DESTAQUES
13 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Desemprego vai aumentar, é bom ter um plano B
O governo deve divulgar hoje sua nova estimativa de desempenho do Produto Interno Bruto (o PIB que mede a produção total de bens e serviços no País), em 2020. E tudo indica que ela vem ratificar o que o mercado financeiro já projeta há algumas semanas, uma queda da atividade econômica superior a 4%. A previsão anterior da equipe econômica era a de que o número ainda fosse positivo, de 0,02%. No entanto, desde meados de março, quando a pandemia levou à adoção do isolamento social com o fechamento do comércio e de muitas empresas, o desempenho econômico está vindo ladeira abaixo, com consequências desastrosas no nível de emprego. Pelos levantamentos do IBGE, a taxa de desemprego no País no primeiro trimestre do ano ficou em 12,2%, o que representa cerca de 13 milhões de pessoas fora do mercado de trabalho. E com essa paradeira da economia, os números poderão aumentar, e muito.
13 DE MAIO | VALOR ECONÔMICO
MP 927 incorporará mudanças trabalhistas de MP que caducou
O deputado Celso Maldaner (MDB-SC), relator da medida provisória (MP) 927, que altera a legislação trabalhista com o argumento de dirimir os impactos da pandemia causada pela covid-19, acertou com o governo que incorporará “oito ou nove pontos” da extinta medida provisória do Emprego Verde e Amarelo em seu parecer, que será votado direto no plenário da Câmara. Entre os pontos estão a alterção do índice de correção das dívidas trabalhistas, para que os valores devidos cresçam menos, e o fim da previsão de que acidentes no trajeto entre a residência e a empresa sejam classificados como de trabalho - o que gera custos para as empresas e garante estabilidade ao empregado.
13 DE MAIO | O GLOBO
Governo admite estender auxílio além de 3 meses
Integrantes da equipe econômica já admitem, nos bastidores, que o governo pode ser obrigado a prorrogar o auxílio emergencial de R$ 600 a trabalhadores informais para além dos três meses inicialmente previstos. Depois de o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos da Costa, admitir esta semana que medidas como essa poderiam ter “vindo para ficar”, o Ministério da Economia divulgou nota ontem negando essa possibilidade. Fontes do governo, contudo, reconhecem que a pasta está sendo pressionada a estender o benefício e até a torná-lo permanente.
13 DE MAIO | VALOR ECONÔMICO
Hospitais ajudam empresas a criar nova rotina de trabalho
Com a expectativa de um retorno gradual das atividades nos próximos meses, as empresas estão procurando os hospitais e especialistas em saúde para criar as rotinas necessárias em seus ambientes para evitar a contaminação de funcionários e clientes pelo novo coronavírus. Os projetos, montados por infectologistas, epidemiologistas e especialistas em segurança hospitalar, contemplam uma série de ações, como análise do índice de contaminação na região onde a empresa está instalada, acompanhamento de familiares dos funcionários e fornecedores, adoção de horários alternados de expediente, distanciamento entre as pessoas, higienização com produtos específicos, uso de itens de proteção. Há ainda mudanças de rotinas. Os hotéis, por exemplo, estão sendo aconselhados a servir café da manhã aos hóspedes nos quartos, e não em áreas comuns, a fim de evitar aglomerações.
13 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
De sorteio a loja no Mercado Livre, montadoras fazem tudo para conseguir vender
Com o pior resultado em vendas para o quadrimestre em 14 anos, a indústria automobilística intensifica ações para amenizar os efeitos da crise provocada pela covid-19. Vale tudo: novas plataformas de vendas, financiamento com primeira parcela em seis meses e sorteio de caminhões. De janeiro a abril foram vendidos 613,8 mil veículos novos no País, o menor volume para o período desde 2006, que teve vendas de 548,7 mil unidades. Na disputa pelos poucos clientes interessados na aquisição de um carro novo, a General Motors anunciou na última terça-feira, 12, que terá uma “loja” exclusiva no Mercado Livre, maior plataforma de e-commerce da América Latina.
13 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Mesmo com 'corrida' aos supermercados, vendas no varejo em março caem 2,5% ante fevereiro
As vendas do comércio varejista caíram 2,5% em março ante fevereiro, na série com ajuste sazonal, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que esperavam desde uma queda de 16% a avanço de 0,80%, mas foi melhor que a mediana, que apontava queda de 4,70%. A variação para este mês foi a mais acentuada queda desde março de 2003, quando tinha recuado 2,7%. No varejo ampliado, que inclui as atividades de veículos e material de construção, a baixa de 13,7% em março ante fevereiro foi a mais aguda da série histórica iniciada em 2003.
13 DE MAIO | FOLHA DE S. PAULO
Após encontro com lobistas da indústria, governo planeja reunião com representantes dos serviços
Depois da reunião entre os 15 representantes da indústria com Bolsonaro e Paulo Guedes, que foi parar no STF na última quinta-feira (7), o Ministério da Economia planeja um encontro com representantes do setor de serviços nesta quinta (14). Na pauta, o mesmo assunto: os impactos da crise do coronavírus sobre os negócios. O pedido para que a reunião aconteça foi assinado pelas associações empresariais e enviado pela frente parlamentar que representa o setor. Segundo a pasta, o encontro e a lista de participantes dependem de confirmação na véspera.
13 DE MAIO | FOLHA DE S. PAULO
Decreto sobre academias é mais um desgaste, gera insegurança e é péssimo, diz ministro do STF
O ministro Marco Aurélio, do Supremo Tribunal Federal, disse que o decreto assinado nesta segunda (11) por Jair Bolsonaro é "mais um desgaste para o poder central". O presidente inseriu academias, salões de beleza e barbearias no rol de serviços essenciais durante a pandemia. Governadores disseram que vão ignorar a medida e vão se pautar por orientações médicas. Para o ministro, a decisão de Bolsonaro deveria ter sido acertada com os outros entes da federação.
13 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Nova projeção do governo para PIB em 2020 ficará entre queda de 4% e 5%
A equipe econômica vai rever sua projeção para o desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020 para uma queda entre 4% e 5%, segundo apurou o Estadão/Broadcast. A última estimativa oficial, divulgada em março, ainda era de uma alta de 0,02%. O governo tem mapeado efeitos significativos da pandemia do novo coronavírus sobre a atividade econômica, o que levou à “queda brusca” nas previsões. No último Boletim Focus, que reúne as previsões de mercado, a projeção mostrou que a economia deve encolher 4,11% neste ano.
13 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
‘Sabemos que a economia não vai parar’, diz secretário-executivo da Economia
O secretário executivo do Ministério da Economia, Marcelo Guaranys, defende uma coordenação conjunta com o Ministério da Saúde no planejamento da retomada das atividades econômicas como saída da crise provocada pela pandemia da covid-19. Em entrevista ao Estadão/Broadcast, Guaranys afirma que é importante ter “racionalidade” na discussão. Na segunda-feira, o ministro da Saúde, Nelson Teich, disse que não foi consultado sobre a inclusão de salões de beleza, barbearias e academias na lista de atividades essenciais e que a decisão tinha sido tomada só pelo Ministério da Economia.
13 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Banco Central amplia circulação de dinheiro no mercado a nível recorde
O aumento de saques em espécie, a redução no volume de depósitos e compras no comércio e o pagamento de auxílios a um quarto de toda a população brasileira levaram o Banco Central a ampliar a quantidade de papel-moeda em circulação para o maior patamar da história do real. Em apenas dois meses desde a declaração de pandemia pelo novo coronavírus, o BC colocou na rua mais R$ 52 bilhões em cédulas, o que levou o dinheiro em circulação no País à marca de R$ 311,5 bilhões, segundo dados da última terça-feira, 12.
13 DE MAIO | O GLOBO
Governo adia o pagamento de R$ 9,6 bilhões em impostos
O governo adiou o pagamento de R$ 9,6 bilhões em impostos de empresas e pessoas físicas, devido à pandemia do coronavírus. O anúncio, feito ontem, tem por objetivo dar mais tempo aos contribuintes para que honrem os compromissos com a União. Com a crise, muitos têm atrasado o pagamento de tributos. A medida adia o vencimento, por até cinco meses, das prestações dos parcelamentos administrados pela Receita Federal e pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Tributos estaduais e municipais não entram na prorrogação. Tanto os parcelamentos ordinários, que têm previsão em leis normais, quanto os especiais, que têm condições específicas, como os fixados em programas como o Refis, ficam postergados.