DESTAQUES
12 DE JUNHO | VALOR ECONÔMICO
Governo ajusta regra de crédito para salário
Em processo de ajuste por ter sido menos procurada do que o esperado, a linha de crédito para folha salarial do Programa Emergencial de Suporte a Empregos (Pese) pode ter sua duração alongada por mais dois meses, chegando até o final de outubro. O novo prazo deverá constar do texto substitutivo que o deputado Zé Vitor (PL-MG) prepara para a medida provisória 944, que regula a matéria. A linha também é conhecida como Fopas e Fopag. A equipe econômica dialoga com o deputado para fazer mudanças, informou o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos Da Costa, ao anunciar a linha de crédito do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), na última quarta-feira.
12 DE JUNHO | VALOR ECONÔMICO
Executivo e Congresso disputam ‘reforma’ da linha
Anunciada pelo Banco Central (BC) como uma das medidas mais relevantes para destravar o crédito a pequenas empresas, a linha de financiamento à folha de pagamento frustrou as expectativas e agora é alvo de disputa entre o Executivo e o Legislativo. Os dois Poderes buscam protagonismo nas discussões para “consertar” o programa, e afastaram os bancos do processo. O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou na terça-feira que o BC vai anunciar mudanças no programa para “desentupir os canais”, de forma que os recursos cheguem à ponta.
12 DE JUNHO | VALOR ECONÔMICO
Em shoppings, lojista espera ‘efeito champanhe’
A reabertura dos shoppings iniciada ontem na cidade de São Paulo tende a seguir, nos próximos dias, um efeito visto em outras cidades em que as vendas foram retomadas recentemente: o chamado efeito champanhe. A ideia é que, assim como acontece na abertura de uma garrafa da bebida, um estouro inicial de demanda é registrado, com os consumidores querendo “matar as saudades” de fazer compras nos centros comerciais. Na sequência, o movimento se estabiliza. “O que temos visto é um movimento que supera as vendas de anos anteriores no mesmo dia, que depois cai e fica na faixa de 60% do normal”, disse o presidente de uma rede com 100 lojas pelo país.
12 DE JUNHO | O GLOBO
Com auxílio emergencial, número de beneficiários de transferência de renda dobra no país
Terminar o mês sem dever nada. Esta é uma nova realidade na vida de Vanuzia Silva Oliveira, de 46 anos, moradora de Maetinga, no interior da Bahia, que viu o benefício do Bolsa Família dobrar com o auxílio emergencial por ser chefe de família. Desempregada, recebendo R$ 1.200 por mês do governo federal e com oito filhos e um neto para cuidar, ela agora consegue não apenas fazer a compra do mercado, como pagar as contas atrasadas sem fazer novas dívidas.
12 DE JUNHO | VALOR ECONÔMICO
Congresso articula fórmula própria para criar renda básica
Em paralelo ao governo, o Congresso Nacional trabalha na busca de fontes para custear um programa de renda básica que suceda o auxílio emergencial e seja mais amplo que o Bolsa Família. Técnicos do Legislativo já mapearam um vasto número de programas sociais existentes e fontes adicionais de recursos para bancar esse novo programa. Eles redigem alternativas a serem levadas ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que ontem já recebeu informações preliminares, e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).
12 DE JUNHO | O GLOBO
Classe média da América Latina se vê em risco diante da crise provocada pela Covid-19
Em recente relatório, a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) projetou um aumento do desemprego de 3,4 pontos para este ano na região, o que representa, na vida real, a perda de 11,5 milhões de postos de trabalho. Este é um dos indicadores que permite vislumbrar a crise em que mergulhou a classe média latino-americana após a chegada da pandemia ao continente. Histórias como a do chileno Javier Vázquez, que até março trabalhava num bar de Santiago, dão vida aos números que a Cepal, universidades e consultorias econômicas privadas vêm divulgando. Sem emprego, Javier vive do dinheiro que economizou fazendo biscates e da venda de objetos pessoais. Teve a sorte de ter seu aluguel reduzido e, por isso, ainda não se mudou para a casa de algum amigo ou parente, como fizeram muitas pessoas que conhece.
12 DE JUNHO | O ESTADO DE S. PAULO
Temor sobre nova onda de coronavírus faz Bolsas de NY caírem mais de 5%
As bolsas de Nova York fecharam nesta quinta-feira, 11, com quedas superiores a 5%. Referência para o mercado americano, o índice Dow Jones despencou quase 7%, no maior tombo porcentual em quase três meses. Temores relativos ao surgimento de uma nova onda de casos de coronavírus continuaram pressionando os mercados no exterior, após vários Estados americanos informarem aumento no volume de novos diagnósticos da doença. Na visão de investidores e analistas, o possível avanço da pandemia pode ser um sinal de que as previsões pessimistas divulgadas pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) para a trajetória da maior economia do mundo podem estar corretas, embora o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenha questionado os números pelo Twitter.