DESTAQUES
11 DE OUTUBRO | VALOR ECONÔMICO
A renovação do Congresso
O desejo popular de renovação da política nacional encontrou no resultado das eleições de domingo passado uma inequívoca expressão. Nada menos que metade da Câmara e 85% do Senado serão de novatos na política ou de políticos que estavam fora e voltaram. Tal desfecho terá enormes consequências e trará muitos desafios para o próximo governo, seja qual for o presidente eleito no segundo turno. Nem sempre o que se apresenta como “novo” é necessariamente benéfico para o País. O Congresso que emerge das urnas será muito mais fragmentado do que o atual, em pelo menos dois sentidos: o número de partidos subirá de 25 para 30 na Câmara e de 17 para 21 no Senado; e vários dos eleitos se consideram dispensados de seguir as diretrizes dos partidos pelos quais competiram. Logo, qualquer negociação política será muito mais trabalhosa, porque não bastará acertar-se com os partidos tradicionais para deles obter o voto homogêneo de suas bancadas, em número suficiente para aprovar os projetos de interesse do governo, pois essas legendas perderam muito de sua força.
11 DE OUTUBRO | VALOR ECONÔMICO
Desconhecimento de gravidez não isenta empregador de indenizar após demissão
O Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu que o fato de uma empresa desconhecer a gravidez de empregada não afasta a necessidade de pagamento de indenização decorrente da estabilidade em caso de demissão. A decisão, em repercussão geral, acompanha posicionamento do Tribunal Superior do Trabalho (TST). O recurso analisado pelos ministros foi apresentado pela empresa Resin República Serviços e Investimento. No Supremo (RE 629053), pedia a reforma de decisão do TST que assegurou indenização a uma funcionária demitida. A companhia não sabia da gravidez no momento da demissão sem justa causa. No TST, o entendimento foi o de que o artigo 10, inciso II, alínea b, do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) protege a gestante da dispensa arbitrária ou sem justa causa de modo objetivo, sem impor requisitos ou condições, no período compreendido entre a confirmação da gestação até cinco meses após o parto.
11 DE OUTUBRO | VALOR ECONÔMICO
Indústria cobra propostas de candidatos para setor
Entidades que reúnem os mais diversos ramos da indústria brasileira enviaram aos candidatos à Presidência propostas para recuperar e dinamizar o setor nos próximos anos. As demandas, já bem conhecidas, envolvem a redução do chamado custo-Brasil, em que o carro-chefe é a reforma tributária, a revisão de barreiras tarifárias e o incentivo à inovação por meio de linhas de financiamento. Isso tudo somado ao equilíbrio macroeconômico: ajuste fiscal, juros e inflação baixos. Em contraposição às demandas da indústria, os programas de governo dos dois candidatos que chegaram ao segundo turno são superficiais quanto às políticas para o setor. A expectativa é que agora as campanhas sejam mais propositivas.
11 DE OUTUBRO | VALOR ECONÔMICO
Falta emprego e sobram vagas
Empregadores, educadores e jovens parecem viver em universos paralelos. A educação não prepara os jovens de forma adequada para o mercado de trabalho que, por sua vez, demanda dos novatos capacidades ainda não desenvolvidas. Um cenário complexo - porém possível - de ser solucionado, ainda mais ao considerarmos o atual momento de transição, com a crescente onda de automação e a inevitável integração tecnológica. Para se adaptar à nova realidade e não ficar para trás no tabuleiro internacional, o Brasil precisará se reinventar, superando déficits educacionais e oferecendo aos jovens chances de boa colocação. Se hoje o mercado de trabalho oferta novas posições, com funções e formatos diferentes das carreiras tradicionais, também exige outras habilidades de quem as ocupam. Apesar de o diagnóstico não ser novo, suas implicações surpreendem.
11 DE OUTUBRO | O ESTADO DE S.PAULO
Medo do desemprego ainda é alto
O Índice de Medo do Desemprego, elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que registrou queda de 2,0 pontos porcentuais em setembro na comparação com junho, mostra que começam a se dissipar as apreensões geradas pela paralisação da economia no fim de maio provocada pela greve dos caminhoneiros. O humor do brasileiro parece mover-se aos sobressaltos. No início do ano, predominava a sensação de que o pior da crise já havia passado. Sobreveio, porém, a greve dos caminhoneiros, com graves consequências para a economia, o que teve efeito direto sobre o estado de ânimo da população.
11 DE OUTUBRO | FOLHA DE S.PAULO
Vagas para qualificados
Apesar do crescimento lento da economia, há profissões e cargos com demanda reprimida no país e salários em tendência de alta para 2019, segundo a Robert Half. Os profissionais de desenvolvimento de software para aparelhos móveis são os que deverão ter a maior alta salarial, de acordo com a consultoria de recrutamento. A remuneração média desse trabalho, que parte de R$ 6 mil nas empresas de pequeno porte e chega a R$ 11 mil nas maiores, deverá subir para até R$ 13 mil em 2019. A posição de gerente de planta fabril também passa por bom momento e poderá ter alta de 10% na remuneração média, que atualmente tem como piso R$ 11 mil.
11 DE OUTUBRO | O GLOBO
Até robôs discriminam mulheres em seleção para emprego
Os especialistas em tecnologia de aprendizado de máquinas da Amazon.com descobriram um grande problema: seu novo mecanismo de recrutamento de pessoal não gosta de mulheres. A equipe vinha criando programas de computador desde 2014 para revisar os currículos dos candidatos a emprego, com o objetivo de automatizar a busca por talentos, disseram à Reuters cinco pessoas familiarizadas com o assunto. A automação tem sido fundamental para o domínio do comércio eletrônico pela Amazon, seja dentro de armazéns de mercadorias ou direcionando decisões de preços. A ferramenta experimental de contratação da empresa utilizou inteligência artificial para dar aos candidatos a emprego na companhia pontuações que variam de uma a cinco estrelas.
11 DE OUTUBRO | O GLOBO
Órgãos públicos vão dispensar firma reconhecida nos documentos
A apresentação de documento autenticado com firma reconhecida não será mais necessária em órgãos públicos. Isso porque o presidente Michel Temer sancionou, nesta segunda-feira, dia 9, projeto aprovado pelo Congresso que também acaba com a exigência de apresentação de certidão de nascimento. A lei abrange as esferas federais, estaduais e municipais, e tem como objetivo principal simplificar os procedimentos burocráticos, reduzir gastos e diminuir os riscos de fraudes. Temer, contudo, vetou o artigo que estabelecia a vigência imediata da lei. O presidente justificou que a repercussão exige adaptação do poder público. Desta forma, a lei passa a valer em 45 dias.