DESTAQUES
26 DE JUNHO | FOLHA DE S. PAULO
Câmara libera demissão em programa de crédito para empresas
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira (25) o texto-base da medida provisória que permite que pequenas e médias empresas tomem crédito para financiar sua folha de pagamento, desde que mantenham proporcionalmente o mesmo número de funcionários do percentual contratado. O texto foi aprovado em votação simbólica. Os deputados começaram a analisar sugestões de mudanças à proposta, mas ainda precisarão concluir a análise das alterações na próxima semana. A seguir, a MP segue para o Senado. A medida provisória perde validade em 31 de julho.
26 DE JUNHO | VALOR ECONÔMICO
MP 936 pode livrar empresas de autuações bilionárias sobre PLR
O Congresso ressuscitou na Medida Provisória (MP) 936 mecanismos que dificultam a tributação de programas de Participação nos Lucros e Resultados (PLR). A proposta estava originalmente na MP 905 - que criava também o Emprego Verde e Amarelo. O texto, porém, acabou perdendo a validade por falta de votação. Os parlamentares acrescentaram adendo à MP 936 e, além de retomarem o tema PLR, estabeleceram que as novas regras terão efeito retroativo, o que deve reverter autuações bilionárias da Receita Federal, principalmente contra os bancos.
26 DE JUNHO | O ESTADO DE S. PAULO
Câmara aprova texto-base da MP que estabelece crédito para financiamento da folha de pagamento
A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira, 25, o texto-base da medida provisória (MP) 944, que criou o programa de financiamento da folha salarial de pequenas e médias empresas durante a crise do novo coronavírus. Na próxima semana, os parlamentares vão analisar os destaques à matéria, que podem alterar o projeto de lei de conversão apresentado pelo relator da matéria, deputado Zé Vitor (PL-MG). Em seu texto, o relator autorizou que sociedades simples, organizações da sociedade e empregadores rurais possam aderir ao programa. Também ampliou o teto de faturamento das empresas que podem contratar o crédito de R$ 10 milhões para R$ 50 milhões. Contudo, manteve o valor mínimo de faturamento proposto pelo Executivo, de R$ 360 mil.
26 DE JUNHO | VALOR ECONÔMICO
Empresas reduzem salários, atrasam impostos e sofrem com financiamento
Parte significativa das empresas aderiu as medidas do governo para cortar salários, suspender contratos e adiar o pagamento de impostos, mas o uso das linhas de crédito de emergência não atingiu seu potencial. É o que mostra levantamento do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) com empresários que participam das sondagens de confiança da entidade. Na quarta rodada do quesito especial sobre o impacto da covid-19 nos negócios, o Ibre/FGV ouviu 3,3 mil companhias em junho. Desta vez, o questionário abordou o acesso aos programas governamentais para conter os efeitos econômicos da pandemia e com que finalidade as medidas foram adotadas. Os resultados foram antecipados ao Valor.
26 DE JUNHO | VALOR ECONÔMICO
Crédito começa a chegar às microempresas
A avaliação do governo é de que ele, finalmente, começou a entregar os créditos prometidos no início da pandemia, para sustentar milhões de micro e pequenas empresas durante a crise da covid-19. E isso se deve, sobretudo, ao efetivo início do Pronampe (Programa Nacional de Apoio as Microempresas e as Empresas de Pequeno Porte), linha de financiamento equivalente a 30% do faturamento da empresa no ano passado, para capital de giro, ao custo de Selic mais 1,25% ao ano. O universo é o de empresas com faturamento de até R$, 4,8 milhões por ano. Na verdade, porém, apenas a Caixa já está operando com essa linha de crédito. “O Banco do Brasil é mais lento e o Itaú, Bradesco e Santander estão em fase final de arrumação para operacionalizar os procedimentos com esse público que não é o deles”, segundo disse um assessor do Ministério da Economia que está acompanhando o dia a dia dessas operações para se certificar de que o crédito está chegando ao tomador final.
26 DE JUNHO | O ESTADO DE S. PAULO
Mesmo com busca por recurso para enfrentar a crise, concessão de crédito cai 3,6% em maio
Mesmo com empresas e famílias ainda em busca de recursos para fechar as contas, na esteira da pandemia do novo coronavírus, as concessões dos bancos no crédito livre voltaram a cair em maio, com retração de 3,6% ante abril, para R$ 255,8 bilhões, informou nesta sexta-feira, 26, o Banco Central. Em abril, a queda já havia sido de 28,3%. Nos 12 meses até maio, porém, ainda há uma alta acumulada de 12,3%. Os dados não levam em conta ajustes sazonais e são influenciados pelos efeitos da pandemia, que colocou em isolamento social boa parte da população e reduziu a atividade das empresas.
26 DE JUNHO | FOLHA DE S. PAULO
Apesar do STF, Guedes insiste em cortar salário de servidor
A equipe econômica considera inevitável a discussão sobre o corte de salário de servidores mesmo após a decisão do STF que impediu as reduções. A ideia é persistir no tema por meio de uma PEC (proposta de emenda à Constituição), mas a estratégia deve encontrar resistência no Congresso. A preocupação mencionada por interlocutores do ministro Paulo Guedes (Economia) é principalmente com a situação financeira de estados e municípios. O cenário das contas dos entes, considerado delicado, deve se agravar com os efeitos da pandemia e a perda de receitas.
26 DE JUNHO | O ESTADO DE S. PAULO
Novas regras dificultam a realização de concursos para conter expansão da folha salarial
Na tentativa de conter a expansão da folha de pessoal e melhorar o planejamento, o governo federal resolveu apertar as regras para a concessão do aval de novos concursos. A partir de 1.º de julho, o Ministério da Economia vai exigir estudo de impacto financeiro de longo prazo na análise de autorização de concursos públicos da administração pública federal. Essa análise vai levar em conta o tempo médio que o servidor permanece na ativa. Levantamento do governo aponta um tempo médio de 34,2 anos na ativa, 24,6 anos na inatividade e mais 11 anos de remuneração dos pensionistas dos servidores depois da sua morte.
26 DE JUNHO | O ESTADO DE S. PAULO
Comércio eletrônico brasileiro cresce 75% em maio
As vendas pelo comércio eletrônico cresceram 75% em maio ante um ano no Brasil, de acordo com o Mastercard SpendingPulse, índice que rastreia as vendas gerais de varejo em todos os tipos de pagamento, incluindo dinheiro e cheque. Com o isolamento que bombou as compras online, a média de crescimento dos últimos três meses (março, abril e maio) foi de mais de 48%, na mesma base de comparação. Ultrapassou, assim, o registrado no primeiro trimestre, cuja alta foi de 14%. O volume total de vendas no varejo, contando as lojas físicas, encolheu quase 3% em maio ante um ano, conforme o Mastercard SpendingPulse.
26 DE JUNHO | VALOR ECONÔMICO
Crise deixa legado de endividamento e inadimplência
A crise deve deixar um legado de aumento do endividamento e da inadimplência. Um terço (33,3%) das famílias brasileiras tem alguém de sua residência com dívidas em atraso, segundo quesito especial da Sondagem do Consumidor de junho do Ibre/FGV. O percentual é ainda maior entre os mais pobres. Para aqueles com rendimentos até R$ 2,1 mil, essa fatia chega a 44,5%. Foram consultadas 1.810 pessoas. Na média de todas as faixas de renda, 72,1% dos consumidores que estão ou têm algum familiar inadimplente dizem que começaram a postergar pagamentos ou que a situação se agravou durante a pandemia. Em quase metade (49,7%) das famílias inadimplentes, o tempo de atraso em empréstimos e outras parcelas vai de um a três meses.
26 DE JUNHO | VALOR ECONÔMICO
IPCA-15 tem alta de 0,02% em junho
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) de junho teve algumas surpresas, com altas mais expressivas em alimentos, itens para casa e comunicação, mas não alterou o cenário de uma inflação baixa, bem-comportada. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o indicador subiu 0,02% neste mês, após queda de 0,59% em maio. A taxa foi maior que a de -0,05% apontada pela mediana das estimativas do mercado. Ainda assim, foi a menor para o mês desde 2006, quando caiu 0,15%. A inflação deve acelerar até o fim do mês, com o IPCA marcando alta entre 0,25% e 0,30%, principalmente por causa dos reajustes dos preços dos combustíveis, segundo economistas.