DESTAQUES
25 DE JUNHO | O ESTADO DE S. PAULO
Busca por trabalho remoto cresce 60% no mundo em meio à pandemia
A pandemia que colocou a população em quarentena mudou a dinâmica do mundo do trabalho. Pesquisa do LinkedIn mostrou que a busca por trabalho remoto aumentou 60% em todo o mundo, de março para cá. No Brasil, as visualizações desse tipo de vagas estão 67% superiores, em comparação ao período anterior ao isolamento. A mudança no perfil de busca por trabalho ocorre em um momento de estabilidade na taxa de contratação registrada pela plataforma. Globalmente, o indicador está estável e até mesmo recuperação em alguns países, como China e Cingapura, nas últimas seis semanas, em comparação às quedas registradas entre março e abril. Já na Austrália, nos Estados Unidos, no Reino Unido e no Brasil, as taxas de contratação apontam algum otimismo desde o início de junho.
25 DE JUNHO | O ESTADO DE S. PAULO
Volkswagen Caminhões abre novo turno para evitar contaminação de funcionários
A Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) vai iniciar, na segunda-feira, um segundo turno de trabalho na fábrica de Resende (RJ). A produção diária será ampliada de 85 para 110 a 120 unidades, mas o principal motivo da medida é reduzir o risco de contaminação da covid-19 entre os funcionários do complexo, que inclui vários fabricantes de autopeças. A empresa informa que metade dos quase mil funcionários que estão com contratos suspensos voltará ao trabalho. Outros mil trabalhadores já tinha retornado à fábrica no fim de abril. O complexo emprega, ao todo, cerca de 4,5 mil pessoas.
25 DE JUNHO | VALOR ECONÔMICO
Pagamento a trabalhador formal pode ser quatro vezes maior que ajuda a informal
O governo federal pode acabar pagando, nos próximos meses, até quatro vezes mais para um trabalhador com carteira assinada que teve a jornada de trabalho reduzida na crise do que a milhões de desempregados e trabalhadores informais que estão recebendo o auxílio emergencial. Isso porque a proposta do Executivo é prorrogar o auxílio emergencial, mas com valores menores - o presidente Jair Bolsonaro quer a redução escalonada em três meses, com valores de R$ 500, R$ 400 e R$ 300. Já o Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEm) - que compensa os trabalhadores que tiveram redução de jornada e salário ou suspensão de contrato - deve ser prorrogado por mais dois meses, a pedido das empresas, que dizem que a retomada ainda não chegou.
25 DE JUNHO | O GLOBO
Pandemia de Covid-19 deixa quase 10 milhões de brasileiros sem remuneração em maio
Em maio deste ano, 9,7 milhões de trabalhadores estavam sem remuneração, divulgou o IBGE nesta quarta-feira. De acordo com os dados da Pnad Covid19, este total de pessoas corresponde a 11,7% de toda a população empregada no Brasil, que era de 84,4 milhões no mês passado. No período, cerca de 16,8% dos trabalhadores do Nordeste e 15% do Norte estavam sem renda do trabalho. O que explica a perda de renda, mas a manutenção do emprego, é a política provisória de suspensão de contratos. Os 9,7 milhões sem salário fazem parte do grupo de 19 milhões de pessoas (ou 22,5% do total) afastadas do trabalho, sendo que 15,7 milhões (18,6%) estavam afastadas devido às políticas de isolamento socia, já os outros 3,3 milhões estavam fora por questões diversas, como licença médica ou para estudos. O grupo etário com maior proporção de pessoas afastadas do trabalho foi o de 60 anos ou mais: 27,3%.
25 DE JUNHO | VALOR ECONÔMICO
Desemprego mais longo afeta carreira de jovens, diz estudo
O choque da covid-19 na economia estreitou ainda mais o espaço para os jovens brasileiros que ingressam no mercado de trabalho, atingindo um grupo já bastante afetado pela crise de 2015-2016. O problema é que as primeiras vivências na vida profissional podem reverberar por um período mais prolongado na carreira do jovem. É o que mostra a pesquisa “Transição da Escola para o Trabalho”, da iDados Consultoria, a ser apresentada hoje em evento com a Confederação Nacional do Comércio (CNC). Foram ouvidos 3.527 jovens de 16 a 29 anos de todas as regiões do país entre maio e junho de 2019. O levantamento aponta, por exemplo, que o jovem que passa por um período maior de desemprego tem mais chance de continuar desocupado no futuro. A taxa média de desemprego, captada no momento da pesquisa, entre aqueles que ficaram até seis meses desocupados em algum momento da vida era de 13,5%. Para os entrevistados que já tinham ficado sete meses ou mais sem trabalho, a taxa saltava para 17,3%. “A crise agora deve jogar mais jovens para esse grupo com maior dificuldade”, diz Bruno Ottoni, pesquisador da iDados.
25 DE JUNHO | O ESTADO DE S. PAULO
A recuperação do emprego (José Pastore)
Com a chegada da pandemia de covid-19, a destruição de empresas e empregos foi rápida, mas seus impactos serão de longa duração. Nova pesquisa do IBGE (Pnad-Covid) indica que 36,6 milhões de brasileiros estão sem trabalho ou trabalhando aquém do que podem ou do que gostariam de trabalhar. A reabsorção desses trabalhadores no mercado de trabalho seguirá caminhos e ritmos variados. Desempregados recentes nutrem a esperança de voltar ao emprego que tinham. Muitos conseguirão. Para as empresas, isso é bom, pois a recontratação de ex-empregados economiza tempo e dinheiro.
25 DE JUNHO | VALOR ECONÔMICO
Equipe econômica quer veto para desoneração
O projeto de conversão da medida provisória 936, aprovado pelo Congresso Nacional, aguarda sanção do presidente Jair Bolsonaro, o que deverá acontecer nos próximos dias. A equipe econômica propôs o veto do presidente ao artigo 33 do projeto, que adiou o fim da desoneração da folha de pagamentos de vários setores da economia de 31 de dezembro deste ano para 31 de dezembro de 2021. O argumento principal para o veto é que a prorrogação do benefício contraria a emenda constitucional 106, recentemente aprovada. A concessão de benefício tributário que resulte em renúncia de receita tem que ser acompanhada de medida de compensação, com aumento de outro tributo, de acordo com o artigo 14 da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). A área técnica argumenta que a EC 106/2020 estabeleceu que, para criação de benefício tributário, o artigo 14 da LRF não precisa ser obedecido desde que o efeito da medida fique restrito à duração da situação de calamidade, o que, no atual caso, é 31 de dezembro deste ano. Como o objetivo da prorrogação é estender o benefício para 2021, a medida seria inconstitucional para a equipe econômica.
25 DE JUNHO | O ESTADO DE S. PAULO
Número de empresas ativas no País caiu para o menor patamar desde 2009
O Brasil continuou fechando empresas mesmo depois de terminada a última a recessão econômica. No ano de 2018, 91.248 empresas e outras organizações formais ativas encerraram suas atividades, segundo os dados do Cadastro Central de Empresas (Cempre) divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, 25. O total de empresas em atividade desceu a 4,938 milhões, o patamar mais baixo desde 2009. Em relação a 2017, o número de empresas e outras organizações formais ativas recuou 1,8%.
25 DE JUNHO | VALOR ECONÔMICO
Justiça paulista rejeita aplicação de norma para flexibilizar recuperação
A Recomendação nº 63, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que orienta os juízes a flexibilizarem as regras dos processos de recuperação judicial, vem sendo considerada inconstitucional pela Justiça de São Paulo. A primeira decisão foi proferida pelo juiz Paulo Furtado, da 2ª Vara de Recuperação e Falências da capital paulista, e dois desembargadores pelo menos já a utilizaram como precedente. A norma foi aprovada, de forma unânime, pelo plenário do CNJ no mês de março. É direcionada aos casos de empresas que tiveram a capacidade financeira afetada pela crise decorrente do coronavírus. Entre as recomendações consta, por exemplo, que os juízes considerem como caso fortuito ou de força maior situações de descumprimento do plano de pagamento - o que, em condições normais, poderia levar a companhia em recuperação à falência.
25 DE JUNHO | O ESTADO DE S. PAULO
Governo pode lançar novo programa de crédito se os atuais falharem, diz Mansueto
O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, disse que o governo poderá partir para um quarto programa de estímulo à concessão de crédito se os atuais não derem certo. “Se o dinheiro não chega para o seu João ou o seu José, parte da culpa é do governo”, disse. Em entrevista ao canal de finanças Me Poupe, o secretário disse que o dinheiro não está chegando até a ponta, porque os bancos estão com dificuldades de projetar a inadimplência. “Os bancos não conseguem identificar quais empresas sobreviverão à pandemia, por isso retraem o crédito”, completou.
25 DE JUNHO | O ESTADO DE S. PAULO
Com impacto da pandemia, Banco Central revisa projeção para o PIB de 2020 de zero para queda de 6,4%
Na esteira dos impactos da pandemia do novo coronavírus sobre a economia brasileira, o Banco Central promoveu nesta quinta-feira, 25, forte corte em sua projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2020. A expectativa para a economia este ano passou de zero para retração de 6,4%. A nova estimativa consta no Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado nesta quinta-feira, 25. Entre os componentes do PIB, o BC alterou de alta de 2,9% para 1,2% a projeção para a agropecuária, o único que ainda apresenta projeção positiva. No caso da indústria, a estimativa passou de -0,5% para -8,5% e, para o setor de serviços, de zero para -5,3%.
25 DE JUNHO | O ESTADO DE S. PAULO
Senado aprova novo marco legal do saneamento e projeto vai para sanção
O Senado aprovou na noite desta quarta-feira, 24, o marco legal do saneamento no País. Apontado como instrumento crucial para a recuperação econômica depois da pandemia de covid-19, o projeto passou com 65 votos favoráveis, 13 contrários e nenhuma abstenção. A aprovação do projeto é resultado de uma articulação entre o governo, líderes do Congresso e setores da iniciativa privada. Como não houve alterações na espinha dorsal do texto aprovado na Câmara, o projeto seguirá para sanção presidencial. O governo fechou um acordo para aprovar a proposta sem mudanças se comprometendo a vetar itens específicos.