estados em relação ao isolamento, vai depender da segurança e da saúde dos trabalhadores - afirmou Moraes.
26 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
Indústrias definem ‘novo normal’ ao retomar atividades
São pouco mais de 7 horas em Jaraguá do Sul. Os primeiros funcionários da gigante industrial Weg chegam para trabalhar de carro, ônibus corporativo ou bicicleta, meio de transporte muito utilizado no interior catarinense. O dia a dia da companhia - multinacional que tem unidades em várias partes do mundo, incluindo na Europa e na China - ganhou, desde meados de março, novas regras. Na porta de entrada todos os funcionários têm a temperatura auferida por câmeras ou termômetros sem contato. É só o primeiro sinal de como o coronavírus começou a modificar o dia a dia da economia. São mudanças que devem se estender a várias partes do País.
27 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
Desemprego afeta 1/3 das famílias brasileiras de renda mais baixa
Desde que começou a quarentena para combater o coronavírus, a diarista Izabel Cruz de Oliveira perdeu todas as faxinas que fazia durante a semana. Ela conseguia tirar R$ 800 por mês - dinheiro que bancava os três filhos, sendo o mais novo de um ano de idade. “Com a pandemia, fui dispensada de todas as casas.” Como na casa de Izabel, o desemprego já bateu na porta de quase um terço das famílias que ganham até um salário mínimo. Segundo pesquisa feita pela consultoria alemã Roland Berger, 30% dos entrevistados - nessa faixa de renda - dizem já ter, pelo menos, uma pessoa sem emprego em casa por causa do coronavírus. “Quanto menor a renda, maior o impacto da crise sobre essa população mais vulnerável”, afirma Marcus Ayres, sócio da consultoria e um dos responsáveis pela pesquisa.
27 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
Comemoração do Dia das Mães será um desafio
Uma das datas de maior apelo comercial e entre as de maior faturamento do comércio, o Dia das Mães este ano será um desafio tanto para quem vai presentear como para quem quer vender. Houve até sugestão do governo do Estado para transferir a comemoração do segundo domingo de Maio para Setembro. Diante do isolamento social necessário para evitar o contágio pela Covid-19 os filhos devem apelar ao comércio eletrônico para a aquisição e envio dos presentes.
27 DE ABRIL | O GLOBO
Senado aprova ajuda para micro e pequenas empresas
O Senado aprovou, na manhã de ontem, o projeto que garante aporte de R$ 15,9 bilhões do Tesouro Nacional para que micro e pequenas empresas façam empréstimos durante a crise do novo coronavírus. O projeto, de iniciativa da própria Casa, foi aprovado na Câmara na quarta-feira, tendo como principal alteração dos deputados o aumento no valor que a União injetará no Fundo Garantidor de Operações (FGO) para bancar parte dos empréstimos em caso de inadimplência. O projeto agora segue para sanção presidencial.
25 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
Fim de acordo com Boeing vem em momento crítico para Embraer
O fim das negociações entre Boeing e Embraer vem no pior momento para a empresa brasileira, que já não estava em seu auge. Após investir R$ 485,5 milhões em 2019 no processo de separação do braço de aviação comercial - que iria para a Boeing -, a Embraer enfrenta um cenário de demanda fraca pela sua nova família de aviões, o E2, e ainda terá de encarar a crise causada pela pandemia da covid-19, que afundou o setor aéreo. Fontes do mercado dizem que possivelmente a brasileira precisará de um socorro do governo (seguindo o exemplo da Boeing, que pediu ajuda de Washington) ou terá de buscar um outro acordo de venda. A maior oportunidade seria com a China, que quer crescer na aviação com a estatal China Commercial Aircraft (Comac).
27 DE ABRIL | VALOR ECONÔMICO
Empresas estudam como renegociar suas dívidas
Nas últimas semanas, companhias brasileiras começaram a chamar seus credores para pedir um “fôlego extra”. Querem adiar pagamentos de juros e principal e flexibilizar compromissos financeiros e garantias, por conta da paralisia trazida pela crise. Até o momento, nada disso é classificado como reestruturação de dívida.
27 DE ABRIL | VALOR ECONÔMICO
Implicações contábeis e fiscais da covid-19
Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon) se apressaram em alertar para as providências contábeis que deverão ser observadas ainda nas demonstrações financeiras de 31 de dezembro de 2019 (eventos futuros conhecidos), e nas subsequentes, relativamente à covid-19. Na verdade, o Ibracon foi muito mais abrangente e didático, enfrentando as principais variáveis que podem influenciar essas demonstrações, inclusive a própria continuidade da entidade.
26 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
Um mercado arrasado (Editorial)
A destruição de postos de trabalho e a corrosão da renda dos que conseguirem manter alguma ocupação remunerada durante a pandemia do novo coronavírus serão as mais devastadoras desde que algumas das principais instituições de pesquisa elaboram estatísticas confiáveis sobre o mercado de trabalho. E a herança desse período será também dolorosa: a superação da crise do emprego e da renda será lenta. A taxa de desocupação, por exemplo, que vinha caindo desde o fim do ano passado, tendo ficado em 11,6% no trimestre móvel encerrado em fevereiro, poderá chegar a 17,8% ao longo do ano, de acordo com o Boletim Macro de abril divulgado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre-FGV).
25 DE ABRIL | FOLHA DE S. PAULO
Setor de serviços cresceu 22,2% no estado de SP em janeiro
Segundo a FecomercioSP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), só o setor de serviços cresceu 22,2% em janeiro de 2020, comparado ao mesmo mês de 2019. Mais tímido, mas ainda assim positivo, o crescimento do comércio varejista chegou a 4,6%. Para Guilherme Dietze, assessor econômico da FecomercioSP, a importância da economia paulistana vai além dos limites físicos da cidade, já que São Paulo é um grande centro de distribuição para todo o Brasil.
27 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
FMI e Banco Mundial projetam aumento da desigualdade entre países
Quando o coronavírus começou a se alastrar pelo mundo, a sensação de que qualquer pessoa poderia ser atingida igualmente parecia consenso. A realidade, no entanto, tem se mostrado diferente. Países com capacidade de ampla testagem e bons sistemas de saúde têm se saído melhor do que os outros. As discrepâncias entre a população infectada também merecem atenção: em Nova York, o vírus é duas vezes mais mortal entre negros e latinos, na comparação com brancos, pelas diferenças estruturais de acesso à saúde na sociedade. Como resultado dessas diferenças, dados recentes de organismos internacionais têm alertado que a pandemia pode aprofundar o desequilíbrio entre nações ricas e nações pobres. Outra consequência: o aumento da extrema pobreza, na primeira alta global do índice desde 1998.
27 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
'Homem que decide economia no Brasil é um só: chama-se Paulo Guedes', diz Bolsonaro
O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira, 27, na saída do Palácio da Alvorada, que o "homem que decide a economia" no Brasil é o ministro da Economia, Paulo Guedes. "Acabei mais uma reunião aqui tratando de economia. E o homem que decide a economia no Brasil é um só: chama-se Paulo Guedes. Ele nos dá o norte, nos dá recomendações e o que nós realmente devemos seguir”, disse Bolsonaro. Ele deu a declaração ao sair de uma reunião com Guedes, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Os ministros estavam ao lado de Bolsonaro durante a fala.