DESTAQUES
24 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
Moro anuncia saída do governo Bolsonaro
Após o Diário Oficial da União desta sexta, 24, confirmar a exoneração de Maurício Valeixo do comando da Polícia Federal, o ministro da Justiça, Sérgio Moro, convocou coletiva de imprensa em que anunciou sua saída do governo de Jair Bolsonaro. A crise entre o ex-ministro e o presidente se intensificou na quinta. Em uma reunião pela manhã, Bolsonaro disse ao ministro que a mudança no comando da PF já estava definida. O ministro da Justiça, por sua vez, ameaçou deixar o governo se a ordem para a troca viesse “de cima para baixo”.
24 DE ABRIL | O GLOBO
País tem 3,5 milhões de acordos de redução de salário
As empresas formalizaram 3,5 milhões de acordos de redução de salário e suspensão de contratos de trabalho - autorizados pela medida provisória (MP) 936 -, segundo a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho. São acordos individuais, firmados diretamente com os trabalhadores por 569 mil empregadores. Com base nos acordos registrados, a secretaria estima que o governo vai desembolsar R$ 6,9 bilhões. A MP foi editada em 1º de abril para evitar demissões durante a crise. Os trabalhadores afetados por corte de salário ou suspensão do contrato receberão um complemento do seguro-desemprego durante a adoção dos dois mecanismos. A redução de jornada e salário tem vigência de até três meses, e a de suspensão do contrato, de até dois meses. Segundo levantamento da secretaria, os estados que registraram o maior número de acordos foram São Paulo (29,8%), Rio de Janeiro (10,8%), Minas Gerais (9,8%), Rio Grande do Sul (5,5%) e Paraná (5,4%).
24 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
Câmara quer elevar auxílio para quem teve salário cortado
Deputados querem ampliar a compensação paga pelo governo, para quem teve o salário reduzido durante a crise da covid-19. Uma das ideias é que o trabalhador que ganha até três salários mínimos (R$ 3.135) continue recebendo o valor integral, juntando a parcela paga pela empresa mais a complementação do governo. Essa é uma das mudanças em estudo na Medida Provisória 936, que permite a redução de jornada e salário e também a suspensão de contratos. O texto já está em vigor desde o início de abril, mas precisa ser aprovado por deputados e senadores para não perder a validade.
24 DE ABRIL | O GLOBO
Governo deve liberar R$ 25,7 bi para pagar auxílio
A equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes, deve liberar mais R$ 25,7 bilhões para seguir com o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600. Os depósitos para os trabalhadores informais foram paralisados pela Caixa Econômica Federal. Nos últimos dias, o Ministério da Cidadania calculou que o valor liberado até agora era insuficiente para pagar todos os benefícios e, por isso, pediu mais dinheiro. A medida, no entanto, não significa que haverá antecipação do pagamento das parcelas. O presidente da Caixa, Pedro Guimarães, anunciou ontem que o cronograma de pagamento irá até junho. O governo prepara uma medida provisória (MP) liberando os recursos, que vai se juntara outros R $98 bilhões que já foram autorizados. Com isso, o gasto total subirá para R$ 123,7 bilhões.
24 DE ABRIL | VALOR ECONÔMICO
Vírus devasta mercado de trabalho, diz Ibre
A crise provocada pela pandemia do novo coronavírus deixará uma herança negativa mesmo após a doença ter sido controlada, sobretudo no mercado de trabalho. Segundo o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), a taxa de desemprego, a massa salarial e a massa total de renda terão em 2020 o pior desempenho de suas séries históricas, mesmo com as medidas do governo para amenizar a perda de vagas e salários. Na edição de abril do Boletim Macro, antecipado ao Valor, o Ibre estima que, sem as políticas governamentais, a massa de rendimentos ampliada cairia 10,3% no ano. Incluindo as transferências de auxílio emergencial para informais, os benefícios do Bolsa Família e compensação de parte da renda para trabalhadores formais que entrarem na Medida Provisória 936, a redução será de 5,2% - queda mais forte da série elaborada pela entidade, iniciada em 2003.
24 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
Economistas criticam Plano Pró-Brasil lançado sem presença de Guedes
Diretor executivo da Instituição Fiscal Independente, o economista Felipe Salto disse ontem que o Plano Pró-Brasil, bem como seu anúncio, estão totalmente fora do lugar. O plano, que antes de seu batismo oficial estava sendo chamado de “Plano Marshall”, foi anunciado na quarta-feira sob o comando do ministro-chefe da Casa Civil, General Braga Neto, e sem a participação da equipe econômica. O mote do plano são medidas para a retomada da economia no pós-covid-19 que passam, inclusive, por investimentos em obras públicas. Mas de acordo com Salto, uma coisa é a convicção de que são necessárias medidas para implementar a retomada do crescimento da economia depois da pandemia do coronavírus. Outra, completamente diferente, é fazer um anúncio desse em plena crise de saúde.
24 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
40% dos bares e restaurantes devem fechar em SP, diz pesquisa do seto
Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel - SP) aponta que, entre os empresários do setor, grande parte acredita que cerca de 40% das casas fecharão as portas por conta da crise provocada pelo novo coronavírus. Foram entrevistados 125 empresários que possuem, no mínimo, três estabelecimentos do ramo na cidade de São Paulo e na região metropolitana. Para responder, os empreendedores levaram em conta não apenas os seus negócios, mas o conhecimento que têm de outros bares e restaurantes.
24 DE ABRIL | FOLHA DE S. PAULO
Grandes empresários emprestam dinheiro para pequenos na crise do coronavírus
Nomes do empresariado como Abilio Diniz (Península), Andre Szajman (VR), Daniel Castanho (Ânima Educação) e outros se uniram ao GK Ventures, fundo de impacto social de Eduardo Mufarej, para oferecer crédito a pequenos e médios empresários na crise do coronavírus. Batizada de Estímulo 2020, a iniciativa vai oferecer capital de giro a fundo perdido no valor equivalente a até um mês de faturamento das empresas.
24 DE ABRIL | VALOR ECONÔMICO
Cai apoio da população a governadores, o que pode beneficiar Bolsonaro, mostra pesquisa
O jogo não virou, mas existe um novo ponto de equilíbrio na avaliação do eleitorado em torno da postura dos políticos no combate à covid-19 no Brasil. Há cerca de um mês, 70% dos brasileiros apoiavam os governadores, os principais responsáveis pela implementação das medidas de isolamento no país. Hoje, esse percentual caiu para 58%. Representa a maioria, mas perdeu um fôlego de 12 pontos percentuais nessa jornada. Em paralelo, também há cerca de 30 dias, 64% afirmavam não confiar na capacidade do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em gerenciar a crise do novo coronavírus. Agora, essa desconfiança caiu para 52%. Tal cota também engloba a maior parte da população, mas o patamar de descrédito baixou. É isso o que indica uma nova rodada da pesquisa de opinião realizada pelo Instituto Travessia, de São Paulo, com exclusividade para o Valor.