DESTAQUES
18 DE JUNHO | O ESTADO DE S. PAULO
Câmara conclui votação da MP 927, sobre relações trabalhistas durante a pandemia
A Câmara concluiu nesta quarta-feira, 17, a votação da medida provisória 927 sobre as relações de trabalho durante a pandemia da covid-19. A proposta segue agora para a análise do Senado. O texto-base foi aprovado no início da tarde e durante a tarde os deputados votaram os destaque à proposta. Das 11 sugestões, os parlamentares aprovaram apenas um destaque, que permite a suspensão do cumprimento dos acordos trabalhistas firmados em situação de normalidade sanitária, portanto, antes da pandemia do novo coronavírus.
18 DE JUNHO | O GLOBO
Petrobras quer metade dos funcionários administrativos em 'home office' permanente
A Petrobras decidiu manter cerca da metade de sua equipe administrativa trabalhando em casa permanentemente. Nos últimos dias, a estatal vinha estudando uma volta gradual dos funcionários em home office a partir de julho. Com o plano de oferecer a opção de teletrabralho aos empregados de áreas administrativas, a estatal se junta a uma série de empresas dispostas a repensar como organizam escritórios após a pandemia. A companhia informou que a migração para trabalho remoto será opcional, com a meta de atingir mais de 10 mil funcionários, de um total de 20 mil que atuam na área administrativa. A ideia é oferecer a opção de teletrabalho por até três dias por semana, mediante análise da área gerencial.
18 DE JUNHO | O ESTADO DE S. PAULO
Mais de 25 shoppings no País sofrem com ‘abre-e-fecha’ durante pandemia
O setor de comércio está sentindo na pele os efeitos do abre-e-fecha em meio às incertezas sobre a evolução da pandemia do coronavírus. Dezenove shopping centers reabriram as portas após a flexibilização da quarentena, mas foram obrigados a fechar novamente após o avanço dos casos de contaminação nas suas cidades, frustrando a expectativa de uma retomada dos negócios. Esses foram os casos de Porto Alegre (RS), Ribeirão Preto (SP) e Betim (MG), entre outras. Já outros seis shoppings reabriram, fecharam e reabriam outra vez.
18 DE JUNHO | VALOR ECONÔMICO
Mulheres buscam mais ajuda psicológica na pandemia
As mulheres são as que mais têm procurado ajuda psicológica durante a crise do coronavírus, embora todos os profissionais sofram, em alguma medida, os efeitos psicológicos da pandemia e do isolamento social. Entre os principais problemas identificados pelos psicólogos estão a ansiedade e a depressão, que se somam a questões de trabalho, como incertezas em relação ao futuro e dificuldade de adaptação ao home office. Esses dados fazem parte do levantamento “O que mais afeta a saúde mental dos trabalhadores durante a pandemia” realizado pela consultoria de saúde Mercer Marsh Benefícios com dados coletados entre os meses de março e abril. Entre as empresas, de porte médio e grande, que utilizam a plataforma de assistência psicológica corporativa, o número de consultas psicológicas passou de 6 mil para 14 mil no período. Estão na plataforma empresas de 2 mil até 50 mil funcionários e um total de 8,1 milhões de cadastrados.
18 DE JUNHO | VALOR ECONÔMICO
Copom reduz Selic a 2,25%, em nível ‘compatível’ com impacto da pandemia
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central cortou ontem a taxa básica de juros de 3% para 2,25% ao ano. A queda deixa a Selic em um nível “compatível” com os impactos da pandemia, na avaliação do colegiado. Mas o Copom não descartou novo corte, afirmando que um eventual “ajuste futuro” será “residual”. Para o comitê, as medidas fiscais e de crédito adotadas pelo governo federal como resposta à pandemia tornaram o balanço de riscos para a inflação assimétrico, podendo levar a trajetória dos preços acima do previsto. “Neste momento, o comitê considera que a magnitude do estímulo monetário já implementado parece compatível com os impactos econômicos da pandemia da covid-19”, disse o colegiado do Banco Central (BC) após a decisão, tomada de maneira unânime. “Para as próximas reuniões, o comitê vê como apropriado avaliar os impactos da pandemia e do conjunto de medidas de incentivo ao crédito e recomposição de renda, e antevê que um eventual ajuste futuro no atual grau de estímulo monetário será residual.”
18 DE JUNHO | FOLHA DE S. PAULO
Governo lança parcelamento de dívida tributária com desconto de até 70%
O governo anunciou nesta quarta-feira (17) um programa de renegociação de dívidas tributárias para pessoas físicas e empresas. Serão oferecidos descontos de até 70% do valor total dos débitos. A ação é uma resposta à crise financeira provocada pelo novo coronavírus. O objetivo é permitir a regularização de contribuintes afetados pela pandemia, ao mesmo tempo em que o governo recupera parte dos créditos que tem a receber em um momento de forte queda da arrecadação.
18 DE JUNHO | O ESTADO DE S. PAULO
Com pandemia, 'prévia' do PIB despenca 9,73% em abril
A pandemia do novo coronavírus voltou a pressionar a atividade econômica em abril, mês que foi inteiramente afetado pelas medidas de isolamento social no Brasil, adotadas na segunda metade de março. O Banco Central informou nesta quinta-feira, 18, que seu Índice de Atividade (IBC-Br), uma espécie de "prévia" do Produto Interno Bruto (PIB) despencou 9,73% em abril ante março. O número foi calculado após ajuste sazonal, uma "compensação" para comparar períodos diferentes de um ano. Em março, o recuo havia sido de 6,16% (resultado revisado).
18 DE JUNHO | O ESTADO DE S. PAULO
'Cenário não é bom, mas não é o pior cenário', diz economista do Bank of America no Brasil
O Banco Central deixou a porta entreaberta para novo corte de juros, mas jogou um "balde de água fria" em quem esperava redução muito maior pela frente. Se vier um novo ajuste, será pequeno, provavelmente de 0,25 ponto porcentual, disse ao Estadão/Broadcast o chefe de economia e estratégia do Bank of America no Brasil, David Beker. Para o estrategista, a atividade econômica do País já pode ter chegado ao fundo do poço e há chance de o Produto Interno Bruto (PIB) cair menos este ano do que os 7,7% projetados pelo banco americano.
18 DE JUNHO | VALOR ECONÔMICO
Paulo Guedes fala em acelerar reformas, Bolsonaro em adiá-las
Contrastando com seu estilo colérico e arrebatado, o presidente Jair Bolsonaro é econômico em palavras e entusiasmo quando se refere às reformas econômicas. Se elas não forem retomadas depois que a pandemia passar, a economia continuará prostrada e o governo não terá então muito tempo até entrar no calendário eleitoral, perto do fim de 2021- apesar de Bolsonaro estar em campanha pela reeleição desde o primeiro momento em que pisou no Palácio do Planalto. O mérito da reforma da previdência, o maior feito do governo até agora, passa ao largo de Bolsonaro. Deveu-se muito mais à insistência da equipe econômica e à disposição do Congresso em realizá-la. O presidente intercedeu pouco, tardiamente, e quase sempre para favorecer categorias para as quais fez lobby em quase três décadas no Congresso: militares e policiais. Mas as economias para os cofres públicos em dez anos, de R$ 800 bilhões, emagreceram diante da destruição provocada pelo coronavírus, que pode elevar o déficit público este ano para perto dos R$ 700 bilhões.