DESTAQUES
22 DE ABRIL | VALOR ECONÔMICO
Meirelles não descarta rodízio para retomada
Os critérios para retomada gradual da atividade econômica no Estado de São Paulo serão anunciados hoje e não está descartada a adoção de esquema em forma de rodízio, segundo o secretário da Fazenda e Planejamento de São Paulo, Henrique Meirelles. “Entraremos no detalhe de critérios específicos para a abertura em cada cidade. Tem coisas gerais, por enquanto, questão de número de fatalidades, leitos etc. Temos de definir com a maior precisão o critério para começar a aplicar e, gradualmente, chegar aqui na capital”, afirmou o secretário.
21 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
Bolsonaro decide revogar MP do contrato Verde e Amarelo e editar novo texto
O presidente Jair Bolsonaro informou em rede social, nesta segunda-feira, 20, que vai revogar a medida provisória que criou o contrato Verde Amarelo, voltado a estimular o emprego de jovens. Bolsonaro vai editar um novo texto para substituir a MP, com regras específicas para o período de pandemia do coronavírus. Editada em novembro, a MP está parada no Senado porque não há acordo para a aprovação. Se não for votada até o fim desta segunda, a medida provisória perde a validade. A sugestão de reeditar o texto foi feita pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).
21 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
Trabalhadores da VW aceitam corte de 30% na jornada e nos salários
Trabalhadores da Volkswagen do Brasil aceitaram nesta segunda-feira, em assembleias on line, a proposta da empresa de redução da jornada e dos salários em 30%. A medida vale para os cerca de 17 mil funcionários das quatro fábricas do grupo no País e terá validade por três meses. A proposta prevê ainda o retorno parcial da produção no dia 18 de maio, se as condições relativas à pandemia do coronavírus estiverem controladas. Nessa data devem retornar à fábrica cerca de 2,5 mil funcionários da produção para trabalho em um turno.
22 DE ABRIL | VALOR ECONÔMICO
Indústria e comércio iniciam demissões e preveem ao menos 3 milhões de cortes
Ainda sem dados oficiais para medir o impacto da crise do novo coronavírus no mercado de trabalho, entidades setoriais tentam mapear como empresários têm reagido a esse choque. Pesquisas de associações apontam que a demissão não é a primeira opção dos empregadores, embora em muitos casos ela não tenha sido evitada. Levantamento da associação da indústria de máquinas e equipamentos (Abimaq) feito entre 30 de março e 3 de abril a partir de uma amostra de associadas aponta que 21,5% demitiram parte de seus funcionários (cerca de 16,4% do quadro) em razão da pandemia. Foram cerca de 11 mil postos diretos fechados, ou 3% dos trabalhadores do setor. A medida mais citada, por 63% dos empresários, porém, foi o oferecimento de férias individuais, para 27% dos funcionários.
21 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
Selic deve ter novo corte, sinaliza presidente do BC
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, sinalizou ontem um novo corte na taxa básica de juros, a Selic, e disse que a oferta de crédito pelos bancos começou a fluir no Brasil. Mas, segundo ele, as taxas dos empréstimos ficarão mais caras para as empresas por causa do medo da extensão do isolamento social e do seu impacto na inadimplência. Em live do Estadão Live Talks sobre as medidas para o enfrentamento da crise da covid-19, Campos Neto mostrou que está aliviado com a melhora do crédito e avisou que o BC consegue enxergar agora com mais clareza o cenário que antes estava muito nebuloso.
22 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
Retração do PIB deve levar País a novo recorde de recuperações judiciais
A dificuldade para recompor o caixa nos próximos meses, como reflexo da forte retração econômica provocada pelo coronavírus, deve levar um maior número de empresas a pedir proteção da Justiça para não falir. A previsão de especialistas é que o volume de pedidos de recuperação judicial possa atingir patamar recorde. Levantamento da consultoria Alvares & Marsal, com base no histórico de pedidos dos últimos anos, fala em mais de 2,5 mil empresas nessa situação. “Pelo histórico verificado de 2007 para cá, vimos uma correlação grande entre a queda do PIB e o aumento das recuperações judiciais”, diz o diretor de reestruturação da A&M, Leonardo Coelho.
22 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
Quase 80% dos consumidores estão comprando apenas o essencial, diz FGV
Quase 80% dos consumidores estão comprando apenas produtos essenciais em meio à quarentena para conter o avanço da covid-19, mostram recortes específicos das pesquisas de confiança na Fundação Getulio Vargas (FGV). Conforme dados prévios de abril, aos quais o Estadão/Broadcast teve acesso com exclusividade, o setor empresarial que está mais pessimista com a crise econômica é a construção civil. Em março, as pesquisas da FGV já haviam registrado fortes quedas na confiança, de consumidores e de empresários, por causa da pandemia. Por isso, para as sondagens de abril, que serão divulgadas na próxima semana, foram elaboradas questões específicas sobre a nova crise econômica. Com 85% das entrevistas já feitas, a FGV fez uma prévia dos resultados.
21 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
O fim da economia como a conhecemos
Quando eventos importantes e convulsivos ocorrem, as implicações costumam aparecer depois de anos e tomam direções imprevisíveis. Quem imaginou que uma crise decorrente de uma inadimplência no pagamento de hipotecas em áreas suburbanas dos Estados Unidos, em 2007, levaria a uma crise fiscal na Grécia em 2010? Ou que o colapso da bolsa em Nova York em 1929 contribuiria para a ascensão do fascismo na Europa nos anos 1930? A economia mundial é uma teia infinitamente complicada de interconexões. Todos nós mantemos série de relações econômicas diretas que conseguimos ver: as lojas onde compramos, o empregador que paga nosso salário, o banco que nos faz um empréstimo imobiliário. Mas quando você sobe dois ou três planos é realmente impossível saber com confiança como essas conexões funcionam.
22 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
Governo prioriza linha da Caixa para socorrer pequeno varejo e maquininhas ficam em modo de espera
A oferta de uma linha de crédito por meio de maquininhas de cartão para socorrer o pequeno varejo dos estragos da crise do novo coronavírus no Brasil foi colocada em segundo plano, apurou o Broadcast com três fontes de mercado. A equipe econômica, que avaliava a proposta entregue pelo Banco Central nas últimas semanas, decidiu priorizar a Caixa Econômica Federal, ao menos por ora, para apoiar os microempreendedores individuais (MEIs), além de micro e pequenas empresas. O banco público anunciou na última segunda-feira, dia 20, uma parceria com o Sebrae para viabilizar o acesso a linhas de crédito que somam R$ 7,5 bilhões. O foco são exatamente as pequenas e micro empresas, com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões.
22 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
‘No pós-crise, governo vai precisar vender ativos’
À frente da equipe responsável pelos gastos do governo com a pandemia, o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, diz que a estratégia do governo para a fase pós-crise prevê a aceleração da venda de ativos da União, com o processo mais rápido de privatizações. Ele defende a proposta alternativa do governo, que costura um acordo com o Senado, para o socorro de Estados e municípios no combate à pandemia, em alternativa ao texto aprovado pelos deputados. “Podem ser criados incentivos perversos”, diz sobre a proposta aprovada pela Câmara.
22 DE ABRIL | FOLHA DE S. PAULO
Por ajuda a estados, senadores aceitam congelar salário de servidor por 2 anos
Líderes do Senado são favoráveis ao congelamento por dois anos de salário de servidores públicos em troca da aprovação de ajuda financeira da União a estados e municípios. Governo e Senado articulam um novo projeto de lei para socorrer os entes durante a crise do coronavírus. Concursos públicos ficariam suspensos pelo mesmo período. As negociações encabeçadas pelo ministro Paulo Guedes (Economia) e pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP), buscam um meio-termo na disputa com a Câmara.