DESTAQUES
20 DE JUNHO | FOLHA DE S. PAULO
Governo congela concursos e libera 20 mil temporários
Sob orientação do ministro Paulo Guedes (Economia) de enxugar a estrutura do funcionalismo, o governo Jair Bolsonaro congelou concursos públicos. Neste ano, não houve autorização para nenhuma seleção de novos servidores federais. Por outro lado, entre janeiro e junho, foi autorizada a contratação de quase 20 mil funcionários temporários para atuar em diversas áreas da administração pública. A expectativa do Ministério da Economia é que o número continuará subindo. A equipe de Guedes tenta evitar que o Congresso deixe caducar uma MP (medida provisória) que amplia a possibilidade de uso de temporários.
22 DE JUNHO | O ESTADO DE S. PAULO
Covid-19 tira 1,4 milhão do mercado de trabalho por motivo de doença
Quando Alcides da Silva, de 52 anos, começou a sentir dores e uma febre alta, ficou desesperado. Três vizinhos em Guaianazes, periferia de São Paulo, haviam morrido após contrair o novo coronavírus e, de uma hora para outra, o peso do desemprego que ele carrega há mais de um ano se somou ao medo do coronavírus. “Imagine ver as contas chegando e não poder procurar trabalho. É como olhar para os lados e não ver saída.” ... Segundo um levantamento de Marcel Balassiano, pesquisador do Ibre/FGV, com base nos dados da Pnad Contínua, o número de brasileiros que estavam desempregados, mas ficaram impedidos de buscar trabalho por problemas pessoais - sobretudo por estarem doentes - saltou de 3,3 milhões no trimestre até fevereiro para 4,7 milhões até abril. São cerca de 1,4 milhão de pessoas, um aumento de 45%.
20 DE JUNHO | FOLHA DE S. PAULO
Como o home office vai mudar a vida nos escritórios
Ao fim da quarentena, profissionais devem encontrar ambientes de trabalho com menos gente, sem mesas definidas para cada funcionário e com mais áreas de reunião -isso se o escritório ainda continuar lá. Após meses de home office forçado, 73,8% das empresas pretendem implementar a prática de forma permanente no Brasil, segundo estudo da consultoria Cushman & Wakefield, que ouviu 122 executivos de multinacionais em abril.
20 DE JUNHO | FOLHA DE S. PAULO
Trabalho remoto exige profissional autônomo e líder que motive a distância
O home office imposto durante a quarentena evidenciou que o trabalho a distância exige competências distintas dos profissionais. Organização, disciplina e pontualidade, por exemplo, são requisitos básicos para quem pretende continuar trabalhando de casa. "É preciso se planejar e definir quais serão as tarefas do dia. Se for possível resolver tudo em menos horas, ótimo, a meta foi cumprida", diz Reynaldo Gama, presidente da HSM, plataforma especializada em formação executiva.
20 DE JUNHO | FOLHA DE S. PAULO
Hora de diálogo no mundo do trabalho
Em uma das horas mais difíceis da quadra histórica do país e da humanidade, o esforço de reação das instituições em face da crise provocada pela pandemia é, sem dúvida, um dos diferenciais que nos afastam do abismo e nos empurrarão para superar este momento. Nesse sentido, associado a diversos entes do sistema de Justiça do Brasil, o Ministério Público do Trabalho (MPT) reagiu com rapidez e assertividade diante da Covid-19, instituindo plano e grupo de trabalho que guiam suas ações de enfrentamento com técnica, proatividade e resolutividade. Ainda que incerto o momento em que a crise sanitária terá trégua e as atividades econômicas retornarão seu curso normal, o debate do futuro das relações de trabalho desde já segue sendo travado. Se respostas não são possíveis, ao menos lições e pistas parecem surgir a cada dia com mais clareza.
20 DE JUNHO | O ESTADO DE S. PAULO
Empresas de limpeza veem alívio na crise com demanda de sanitização
As determinações de isolamento social contra o novo coronavírus fizeram com que a demanda por uma série de serviços diminuísse, como os de limpeza residencial. Contudo, a busca por defesa contra o vírus e por uma limpeza mais profunda, tanto para pessoas físicas quanto para jurídicas, ajudou a segurar o tombo do faturamento dessas empresas, principalmente com a anunciada retomada do comércio. Relatório da Associação Brasileira de Franchising (ABF) com análises sobre o mês de março, o primeiro da quarentena, mostra que o setor de limpeza e conservação, incluído como serviço essencial, foi o terceiro que mais cresceu (+5,6%) no período.
22 DE JUNHO | O ESTADO DE S. PAULO
Criar emprego será o desafio no pós-crise
Na avaliação de economistas ouvidos pelo Estadão, os impactos da pandemia do novo coronavírus no mercado de trabalho devem marcar uma geração de brasileiros que já sofria com a recuperação acanhada dos empregos após a recessão de 2015 e 2016. Em abril, a taxa de desocupação era de 12,6%, de acordo com dados da Pnad Contínua, do IBGE, mas as projeções são de que deve chegar a 17% ou 18% até o fim do ano. Quando a crise passar, o desafio será impulsionar setores que geram mais emprego, como o de infraestrutura, em uma realidade de consumo das famílias ainda reprimido e endividamento público elevado.
22 DE JUNHO | O ESTADO DE S. PAULO
‘As empresas precisam de oxigênio’, diz professor da USP
Para o economista e professor da USP Hélio Zylberstajn, medidas como a redução de jornada e de salários ajudaram a frear o aumento do desemprego como reflexo da pandemia da covid-19 no País. Ele diz, porém, que a dificuldade das empresas em tomar crédito foram no sentido oposto. Sim, 10 milhões de pessoas mantiveram o vínculo de emprego por meio da suspensão do contrato ou pela redução da jornada e do salário. A Medida Provisória 936 foi inovadora e, se o governo prorrogar as medidas, vamos evitar mais aumento do desemprego.
20 DE JUNHO | O ESTADO DE S. PAULO
E-commerce avança mais de 80% em abril devido ao isolamento social
Com a pandemia da covid-19, o marketing digital ganhou espaço no comércio e serviços brasileiros - até mesmo em setores antes resistentes à ferramenta, que tiveram de rapidamente se adaptar ao novo modelo. Somente em abril, o e-commerce faturou R$ 3,4 bilhões, 81% mais do que há um ano, segundo levantamento do Compre&Confie, que reúne lojas de vendas online. As categorias que tiveram o maior crescimento em volume de compras em relação a abril do ano passado foram alimentos e bebidas (+294,8%), instrumentos musicais (+252,4%), brinquedos (+241,6%), eletrônicos (+169,5%) e cama, mesa e banho (+165,9%).
21 DE JUNHO | O ESTADO DE S. PAULO
Reabertura da economia pressiona síndicos por áreas comuns em prédios
A retomada gradual das atividades econômicas em São Paulo em meio à pandemia do novo coronavírus trouxe mudanças não só para os condomínios comerciais, mas também os residenciais. Enquanto escritórios, lojas e serviços voltam a abrir as portas, a flexibilização nos condomínios fica nas mãos dos síndicos, que têm sido pressionados por moradores confinados e ávidos por usar as áreas comuns, até então fechadas. Segundo a Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo (AABIC), a reabertura destes espaços só pode acontecer se “seguir um tripé de segurança, formado por medidas de distanciamento social, uso de máscaras de proteção e higienização frequente”.
20 DE JUNHO | O ESTADO DE S. PAULO
Após ciclo de medidas emergenciais, equipe econômica prepara agenda de retomada
Depois de um ciclo de medidas emergenciais para conter os efeitos mais dramáticos da pandemia do novo coronavírus, a equipe econômica prepara a retomada da agenda de melhoria do ambiente de negócios e de reformas estruturais. A reformulação das políticas sociais deve ser um dos principais focos de atenção do governo nessa nova fase de planejamento, mas também estão na mesa iniciativas para simplificar a vida de empresas e investidores. Um dos pontos da agenda é promover uma "grande desregulamentação" para tornar o País mais atrativo a investimentos. Segundo apurou o Estadão/Broadcast, técnicos estão fazendo um pente-fino nas normas e obrigações regulatórias de vários setores. A ideia é retirar, simplificar ou reduzir obrigações com o objetivo de facilitar a retomada para empresários e investidores.
22 DE JUNHO | VALOR ECONÔMICO
Risco fiscal freia corte de juros pelo Copom
As projeções do Banco Central apontam uma inflação bem abaixo da meta de 2021, ano que é atualmente o principal objetivo da política monetária. Numa situação como essa, o natural seria seguir cortando os juros para estimular a economia e tentar levar o índice de preços para mais perto do alvo. Mas o BC está ameaçando parar. Se der algum estímulo adicional, será residual. Como explicar? A razão é que o BC, hoje, não confia muito na sua projeção central de inflação. Em reunião na semana passada, como ocorre em todas as demais, o seu Comitê de Política Monetária (Copom) examinou outras projeções de inflação. Algumas apontam uma inflação mais alta, assumindo como premissas uma piora no quadro fiscal ou que os programas de crédito e de transferência emergencial de renda atenuem a queda da economia provocada pela pandemia. São riscos fiscais que freiam maiores cortes de juros.
22 DE JUNHO | VALOR ECONÔMICO
Guedes negocia agenda pós-pandemia com Centrão
Preocupado em evitar que a recessão contratada para este ano se converta em uma depressão econômica, o ministro da Economia, Paulo Guedes, acelerou nos últimos dias as articulações em torno das reformas, de olho na retomada da atividade no pós-pandemia. Com exceção do Renda Brasil, novo programa que substituiria o auxílio emergencial e o Bolsa Família, a pauta continua a mesma que é prioridade desde antes do início do governo Bolsonaro: privatizações, estímulo à investimentos privados no saneamento, lei do gás e reforma tributária. O ministro, contudo, intensificou reuniões com parlamentares acreditando que a própria pandemia mudará as perspectivas de aprovação dessas propostas. Além disso, pela primeira vez, o presidente Jair Bolsonaro tem uma base parlamentar mais sólida no Congresso, após aproximar-se do Centrão. Se antes contava só com 50 deputados do PSL, agora a troca de cargos com partidos como PP, PL, PSD e Republicanos faz o Executivo acreditar que contaria com pelo menos 200 votos mais fiéis - além de partidos que costumam apoiar a agenda econômica, como DEM, PSDB, MDB, Cidadania e Novo.
22 DE JUNHO | O ESTADO DE S. PAULO
Cadê meu crédito que deveria estar aqui? (Fábio Gallo)
Os tempos que estamos vivendo se mostram realmente confusos. Há coisas que, por mais esforço que façamos, não entendemos. Uma das consequências da pandemia e da necessidade de isolamento social foi o fechamento temporário das empresas. E, como resultado terrível dessa situação, temos a perda quase total da receita, levando assim ao fechamento definitivo de muitas empresas, principalmente as micros, pequenas e médias (PMEs). A solução sabida por todos para evitar a quebradeira geral é fornecer recursos para que as empresas possam passar por essa tormenta. Se isso é mais do que sabido, por que o crédito não chega às empresas? Principalmente às PMEs?
20 DE JUNHO | O GLOBO
Governo avalia crédito de R$ 10 bi para microempresa e prêmio para 'bom pagador'
O governo estuda uma nova linha de crédito para microempresas e para trabalhadores autônomos. A ideia é oferecer esse dinheiro diretamente por meio de maquininhas de cartão de crédito e débito. O recurso seria lastreado em recebíveis das vendas. Seriam oferecidos até R$ 10 bilhões, com recursos garantidos pelo Tesouro. Os problemas de acesso ao crédito, especialmente para trabalhadores autônomos e para micro e pequenas empresas, é uma das principais críticas ao governo federal durante a crise causada pelo coronavírus.