DESTAQUES
24 DE JUNHO | VALOR ECONÔMICO
Relator muda MP e autoriza pagar acordo trabalhista com empréstimo
Relator da medida provisória (MP) 944, que cria uma linha de crédito para pagar salários, o deputado Zé Vitor (PL-MG) propôs ontem que o empréstimo possa ser usado para pagar até quatro meses da folha e também para saldar condenações e acordos trabalhistas que ocorram entre março deste ano e julho de 2021 no valor de até R$ 15 mil. O parecer deve ser votado hoje pela Câmara dos Deputados. Ele ainda autoriza que o empréstimo poderá ser usado para pagar as verbas recisórias de empregados demitidos de 20 de março até a data de sanção da MP. O financiamento, que pode abranger também a multa do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) por demissão sem justa causa, ficará condicionado à recontratação do funcionário.
24 DE JUNHO | O ESTADO DE S. PAULO
‘Nossa missão agora é o crédito para micro e pequenas empresas’, diz presidente da Caixa
O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, afirmou nesta terça-feira, 22, que o pagamento do auxílio emergencial revelou um grande contingente da população - de cerca de 35 milhões de pessoas - que nunca recebeu ajuda do governo federal. Embora a Caixa só operacionalize o pagamento, ele disse acreditar que a equipe econômica continue a liberar novas parcelas do auxílio e afirmou que, agora, o banco está preparado para fazer os pagamentos sem as filas vistas pelo Brasil no mês de abril. Outro grupo importante a ser contemplado são as pequenas e médias empresas - que, até agora, têm tido dificuldade de acesso a recursos. “A nossa maior missão agora é o crédito das micro e pequenas empresas. A Caixa não participa do crédito às grandes empresas, que já estão muito bem servidas”
24 DE JUNHO | O GLOBO
Banco Central anuncia medidas que podem liberar R$ 270 bilhões em crédito
O Banco Central (BC) anunciou um pacote bilionário para destravar a oferta de crédito para pequenas empresas e famílias. Entre as medidas, que somam R$ 270 bilhões, liberou até o uso de imóvel já financiado para fazer um novo empréstimo. Quem financiou um imóvel de R$ 500 mil, por exemplo, e já pagou R$ 400 mil, poderá ir ao banco e pegar “de volta” parte desse valor já pago nas mesmas condições do contrato original de financiamento imobiliário. É como se fosse uma repactuação do contrato. Se sua taxa de juros é de 8%, essa será a taxa do novo empréstimo. Essa nova modalidade vale para famílias e empresas.
24 DE JUNHO | VALOR ECONÔMICO
Crise vai exigir mais prazo para dívidas
A pandemia deve aumentar sensivelmente a necessidade das empresas brasileiras alongarem suas dívidas. Quase metade das companhias (48%) que compõem o Índice de Governança Corporativa (IGC) da B3 já não geraram caixa suficiente para cobrir suas obrigações financeiras de curto prazo em 2019. Se o fluxo de caixa operacional cair 30% este ano, essa fatia de empresas subiria para quase 70%. Os dados compõem um levantamento feito pelo professor Oscar Malvessi, da Fundação de Getúlio Vargas em São Paulo (FGV-SP), com 142 companhias de 28 setores, com objetivo de medir o grau de exposição financeira das empresas a oscilações negativas abruptas no fluxo de caixa.
24 DE JUNHO | O ESTADO DE S. PAULO
Senado aprova MP que reduz contribuições do Sistema S e texto vai para sanção
O Senado aprovou nesta terça-feira, 23, a Medida Provisória 932, que reduz as contribuições obrigatórias de empresas para financiamento de serviços sociais autônomos, o Sistema S. O texto segue agora para sanção presidencial. Ao ser aprovada pela Câmara, deputados diminuíram o período do corte das contribuições de três para dois meses. O relator da medida na Casa, o deputado Hugo Leal (PSD-RJ), modificou o texto enviado pelo governo e determinou a redução de 50% por dois meses, abril e maio. O governo propôs originalmente a mudança para abril, maio e junho. Durante o período de redução, as contribuições das empresas ao Sistema S caem de 2,5% para 1,25%.
24 DE JUNHO | O ESTADO DE S. PAULO
Pequeno e médio comércio de rua está voltando mais rápido que em shopping
As vendas das lojas de pequeno e médio porte têm se recuperado mais rapidamente no comércio de rua do que nos shopping centers. Após a reabertura, as vendas das lojas de rua têm ficado entre 35% e 40% do período pré-covid. Já nos shoppings, o patamar têm sido entre 15% e 20%. Os dados são da Associação Brasileira dos Lojistas Satélites (Ablos), que representa redes como TNG, Barred’s e M. Officer (vestuário), Doctor Feet (serviços), Casa do Pão de Queijo (alimentação) e SideWalk (calçados), entre outras. Os shoppings que estão reabrindo têm operado com capacidade de apenas 20% do fluxo de visitantes, além de funcionarem por 4, 6 ou 8 horas diárias.
24 DE JUNHO | O ESTADO DE S. PAULO
Confiança do consumidor melhora em junho, aponta FGV
A confiança do consumidor aumentou 9 pontos em junho ante maio, na série com ajuste sazonal, informou nesta quarta-feira, 24, a Fundação Getulio Vargas (FGV), levando o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) a 71,1 pontos. Em dois meses de avanços, o índice recuperou 44% das perdas sofridas nos meses de março e abril, os primeiros meses com impacto das medidas de isolamento social adotadas para conter o avanço do coronavírus. “Em junho, a confiança dos consumidores manteve a tendência de recuperação esboçada em maio. Houve nova redução do pessimismo em relação ao futuro próximo e, desta vez, também uma discreta diminuição da insatisfação com a situação corrente.
24 DE JUNHO | FOLHA DE S. PAULO
Crise do coronavírus derruba arrecadação federal de maio em 33%
Impactado pela crise provocada pelo novo coronavírus, o governo federal perdeu quase um terço das receitas de tributos em maio. No mês passado, a arrecadação federal desabou 32,9%, na comparação com maio do ano passado, já descontada a inflação. O resultado de R$ 77,4 bilhões, divulgado pela Receita Federal nesta terça-feira (23), é o pior registrado em 15 anos. Os números refletem uma deterioração da atividade econômica por causa da pandemia. Também é observado impacto de medidas que adiaram a cobrança de tributos pelo governo para aliviar o caixa das empresas no período.
24 DE JUNHO | VALOR ECONÔMICO
Novas rodadas
A pandemia agravou a crise fiscal e reduziu investimentos públicos, o que poderá acelerar a transferência das malhas rodoviária, aeroportuária, ferroviária e portuária para a iniciativa privada. Nos próximos meses, a União e Estados planejam licitar mais de R$ 50 bilhões em projetos, mesmo diante das incertezas sobre demanda e discussões sobre reequilíbrio econômico-financeiro dos atuais contratos. Para a União, o desafio será ainda maior, por envolver o destravamento das relicitações de ativos a serem devolvidos pelas concessionárias, um problema que envolve, por enquanto, dois terminais de aeroportos e três mil quilômetros de rodovias.
24 DE JUNHO | FOLHA DE S. PAULO
Ato virtual reúne FHC, Sarney, Temer, Haddad e Boulos e se compara com Diretas Já
Está marcado para esta sexta (26) um ato virtual que, se bem-sucedido, representará a mais robusta união até agora dos movimentos pró-democracia e, consequentemente, de oposição ao bolsonarismo. Espera-se a presença dos ex-presidentes FHC (PSDB), José Sarney (MDB) e Michel Temer (MDB), de expoentes da esquerda e do centro, de ex-candidatos à presidência, além de representantes da sociedade civil. Convidado, Lula diz que não participará. Sergio Moro não foi chamado. Mega O organizador do evento é Fernando Guimarães, ex-PSDB e coordenador do grupo Direitos Já. “O Brasil não viu uma reunião tão ampla quanto essa”, diz o sociólogo. “O ato assume um papel de ser um grande palanque, como foram as Diretas. A gente vai se imaginar no Vale do Anhangabaú”, completa.