DESTAQUES
16 DE MAIO | FOLHA DE S. PAULO
1,1 milhão de brasileiros deixam a força de trabalho no 1º trimestre
No primeiro trimestre de 2020, 1,1 milhão de brasileiros deixaram a força de trabalho. Esse é o segundo maior número registrado nas estatísticas da pesquisa trimestral de emprego do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a Pnad Contínua, atrás apenas da redução de 1,2 milhão registrada no segundo trimestre 2012 em relação aos três meses anteriores. São consideradas fora da força de trabalho as pessoas que não possuíam emprego e não procuraram trabalho nos 30 dias anteriores ao período da pesquisa -ou procuraram, mas não estavam disponíveis para trabalhar na semana de referência do levantamento.
18 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Empresas dão a funcionários decisão sobre home office no futuro pós-pandemia
Nas últimas semanas, grandes empresas estrangeiras de tecnologia, como Google, Twitter e Facebook, anunciaram que irão prolongar o regime de home office de seus funcionários para além do fim da pandemia do novo coronavírus. O movimento foi acompanhado por organizações brasileiras, que irão transferir o poder de escolha sobre o regime de trabalho para as mãos de seus colaboradores. A medida confirma uma tendência já apontada por organizações que analisam o mercado de trabalho.
18 DE MAIO | FOLHA DE S. PAULO
Adiamento da reoneração da folha de pagamentos: pauta prioritária
Em meio aos imensos desafios trazidos pela pandemia do novo coronavírus, na qual a preservação da vida tem centralidade absoluta, os esforços para salvar empresas e empregos ganham destaque nas agendas dos governos de todo o mundo. Diversas têm sido as medidas para enfrentar situações imediatas. Entretanto, também é estratégico prover sinalizações futuras que estimulem a manutenção das estruturas produtivas e dos empregos. A prorrogação da Contribuição Previdenciária sobre a Receita Bruta (CPRB) por dois anos é uma dessas medidas que podem ajudar a preservar milhões de empregos no Brasil. Criada pela lei nº 12.546/2011 para substituir os 20% da contribuição patronal para a Previdência Social, incidente sobre a folha de pagamentos, a CPRB representa alternativa importante para criar um sistema mais indutor do emprego formal e da própria sustentabilidade previdenciária a longo prazo.
18 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
78% das empresas não tiveram acesso à ajuda emergencial do governo
A maioria das empresas está tendo dificuldade para ter acesso à ajuda emergencial do governo federal. Com queda no faturamento e caixa no limite, as companhias relatam que não conseguem ter acesso às linhas de crédito para cumprir obrigações de curto prazo. Uma pesquisa feita pela consultoria Quist Investimentos, especializada em reestruturação de empresa e recuperação judicial, mostra que 78% das companhias consultadas não tiveram acesso a nenhum tipo de crédito desde o anúncio da equipe econômica.
18 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Aumento na inadimplência de empresas preocupa bancos e entra no radar do BC
O aumento da inadimplência das empresas por causa da crise do coronavírus já entrou no radar do sistema financeiro. Na divulgação dos balanços do primeiro trimestre, os quatro maiores bancos do País (Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Banco do Brasil) destinaram R$ 28 bilhões para bancar possíveis calotes de empréstimos concedidos no passado - R$ 10 bilhões a mais que em igual período de 2019. O valor foi mais que o dobro do lucro líquido de R$ 13,7 bilhões apurado no período, segundo a Economatica.
16 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
A sobrevivência das empresas (Robson Braga de Andrade)
O enfrentamento dos impactos devastadores da pandemia da covid-19 exige medidas robustas para garantir a sobrevivência de milhares de empresas e a manutenção de milhões de empregos. A principal delas é facilitar o acesso ao crédito. Algumas iniciativas do governo para elevar a liquidez do sistema financeiro, reduzir o custo e aumentar a oferta de financiamentos já foram adotadas. Mas, em meio a tantas incertezas, elas se mostram pouco eficazes para impedir a insolvência de um grande número de empreendimentos. Em razão disso, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) encaminhou ao governo diversas propostas destinadas a destravar este que é o principal gargalo enfrentado pela indústria.
18 DE MAIO | VALOR ECONÔMICO
MP que permite corte de salário pode ter prorrogação setorial
Relator da Medida Provisória (MP) 936, o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP) definiu com o governo que o presidente Jair Bolsonaro poderá propor, por decreto, a prorrogação do corte de salários e jornada de trabalho enquanto durar a calamidade pública causada pela covid-19. O adiamento poderá ser geral ou apenas para alguns setores, a depender do Executivo. Por outro lado, adiar exigirá um novo acordo com entre empresas e trabalhadores, e o parlamentar quer ampliar o número daqueles que precisarão de acordo coletivo.
17 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Crise faz disparar no País projetos que preveem quebra de contratos
A crise econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus fez disparar em todo o País o número de projetos legislativos que preveem a quebra de contratos. Levantamento da empresa Sigalei, feito a pedido do Estadão/Broadcast, mostra que no Congresso Nacional, nas 15 principais Assembleias Legislativas e na Câmara Municipal de São Paulo já existem 352 propostas que buscam impor, entre outras coisas, redução de juros em empréstimos, descontos em mensalidades escolares e suspensão de pagamentos por serviços essenciais durante a pandemia. Os projetos têm como justificativa principal as dificuldades de famílias e empresas em pagar contas durante o período de isolamento social, com consequente queda de renda.
17 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Sem alarde, Guedes já faz planos para a retomada
Diante da pandemia, do número crescente de mortes e da discussão sobre a adoção de lockdown (bloqueio total) em grandes cidades do País, o Ministério da Economia diz que ainda não é o momento de discutir a retomada. Mas, nos bastidores, a equipe econômica já está traçando os cenários e fazendo estimativas preliminares para o day after. Segundo o Estadão apurou, os técnicos do ministério estão indo atrás dos protocolos de saída de lockdown em diversos países, para conhecer melhor as diferentes estratégias de retomada adotadas pelo mundo, avaliar as melhores práticas e selecionar aquelas que podem ser replicadas no Brasil.
18 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
'Os bancos não vão fazer, na guerra, a função que não faziam na paz', diz José Roberto Afonso
O economista José Roberto Afonso, professor do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), é pessimista em relação à retomada da economia. Para ele, não há possibilidade de se pensar em recuperação da economia no curto prazo. Além disso, a retomada não vai ocorrer por meio do crédito tradicional dos bancos, que têm aversão ao risco em cenários normais. “Os bancos não vão fazer, na guerra, a função que não faziam na paz.”
17 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Sobe para 88 o número de shoppings abertos no País
O País tem hoje 88 shopping centers que retomaram o funcionamento e 489 que permanecem fechados devido à pandemia. Semana passada, mais dois empreendimentos voltaram a abrir as portas: o Bourbon Shopping e o Fashion Outlet, ambos em Novo Hamburgo (RS), de acordo com dados da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). A reabertura do comércio está sendo permitida em algumas regiões do País, com o relaxamento das medidas para contenção da pandemia, a despeito do número ainda elevado de novos casos de covid-19.
17 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Funcionários da Renault aceitam redução de jornada e salários de 50% a 70%
Após duas semanas de retorno ao trabalho, a Renault fechou acordo de redução de jornada e salários com os cerca de 5,8 mil funcionários da área de produção das quatro fábrica do complexo de São José dos Pinhais (PR). O acerto prevê redução de 50% a 70%, mas a empresa vai bancar a diferença entre o valor pago pelo governo federal com base na Medida Provisória 936, o que vai garantir aos funcionários a manutenção de 100% do salário líquido. Para os 1,7 mil funcionários da área administrativa, que estão em home office, o acerto de redução já havia sido feito.
17 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Paciência vira palavra de ordem para síndicos gerirem demandas na quarentena
A pandemia do novo coronavírus mudou a rotina de trabalho dos síndicos de prédios residenciais. Com condôminos em quarentena e áreas comuns fechadas para evitar contágio, os ânimos estão à flor da pele. Administrar os condomínios, dos menos populosos aos que chegam a quatro dígitos no número de moradores, tem sido tarefa hercúlea. “Neste momento de transição, os 20 mil síndicos da cidade vão precisar de ajuda e orientação consistente para estabelecer e conduzir o novo morar”, afirma Angelica Arbex, gerente de relações com o cliente da Lello Condomínios.
17 DE MAIO | VALOR ECONÔMICO
Pandemia pode abrir caminho para inflação
As grandes injeções de estímulos aplicadas por governos e bancos centrais elevarão a inflação depois que a crise da covid-19 perder força, segundo alguns prestigiados gestores de fundos. No momento, a maioria dos gestores de recursos e economistas admite que o risco mais imediato é o de deflação. O desemprego em massa, as ordens para não sair de casa e o distanciamento social, somados, constituem um dos maiores choques à demanda econômica na história.
18 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Na crise, Estados dão reajuste a servidor
A demora do presidente Jair Bolsonaro em sancionar a lei que congela os salários dos servidores tem dado tempo para a aprovação de novos reajustes pelos governos estaduais ao funcionalismo. O congelamento é uma exigência da equipe econômica para o repasse de R$ 60 bilhões para Estados e municípios enfrentarem a Covid-19. Depois de reajustes das polícias do Distrito Federal, os Estados de Mato Grosso e Paraíba também aprovaram reajustes e gratificações. Em outros Estados, aumentou a pressão por aumentos, com novos projetos tramitando nas Assembleias Legislativas. Além disso, o Congresso aprovou reajuste também para militares de Roraima, Rondônia e Amapá, ativos e inativos, que ingressaram nos cargos quando esses Estados eram territórios pertencentes à União.