DESTAQUES
15 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Startup de recrutamento Gupy levanta R$ 40 milhões
A startup de recrutamento Gupy anunciou ontem que recebeu uma rodada de aportes avaliada em R$ 40 milhões, liderada pela gestora Oria Capital. Dona de uma ferramenta de seleção que funciona 100% pela internet e permite contratação de candidatos sem viés, a empresa foi fundada em 2015 e tem clientes como Vivo, Cielo, Renner e Ambev. Com os recursos do aporte, a empresa pretende acelerando sua expansão no País. Nos últimos dois anos, a Gupy multiplicou em quinze vezes sua receita. No primeiro trimestre de 2020, mesmo com a crise causada pela pandemia do coronavírus, a startup cresceu 25%. Hoje, a Gupy diz que muitas empresas pararam de contratar, mas estão utilizando o sistema da empresa para treinar executivos e afinar seus métodos de recrutamento.
19 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Bolsonaro sanciona lei que cria linha de crédito para micro e pequenas empresas
O presidente Jair Bolsonaro sancionou, com vetos, a lei que cria linha de crédito para auxiliar micro e pequenas empresas durante a crise do novo coronavírus. A sanção publicada no Diário Oficial da União desta terça-feira, 19. O valor dos empréstimos previstos pela lei será de até 30% da receita bruta anual da empresa em 2019. O montante máximo do benefício é de R$ 108 mil para microempresas e de R$ 1,4 milhão para pequenas empresas. Bolsonaro vetou a carência de oito meses para o pagamento do empréstimo. O presidente informou que o período sugerido pelo Congresso Nacional geraria "risco à própria política pública, ante a incapacidade de os bancos públicos executarem o programa com as condições apresentadas pelo projeto".Bolsonaro também vetou a prorrogação, por 180 dias, dos prazos para pagamento de parcelamentos da Receita Federal e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.
19 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
BNDES negocia ‘crédito âncora’ aos fornecedores mais afetados pela pandemia
O BNDES começou a estruturar uma linha de financiamento para apoiar a cadeia de fornecedores de segmentos mais afetados pela pandemia do novo coronavírus. O orçamento está sendo definido, mas deve somar, ao menos, R$ 2 bilhões e o primeiro candidato a acessar os recursos deverá ser o setor de varejo, segundo apurou o Estadão/Broadcast. Batizada de “crédito âncora”, a modalidade já foi utilizada pelo BNDES em outras ocasiões. A ideia é que as grandes empresas atuem como repassadoras de recursos do banco de fomento a sua cadeia de fornecedores. Assim, pequenas e médias empresas poderão ter acesso a condições de crédito melhores, aproveitando-se da qualidade do risco de grupos maiores.
19 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Toffoli restabelece redução de 50% nas alíquotas cobradas ao Sistema S
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, restabeleceu a validade da redução de 50% nas alíquotas do Sistema S, medida implementada pelo governo como forma de aliviar o caixa das empresas durante a pandemia do novo coronavírus. A decisão atende a um pedido da União e suspende os efeitos de uma tutela provisória conferida pelo Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região em uma ação protocolada pelas entidades do Sistema S, que buscavam manter integralmente sua fonte de receitas.
19 DE MAIO | FOLHA DE S. PAULO
Custos imediatos do distanciamento social e seus benefícios (Sergio Werlang)
No dia 13, o Ministério da Economia divulgou nota técnica com uma estimativa do custo imediato do distanciamento forçado como foi adotado na média de abril. Na hipótese de o isolamento continuar como no mês passado, a nota informativa (“Impactos Econômicos da Covid-19”) calcula que há uma perda de renda (perda de PIB) de R$ 20 bilhões por semana de confinamento. O texto do ministério detalha a metodologia, que, pela descrição, parece ser bastante robusta. A nota informativa tenta também estimar efeitos mais duradouros, mas nesse caso há apenas hipóteses de custos alternativos, sem uma conclusão precisa.
19 DE MAIO | FOLHA DE S. PAULO
Pagamento de hora extra no megaferiado eleva custo de setor essencial
A antecipação dos feriados na capital paulista para esta semana vai pesar no bolso dos setores considerados essenciais, que estão funcionando durante a quarentena. A principal reclamação é que a medida adianta também os pagamentos de horas extras no momento em que os negócios estão com necessidade generalizada de caixa. Representantes de empresas como construção, alimentação e farmacêutica afirmam que não foram consultados para a elaboração do projeto.
19 DE MAIO | O GLOBO
Até 5 mil empresas devem pedir recuperação judicial
A pandemia do novo coronavírus e a queda livre da atividade econômica brasileira devem fazer com que os pedidos de recuperação judicial de empresas alcancem, neste ano, o maior patamar da história. Especialistas estimam que de 2 mil a 5 mil negócios devem pedir socorro à Justiça para evitar um pedido de falência. Mesmo que o realizado seja o piso das estimativas, ainda assim será um número superior ao recorde atual de 1.863 casos, registrados em 2016, e bem acima do verificado no ano passado, quando 1.387 empresas solicitaram proteção da Justiça para reorganizar os negócios e evitar o fechamento.
19 DE MAIO | FOLHA DE S. PAULO
Domicílios sem renda crescem 6,5% no 1º tri
Com o isolamento afetando trabalhadores informais, além do aumento de aposentadorias, o número de lares sem renda do trabalho bateu recorde no país no primeiro trimestre deste ano, superando o pior momento da recessão de 2014-2016, mostra levantamento da consultoria IDados a pedido do Valor. Segundo a consultoria, que compilou microdados da pesquisa domiciliar do IBGE, o Brasil tinha 17,2 milhões domicílios em moradores com renda do trabalho, o que corresponde a 23,5% dos lares brasileiros. Os dois números são recordes da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012.
19 DE MAIO | FOLHA DE S. PAULO
Com consumo menor no país, IGP-10 desacelera para 0,07%
A inflação apurada pelo Índice Geral de Preços -10 (IGP-10) desacelerou de 1,13% em abril para 0,07% em maio, influenciada por menor ritmo de consumo durante a pandemia - que não favorece reajustes de preços -, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). André Braz, economista da FGV, afirmou que o indicador apurado pelos Índices Gerais de Preços (IGPs) deve manter taxas baixas ao longo de 2020, mas nem sempre negativas. Isso porque o indicador é muito suscetível ao impacto cambial e pode sofrer influências de possíveis altas do dólar.
19 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
‘Quem prioriza a saúde se recupera mais rápido da crise’, diz presidente da Renner
Com a maior parte das lojas fechada por causa da pandemia de coronavírus, a Lojas Renner, líder em moda no País, decidiu permanecer em terreno seguro no que se refere à volta do funcionamento de sua rede física. Segundo o presidente da companhia, Fabio Faccio, além do aval das prefeituras, a rede acompanha por conta própria dados de disseminação da doença para decidir se volta ou não às atividades. “Seguimos os critérios e orientações que todos os governantes deveriam usar - que são os das entidades de saúde”, disse o executivo.
19 DE MAIO | FOLHA DE S. PAULO
TSE analisa propostas de adiamento da eleição
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já recebe estudos de especialistas que simulam as consequências judiciais do adiamento das eleições municipais este ano. Os estudos partem de uma premissa: de que não haverá prorrogação de mandatos. Os novos prefeitos devem tomar posse no dia 1º de janeiro. Um dos estudos será entregue hoje ao ministro Tarcisio Vieira de Carvalho, que coordena os esforços nessa área. Foi feito pelo Instituto Liberdade Digital, dirigido pelo advogado e professor de direito eleitoral na Universidade Mackenzie, Diogo Rais. O estudo verificou o impacto do adiamento no conjunto de 234 normas que regem as eleições este ano.