DESTAQUES
12 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Centrais sindicais querem corte de salários e jornada como solução permanente em crises
A adesão de empresas e trabalhadores ao programa de manutenção de empregos com carteira em meio à pandemia do novo coronavírus está motivando duas das maiores centrais sindicais a defenderem que a política se torne um instrumento permanente para momentos de crise no País. Até agora, já foram negociados mais de 6,5 milhões de acordos individuais e coletivos de redução de jornada e salários ou suspensão de contratos. O apoio à medida não é irrestrito e vem com ressalvas: as centrais querem garantir maior participação dos sindicatos na mediação desses acordos e um benefício mais polpudo aos trabalhadores que toparem a negociação.
12 DE MAIO | FOLHA DE S. PAULO
7 milhões de trabalhadores formais tiveram salário e jornada cortados após pandemia
O número de trabalhadores formais que tiveram salários e jornadas reduzidos ou contratos suspensos após a crise do novo coronavírus ultrapassou 7 milhões nesta segunda-feira (11), segundo dados do Ministério da Economia. O saldo representa 21% do total de empregados com carteira assinada no país. No dia 1º de abril, o presidente Jair Bolsonaro editou uma MP que autoriza a suspensão de contratos ou redução de salários e jornadas de trabalhadores durante a crise provocada pela pandemia.
12 DE MAIO | VALOR ECONÔMICO
Pedidos de seguro-desemprego crescem 22% em abril
Os pedidos de seguro-desemprego aumentaram 1,3% de janeiro a abril deste ano, totalizando 2,337 milhões, informou ontem o Ministério da Economia. Em abril, foram 748,5 mil solicitações, alta de 22,1% em relação ao mesmo mês em 2019. O governo considera positivo o fato de os pedidos não haverem disparado, na esteira das medidas de contenção da pandemia. Esse é o resultado considerado positivo da flexibilização de normas trabalhistas, com a possibilidade de suspender contratos ou reduzir proporcionalmente a jornada de trabalho e os salários, ambos com complementação de renda pelo governo. Até ontem, 6,6 milhões de trabalhadores haviam tido seus empregos preservados por esses mecanismos.
12 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Como superar os desafios do trabalho remoto durante a pandemia
Há quase dois meses, por conta da pandemia do novo coronavírus, estamos experimentando uma mudança drástica na forma de trabalhar. Tecnicamente, estamos fazendo home office, mas, na prática, diversos aspectos distanciam bastante o formato atual do sentido original desse termo. Poucas pessoas defenderiam que o modelo ideal seria trabalhar de casa, com os filhos enclausurados o dia inteiro, dividindo o espaço com o cônjuge ou sem alguém para ajudar nas tarefas domésticas, com privação de contatos sociais e das atividades que lhe dão prazer. Por isso, qualquer avaliação feita sobre as vantagens do home office no cenário atual é precipitada e imprecisa. Precisamos tratar o modelo atual como ele realmente é: provisório e forçado.
12 DE MAIO | VALOR ECONÔMICO
Bolsonaro declara manicure e academia como serviço essencial e surpreende Teich
O presidente Jair Bolsonaro declarou ontem salões de beleza, barbearias e academias esportivas como “serviços essenciais”, medida que aumenta o conflito entre ele governadores e prefeitos sobre o grau de isolamento e de trava à atividade econômica em meio à pandemia de covid-19. A medida surpreendeu o ministro da Saúde, Nelson Teich, que afirmou não ter sido consultado a respeito. O anúncio feito por Bolsonaro na porta do Palácio da Alvorada - e depois confirmada em edição extra do “Diário Oficial da União” (DOU) - ocorre em meio a uma escalada no número de casos e de mortes causadas pelo coronavírus no país. O DOU classificou ainda atividades de construção civil e industriais nessa categoria. Em todos os casos, a redação do decreto vem com a observação de que as atividades são essenciais, “obedecidas as determinações do Ministério da Saúde”.
12 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Parecer do MP-SP pede suspensão do novo rodízio na capital
O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) emitiu um parecer que pede a suspensão do rodízio ampliado na cidade de São Paulo, que entrou em vigor nesta segunda-feira e restringe a circulação de aproximadamente 50% dos veículos na capital. Os promotores alegam que a gestão do prefeito Bruno Covas (PSDB) não apresentou justificativas nem embasamento técnico para o rodízio ampliado. O MP-SP pediu a derrubada do rodízio, decretado como medida de combate à pandemia do novo coronavírus, em uma ação judicial de autoria do vereador Fernando Holiday (Patriota). O MP discordou dos argumentos do vereador, mas concordou que o rodízio ampliado deveria ser suspenso. A Prefeitura ainda não se manifestou nos autos.
12 DE MAIO | FOLHA DE S. PAULO
Governo avalia desonerar empresas para retomada, indica Carlos da Costa
O governo avalia desonerar empresas dentro de reforma tributária como medida para a retomada, indicou o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, nesta segunda-feira (11). Ao participar de live promovida pelo BTG Pactual, Costa apontou que há muita gente ponderando que o governo precisa reduzir impostos no segundo semestre porque as empresas vão estar em grande dificuldade e com a conta do diferimento tributário a arcar.
12 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Com pandemia, setor de serviços tem queda recorde de 6,9% em março
Com o fechamento obrigatório de diversos estabelecimentos de serviços não essenciais a partir da segunda metade de março em decorrência das medidas de isolamento para conter o avanço do coronavírus, o volume de serviços prestados no mês teve queda recorde de 6,9% no mês na comparação com fevereiro. O resultado é o pior da série histórica da Pesquisa Mensal de Serviços, iniciada em 2011, superando até a taxa de -4,8% de maio de 2018, durante a greve dos caminhoneiros. A taxa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira, 12, veio pior que a mediana das expectativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, de queda de 6% no volume de serviços em março ante fevereiro. Em fevereiro o setor já havia recuado 1%
12 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Sem falar em valores, presidente da Caixa sinaliza redução de juros do cheque especial
Em evento de hasteamento da Bandeira Nacional nesta terça-feira, 12, o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, sinalizou "reduções de juros", incluindo no cheque especial. "A gente tem boas notícias em relação a reduções de taxa de juros, que a gente vai anunciar muito em breve", respondeu quando questionado pelo presidente Jair Bolsonaro sobre "boas notícias". Em seguida, quando perguntado pelo presidente sobre o juros do cheque especial, Guimarães sinalizou uma nova redução. "Quanto era o cheque especial no comecinho de 2019?", perguntou Bolsonaro. O presidente da Caixa respondeu que no período os juros estavam em 14% ao mês e atualmente estão em 2,9% ao mês.
12 DE MAIO | VALOR ECONÔMICO
Senado quer limitar juros do cheque especial e aumentar CSLL dos bancos
Os líderes do Senado acertaram ontem um calendário para votação de 14 projetos de lei com medidas de combate à crise causada pelo coronavírus que atingem os bancos. Entre elas, está a de limitar a taxa de juros do cartão de crédito e do cheque especial durante a pandemia, a suspensão do pagamento do crédito consignado e a elevação da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) do setor financeiro de 20% para 50%. Há uma irritação no Senado com o que consideram um represamento dos empréstimos durante a crise da covid-19. Segundo o líder do PT no Senado, Rogério de Carvalho (SE), os temas dos projetos pautados foram todos consensuais e não tiveram oposição de nenhum partido nem do governo durante a reunião. “Está todo mundo de saco cheio do exagero dos bancos, da ganância deles neste momento. Há uma insatisfação generalizada”, disse. “O que os bancos têm feito neste momento é fora do normal. Estão cobrando até taxas de assinatura de pequenas empresas para empréstimos que têm fundo garantidor”, acusou.
12 DE MAIO | VALOR ECONÔMICO
ICMS cai 19% em abril e SP prevê perda maior para maio e junho
O governo de São Paulo arrecadou pouco mais de R$ 11 bilhões de ICMS em abril, resultado 19% (ou R$ 2,6 bilhões) inferior ao esperado com base no mesmo período do ano anterior (que é o que constava na previsão orçamentária). “Se projetarmos à frente, estamos vendo até uma queda maior em junho e maio, uma queda substancial da arrecadação”, afirmou o secretário da Fazenda, Henrique Meirelles.
12 DE MAIO | VALOR ECONÔMICO
Presunções e conjecturas para tempos do pós covid (Pedro Cafardo)
Antes, infelizmente muito antes do fim da mais grave crise sanitária global em cem anos, já é possível vislumbrar algumas prováveis mudanças que essa tragédia vai provocar na economia, na política e no comportamento. Países, pelo menos os mais poderosos, não serão mais tão descuidados com sua segurança. Sempre pensaram que a posse de armas nucleares seria suficiente para desencorajar invasores que ameaçassem a vida dos cidadãos nacionais. Desde o fim da Segunda Guerra e até hoje, EUA, Rússia (ex-União Soviética) e outras potências estão sentados em seus arsenais nucleares e empenhados em impedir que países menos avançados obtenham armas atômicas.
12 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
'Taxa de desemprego real nos EUA já chega a 25%', diz Barry Eichengreen
A profunda recessão que os Estados Unidos estão enfrentando por causa da pandemia de coronavírus já levou a taxa de desemprego do país, na prática, para perto de 25%, semelhante à registrada na Grande Depressão dos anos 1930. A afirmação é do professor Barry Eichengreen, da Universidade da Califórnia, em Berkeley. Em abril, tal indicador saltou para 14,7%, mas Eichengreen destaca que há mais 5% de pessoas desempregadas que as estatísticas oficiais apontam que "não estão trabalhando por outros motivos" e mais 5% que estão em desalento por causa da crise e, portanto, não buscam vagas no mercado.