DESTAQUES
10 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Saúde mental de profissionais é posta em evidência com pandemia
Há mais de 50 dias trabalhando de casa, a servidora pública Maria Cláudia Mendes, de 33 anos, foi surpreendida com sintomas de ansiedade nunca antes vivenciados. Embora o cargo a garanta uma dose de estabilidade, o receio de um possível corte de salário associado à cobrança por produtividade e a medos comuns na pandemia do novo coronavírus a levaram a episódios de taquicardia e insônia.A história de Maria Cláudia se parece com a de muitas outros profissionais que têm convivido com a ansiedade. Uma pesquisa realizada pela startup Pulses, que desenvolve ferramentas para medir o clima organizacional, apontou que 54% dos entrevistados estão tendo níveis de ansiedade médios e altos durante a quarentena. Entre eles, as mulheres são as que se sentem mais ansiosas.
10 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Mão de obra chega para ‘virada’ online do varejo
Enquanto a maior parte das lojas está fechada por causa do combate à epidemia do coronavírus, os departamentos de recursos humanos seguem na ativa nos bastidores para contratar centenas de profissionais de tecnologia para colocar em pé projetos digitais de gigantes do comércio tradicional. E estão conseguindo atrair profissionais que até pouco tempo atrás atuavam em startups. A Guararapes, dona da Riachuelo, montou em 15 dias um novo aplicativo de venda online. A solução permite a venda por celular, WhatsApp e por meio de uma rede de clientes criada por funcionários.
11 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Bolsonaro deve vetar reajuste de servidor
O presidente Jair Bolsonaro sinalizou no domingo, 10, que vetará dispositivo que abre a possibilidade de reajuste para servidores públicos, prevista na lei de socorro aos Estados e municípios. “Amanhã a gente sanciona o projeto, com vetos. Está resolvida a parte... tem tudo para dar certo, apesar dos fechamentos por aí”, disse o presidente a apoiadores, em frente ao Palácio da Alvorada. Bolsonaro, porém, não deixou claro se estava falando do projeto de auxílio a Estados e municípios. Questionado por jornalistas, ele respondeu: “’Sanção’ era o marido da Dalila”, em referência a Sansão, uma figura bíblica.
09 DE MAIO | FOLHA DE S. PAULO
Praticamente estagnadas em abril, montadoras miram incentivos para preservar empregos
O passado distante bate à porta do setor automotivo. A tempestade perfeita causada pela pandemia do novo coronavírus- somada à crise política- derrubou a produção de veículos em abril. Os números regrediram a níveis registrados em 1957, primeiro ano cheio de uma indústria que surgiu com o Plano de Metas do governo Juscelino Kubitschek. Apenas 1.800 unidades foram fabricadas no país no mês passado, segundo a Anfavea (entidade que representa as montadoras instaladas no Brasil). a produção de veículos caiu 99,4% em relação a abril de 2019 e 99% na comparação com março. No acumulado do ano, a queda é de 39,1%.
11 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Presidente vai ampliar lista de essenciais
O presidente Jair Bolsonaro disse hoje que vai ampliar o rol de atividades essenciais durante a pandemia da covid-19, ou seja, autorizadas a funcionar a despeito das medidas de distanciamento social. “Amanhã devo botar mais algumas profissões como essenciais. Vou abrir, já que eles não querem abrir, a gente vai abrindo aí”, afirmou Bolsonaro a apoiadores, em frente ao Palácio da Alvorada. Na quinta-feira, 7, Bolsonaro decretou que as atividades industriais e a construção civil também são essenciais em meio ao avanço do novo coronavírus. O presidente é crítico a restrições ao trabalho e comércio durante a pandemia.
09 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Empresa que possuir débito com a União também receberá ajuda federal
A linha de R$ 40 bilhões para financiar folhas de pagamentos não aconteceu: só 1% desse total foi emprestado. Para mudar essa situação, estão sendo adotados dois movimentos simultâneos. O primeiro é a proposta de emenda à Constituição (PEC) do Orçamento de Guerra, aprovada no Congresso, que retira o impedimento para empresas devedoras da União acessarem os recursos. Outro é que o Banco Central deve anunciar a extensão da modalidade para empresas com faturamento anual até R$ 50 milhões.
10 DE MAIO | FOLHA DE S. PAULO
Grandes empresas pedem a Guedes acesso a crédito para bancar salários
Joguem o bote Insatisfeitos com a escassez de empréstimos bancários em tempos de recessão, empresários fizeram sugestões ao ministro Paulo Guedes (Economia), em reunião na última quinta (7). As médias e grandes empresas querem entrar na linha de crédito que ajuda a pagar salários, limitada a companhias com faturamento de até R$ 10 milhões por ano e hoje pouco acessada. Outro pedido é estruturar uma nova modalidade de crédito para pessoas que pagam financiamento imobiliário. Alavanca Segundo relatos, Candido Bracher, presidente do Itaú, sugeriu usar a parte já paga do imóvel no financiamento habitacional como garantia de novas operações de crédito. Para os bancos, é preciso ampliar mecanismos que deem segurança para emprestar.
11 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Bancos batem à porta das empresas para propor ofertas de ações para fortalecer caixa
A pandemia de covid-19 abateu o mercado financeiro brasileiro em pleno voo de cruzeiro. As dezenas de emissões na fila para a Bolsa foram engavetadas e, no melhor cenário, a expectativa é de que fossem retomadas no fim do ano. O motivo, é claro, é a gigantesca aversão ao risco que tomou conta dos investidores. No entanto, oportunidades surgem. Como o mantra da crise é “cash is king”, os bancos de investimento têm levado a empresas que consideram atraentes a ideia de buscar dinheiro no mercado. Na manga, um argumento incontestável: as medidas dos bancos centrais para mitigar os efeitos da pandemia injetaram muita liquidez no mercado financeiro. Ou seja, haveria demanda por bons ativos.
09 DE MAIO | O GLOBO
Equipe econômica discute desonerar folha e recriar CPMF
Diante da expectativa de perda de empregos formais causada pela crise do coronavírus, integrantes da equipe econômica voltaram a debater a ideia de reduzir a tributação que incide sobre salários e compensar a queda de arrecadação com a criação de um imposto sobre transações financeiras. O plano de instituir o tributo, semelhante à extinta CPMF, já foi alvo de divergências dentro do governo. O presidente Jair Bolsonaro já se posicionou contra a ideia várias vezes. A avaliação de interlocutores do ministro da Economia, Paulo Guedes, no entanto, é que será necessário baratear o custo do trabalho para estimular contratações depois da pandemia. A retomada das negociações, porém, só deve avançar depois que as medidas emergenciais de combate à doença forem tratadas.
09 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Governo bate cabeça e não chega a consenso sobre programas de socorro a empresas
A equipe econômica bate cabeça em torno de três programas de governo voltados para dar crédito a micro e pequenas empresas, enquanto os recursos não chegam para socorrer esse segmento, que é um dos mais afetados pela crise da pandemia da covid-19. O segmento também foi o primeiro para o qual o governo anunciou medidas de socorro. A divisão interna, porém, tem atrapalhado a definição da ajuda ao setor, que reclama das dificuldades de acesso ao crédito, principalmente os pequenos empresários. Técnicos do governo, ouvidos pelo Estado, apontam sobreposição dos programas que podem afetar a eficácia das linhas, fazendo que haja concorrência entre elas. As discussões têm envolvido também o Banco Central.
09 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Economia brasileira parou, mostram indicadores de abril
Os números da economia brasileira em abril, primeiro mês completo sob os efeitos do novo coronavírus, mostram a paralisação de setores essenciais, grandes estoques acumulados nas fábricas (24,9%) e no varejo (20%) e vendas fracas no comércio. O IPCA, que apontou deflação de 0,31% no mês - a maior desde agosto de 1998 -, é um dos termômetros da economia parada. Com o brasileiro confinado e consumindo menos, apenas itens como alimentos, bebidas e medicamentos mantiveram as vendas. Um dos setores em que a crise se apresenta de forma mais dramática é o de veículos. A produção de abril foi a mais baixa da história da indústria automobilística, instalada no Brasil desde 1957. As 1,8 mil unidades fabricadas equivalem a apenas um dia de trabalho numa unidade como a da Fiat, em Betim. A projeção para as vendas do Dia das Mães, data que só perde para o Natal, é de queda de 59,2% em relação a 2019. O faturamento deve cair de R$ 9,7 bilhões para R$ 5,6 bilhões.
09 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Crise no setor de serviços deve durar quase 11 meses, com recuperação apenas em 2021, diz FGV
Para empresários do setor de serviços, os efeitos da crise econômica provocada pela pandemia de covid-19 poderão durar, em média, 10,8 meses, ou seja, se estenderão até 2021. É o setor com previsão mais pessimista para a duração dos problemas, incluindo o período de impacto direto e o tempo necessário para os negócios se recuperarem após, mostra um recorte especial das pesquisas de confiança da Fundação Getulio Vargas (FGV). O comércio projeta que os problemas econômicos durarão, em média, 10,4 meses, entre impactos diretos e tempo de recuperação da crise. Na indústria, o período médio foi estimado pelos empresários em 9,9 meses, enquanto, na construção civil, ficou em 9,8 meses, somando os períodos de impactos diretos e recuperação da crise.
11 DE MAIO | VALOR ECONÔMICO
Desemprego pode ser o maior dos últimos 25 anos, preveem analistas
A força de trabalho do país em busca de emprego deverá crescer neste ano para o nível mais elevado em, pelo menos, 25 anos por causa da crise, mostram cálculos paralelos feitos pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) e pela LCA Consultores. Para chegar a essa conclusão, o Ibre/FGV e a LCA costuraram e trataram diferentes pesquisas do IBGE para criar uma série histórica mais longa do mercado de trabalho, já que a série da atual pesquisa, a Pnad Contínua, retroage apenas até 2012.
11 DE MAIO | VALOR ECONÔMICO
Incerteza alarga distância entre projeções para o PIB
A incerteza econômica gerada pela pandemia se reflete numa distância recorde entre as previsões de crescimento do Produto Interno Brasileiro (PIB) para este ano. É o que indica um levantamento do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), com base em projeções do Fundo Monetário Internacional e do relatório Focus, do Banco Central. A versão mais recente do relatório elaborado pelo BC a partir de prognósticos de aproximadamente 130 instituições financeiras estima em 3,8% a retração da economia brasileira em 2020, enquanto o FMI prevê contração de 5,3%. A diferença de 1,5 ponto percentual é a maior em 20 anos.