DESTAQUES
14 DE MAIO | FOLHA DE S. PAULO
Centrais buscam apoio do Congresso para fortalecer sindicatos nos acordos trabalhistas na pandemia
As maiores centrais sindicais do país tentam, por meio de negociação no Congresso, reduzir o alcance da regra que permite a adoção de acordos individuais de salário e jornada ou da suspensão de contratos de trabalho. As duas possibilidades foram criadas pelo Medida Provisória 936, publicada em 1º de abril pelo governo Jair Bolsonaro. Se a negociação avançar, trabalhadores com salários a partir de R$ 1.500 só poderão ter redução de salário e jornada e suspensão de contrato após acordo coletivo com participação do sindicato da categoria.
14 DE MAIO | VALOR ECONÔMICO
Empresas adotam planos próprios de reestruturação e redução de salários
Empresas com necessidades maiores do que as opções oferecidas pelo governo federal para lidar com a crise, estão implementando espécies de planejamentos trabalhistas. Em vez de adotar a Medida Provisória 936 - que permitiu reduzir jornada e salário em 25%, 50% e 70% - estão utilizando previsão da própria Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para situações de força maior e implementando planos de descontos e prazos de duração diferenciados. Recentemente, uma indústria de São Paulo adotou, por exemplo, uma política que consiste na redução salarial de 25% por seis meses, para pagamento de um bônus também de 25% pelo mesmo período, durante o semestre seguinte. “Foi firmado um acordo coletivo, sem garantia de estabilidade”, diz o advogado Domingos Antonio Fortunato Netto, do escritório Mattos Filho. “Além disso, é possível reduzir custos variáveis como pagamentos por periculosidade ou insalubridade, já que se o trabalhador não está em atividade também não corre riscos”, afirma o especialista.
14 DE MAIO | FOLHA DE S. PAULO
Relator de MP de suspensão de contratos, Orlando Silva quer elevar para R$ 5.000 o limite de isenção do IR
Relator da medida provisória 936, da suspensão de contratos de trabalho na pandemia, Orlando Silva (PC do B) quer incluir no texto a proposta de elevar para R$ 5.000 o limite de isenção do IR. Acredita que a iniciativa pode ter apoio do centrão, que vem defendendo aumento de gastos públicos na crise.
14 DE MAIO | VALOR ECONÔMICO
Covid-19 pode influenciar a gestão de talentos
Diversas pesquisas recentes têm mostrado que a maioria dos profissionais está com grau de estresse e de exaustão muito alto depois da covid-19. É óbvio que uma grande parte desse efeito ocorre devido às incertezas relacionadas à saúde, ao emprego e às finanças pessoais. Para aqueles que podem trabalhar de casa, ainda existe a dificuldade de aprender a ser produtivo em um novo contexto que requer reorganização para acessar pessoas que antes se sentavam a poucos metros e usar teleconferências, que exigem um foco maior para captar pistas não verbais sobre os outros. O que antes era automaticamente processado, agora demanda mais energia mental, algo que pode levar a um esgotamento psíquico.
14 DE MAIO | VALOR ECONÔMICO
Gerdau amplia atuação de operadora logística
O grupo Gerdau, um dos maiores grupos siderúrgicos do país e do mundo, vai anunciar amanhã uma nova unidade da G2L, operadora logística criada há dois anos para fazer transporte cativo da companhia. A filial será situada em Mogi das Cruzes (SP), próxima de vias férreas e rodoviárias que ligam o eixo São Paulo-Rio de Janeiro. Segundo informou a Gerdau ao Valor, a G2L nasceu para transportar cargas próprias (aço, principalmente), mas no ano passado ganhou novo escopo, visando atuar também para terceiros. A empresa está sediada em Barueri, município da Grande São Paulo cortado pela rodovia Castelo Branco.
14 DE MAIO | VALOR ECONÔMICO
Liminar suspende desconto de contribuições ao Sistema “S”
Uma liminar do Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região suspendeu o desconto de 50% das alíquotas recolhidas pelas empresas ao Sistema “S”, assim como o aumento da taxa cobrada pela Receita Federal, de 3,5% a 7%, para arrecadar essas contribuições. As alterações foram impostas, em razão da pandemia, pela Medida Provisória nº 932. Como o pedido de liminar foi feito pelo Sesc e Senac do Distrito Federal, mas a arrecadação da taxa pela Receita Federal vai para o Tesouro Nacional e o texto da decisão judicial é genérico, empresas ficaram sem saber o que fazer no próximo dia 20, prazo para o primeiro recolhimento dos novos percentuais. A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) afirma, porém, que a decisão só alcança empresas do comércio do DF e diz que já recorreu.
14 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Queda no faturamento é principal impacto da covid-19 para sete em cada 10 indústrias
A pandemia do novo coronavírus atingiu as empresas industriais de diversas maneiras com a queda da demanda, diminuição ou mesmo paralisação da produção, dificuldades logísticas e dificuldade de acesso a crédito. Para sete em cada dez empresas do setor, a queda no faturamento é o principal impacto da pandemia neste momento, segundo a Sondagem Especial: Impacto da covid-19 na Indústria, elaborada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Além da queda no faturamento, 53% dos empresários também citaram o recuo das atividades produtivas entre os principais impactos da crise.
14 DE MAIO | VALOR ECONÔMICO
Presidente da Câmara quer ampliar reforma tributária
O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou ontem ao Valor que o debate sobre a reforma tributária será retomado nas próximas semanas e que um texto “ainda mais amplo” precisa ser aprovado após a pandemia para acelerar a recuperação econômica e diminuir o custo para a sociedade pagar a dívida criada para enfrentar a covid-19. “Se a reforma não andar, o pós-pandemia será um caos para o Brasil”, disse. Ao participar do lançamento virtual do livro “Tributação 4.0”, Maia afirmou que a votação é um grande desafio e que a discussão sobre a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 45 será retomada “dentro de algumas semanas” e de forma ampliada. “Em algumas semanas vamos voltar com o debate sobre a proposta que está colocada, mas certamente a discussão sobre o sistema tributário como um todo será um pouco mais complexa e mais relevante”, disse.
14 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Risco país e dólar disparam e Brasil vira a economia mais arriscada para o investidor
O Brasil passou nas últimas semanas a ser um país mais arriscado para o estrangeiro investir, se descolando de outros emergentes. Isso porque, se a crise econômica causada pela pandemia do novo coronavírus é uma realidade para todos, os ruídos políticos, além de serem muito mais intensos aqui, ajudaram a elevar as preocupações sobre a recuperação da atividade e em relação às contas fiscais brasileiras. Resultado: o risco-país subiu bem mais na economia doméstica que em outras regiões e o real é a moeda que mais se desvaloriza ante o dólar entre os principais emergentes.
14 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Bancos veem 'redução severa' no crédito e tentam vetar projeto de lei que limita juros
Os bancos tentam barrar o projeto de lei que limita os juros cobrados no cartão de crédito e no cheque especial em 20% ao ano. O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, tem conversado com os senadores, inclusive o presidente da casa, Davi Alcolumbre, e levado a eles argumentos como a possibilidade de 'redução severa' do crédito por conta da medida e que compõem uma nota técnica obtida pelo Broadcast. O estabelecimento de um teto para os juros do cartão de crédito e do cheque especial, que estão entre as modalidades mais caras do País, é uma das pautas previstas para votação nesta quinta, 14, no Senado, em mais uma sessão remota, a partir das 16 horas. Estão previstos cinco projetos relacionados à pandemia do novo coronavírus.
14 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
‘Governo não pode dar dinheiro a fundo perdido a empresas’, diz presidente da Whirpool
A crise gerada pelo coronavírus colocou vários setores de atividade contra as cordas. O presidente da multinacional Whirlpool, João Carlos Brega, afirma que, apesar das dificuldades sem precedentes, o governo federal precisa ser cirúrgico ao liberar recursos. "Todo mundo está tendo dificuldade - e há algumas situações extremas, como a das companhias aéreas", disse o executivo, durante a série de entrevistas ao vivo "Economia na Quarentena", do Estadão. "(Mas a liberação) não pode ser a fundo perdido, pois é o dinheiro do contribuinte." O executivo também criticou a falta de sintonia entre as várias esferas do governo no que se refere ao combate à pandemia de covid-19.
14 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Mercado de fusões e aquisições deve cair à metade em 2020
O mercado de fusões e aquisições (M&A) no Brasil deve cair à metade em 2020 em decorrência do novo coronavírus, segundo previsão da consultoria global Duff & Phelps. Até 2018, o setor mantinha o nível histórico de cerca de 750 transações ao ano, mas saltou para 1.050 em 2019 e a expectativa era de atingir 1.350 transações em 2020. Segundo Alexandre Pierantoni, diretor-executivo da consultoria, a expectativa é que, com a pandemia, as transações voltem - ou sejam ainda menores - do que o patamar de 750 contratos fechados ao ano.
14 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Resgate de dinheiro em programa de fidelidade no cartão salta na crise
Com boa parte da população trancada em casa e sem esperança de quando poderá voltar a viajar, os brasileiros estão demandando mais o chamado cashback, serviço que oferece dinheiro de volta em compras. No Santander Brasil, a maior demanda fez a participação desta alternativa na composição do Esfera, programa de pontos do banco, quintuplicar. Se antes da pandemia do novo coronavírus o pedido de resgate em dinheiro representava entre 5% e 6%, a fatia agora chega a 30% de todas as trocas feitas.