DESTAQUES
10 DE JUNHO | O ESTADO DE S. PAULO
Comércio de rua reabre nesta quarta-feira em São Paulo; entenda regras
O comércio de rua na cidade de São Paulo volta a ter o funcionamento liberado a partir desta quarta-feira, 10, após mais de dois meses de restrições para evitar a propagação do novo coronavírus. A atividade terá de respeitar uma série de regras acordadas entre a Prefeitura e entidades do setor, como medidas de higiene e horário limitado. O protocolo firmado entre as partes se divide em doze grupos de medidas: distanciamento social, higiene, sanitização de ambientes, orientação de clientes, orientação aos colaboradores, compromisso para testagem de colaboradores, compromisso para testagem de clientes, horários alternativos, redução de expediente, atendimento agendado, fiscalização do setor e apoio para para colaboradores afetados pelo fechamento de creches e escolas.
10 DE JUNHO | FOLHA DE S. PAULO
Suspensão de 1 milhão de contratos de trabalho termina, e Senado corre para estender programa
A suspensão de 1 milhão de contratos de trabalho chegou ao fim na semana passada e agora o Senado está sob pressão de empresários para aprovar a MP que permitiria também a ampliação do prazo do programa. Líderes do Senado querem acelerar a análise da proposta que permite interromper temporariamente ou reduzir a jornada -e o salário- de trabalhadores por causa da pandemia do novo coronavírus.
10 DE JUNHO | VALOR ECONÔMICO
Pedidos de seguro-desemprego crescem 53%
Os pedidos de seguro-desemprego encostaram em 1 milhão em maio e bateram o recorde da série, iniciada em 2000. Com alta de 53% ante igual período do ano passado, os pedidos registrados no Ministério da Economia somaram 960,3 mil. Ante abril, a expansão foi de 28,3%, mostrando um quadro de forte piora no mercado de trabalho, sinalizando alta de desemprego. No período, os três Estados com maior número de requerimentos foram São Paulo (281,4 mil), Minas Gerais (103,3 mil) e Rio de Janeiro (82,6 mil). Os Estados da região Sul, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina, registram mais de 50 mil pedidos desse benefício pago a quem perdeu o emprego.
10 DE JUNHO | O ESTADO DE S. PAULO
Covid-19 derruba expectativa de contratações
O humor do mercado para novas contratações caiu consideravelmente por conta da pandemia de covid-19. O Índice de Confiança Robert Half (ICRH), que mede perspectivas de contratação e expectativas atuais do mercado de trabalho, caiu de 37,5, dado apurado em janeiro, para 25,2 neste mês. O levantamento mostrou ainda que para 63% dos profissionais responsáveis pelas contratações, após a pandemia, os critérios de seleção serão revistos. Do total, 44% afirmam que em processos integralmente online é mais difícil conhecer o profissional. Para 22% dos recrutadores, durante o período da covid-19 encontrar profissionais qualificados se tornou mais desafiador.
10 DE JUNHO | O ESTADO DE S. PAULO
Crédito a micro e pequena empresa não poderá ser usado para quitar dívidas existentes
As micro e pequenas empresas não vão poder se valer da linha de crédito com garantia do Fundo de Garantia de Operações (FGO) para pagar dívidas antigas. Os recursos deverão ser canalizados para investimentos na atividade empresarial ou para manter o negócio de pé, isto é, atendendo a necessidades de capital de giro. Essas condições estão previstas no novo estatuto do fundo, administrado pelo Banco do Brasil e aprovado na última sexta-feira, dia 5. O Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) deve ser anunciado esta semana e é uma das tentativas do governo Bolsonaro de destravar o crédito aos pequenos negócios, que ainda não foram socorridos em meio à crise gerada pelo novo coronavírus.
10 DE JUNHO | O ESTADO DE S. PAULO
Com pandemia, vendas no varejo devem ter tombo recorde de 43,1% no Dia dos Namorados
A pandemia do coronavírus vai inibir a troca de presentes entre casais no Dia dos Namorados deste ano, segundo cálculos da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). O varejo deve faturar R$ 937,8 milhões em vendas para a data comemorada em 12 de junho, o que representaria um tombo recorde de 43,1% em relação ao mesmo período de 2019, quando o volume vendido movimentou R$ 1,65 bilhão. As maiores perdas devem ocorrer nos segmentos do varejo considerados “não essenciais”. As lojas de vestuário, calçados e acessórios venderão 71,3% menos do que no ano passado, enquanto os estabelecimentos especializados na venda de itens de informática e comunicação registrarão queda de 58,3%.
10 DE JUNHO | O ESTADO DE S. PAULO
Indústria de São Paulo registra queda recorde de 23,2% na produção em abril
A pandemia do novo coronavírus levou a indústria paulista a um tombo recorde de 23,2% na produção em abril ante março. Em meio às medidas de isolamento social e restrição à circulação de pessoas, as máquinas do maior parque industrial do País operaram no patamar mais baixo da série histórica da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física Regional iniciada em 2002 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “São Paulo aparece com a maior influência negativa sobre o total nacional. É a terceira taxa negativa consecutiva para a indústria de São Paulo, o que dá uma perda de 27,9% acumulada em três meses”, disse Bernardo Almeida, analista da Coordenação de Indústria do IBGE.
10 DE JUNHO | O ESTADO DE S. PAULO
País tem deflação de 0,38% em maio, menor resultado do IPCA desde 1998
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou deflação de 0,38% em maio, após o recuo de 0,31% em abril, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira, 10. Esse é o menor índice desde agosto de 1998, quando a deflação foi de 0,51%. O resultado foi puxado pela queda de 4,56% nos preços dos combustíveis. No acumulado do ano, a queda é de 0,16%. Em 12 meses, o IPCA acumula alta de 1,88%, abaixo da meta de inflação de 4% do governo para 2020, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para cima ou para baixo.
10 DE JUNHO | VALOR ECONÔMICO
Socorro na pandemia: uma ajuda desigual
O governo anunciará, em breve, medidas para aprimorar os instrumentos financeiros criados para socorrer as empresas nesta grave crise econômica, provocada pela pandemia. Uma delas será oferecer incentivos para que os bancos privados - além do Banco do Brasil (BB) e da Caixa - atendam à demanda das micro e pequenas empresas (MPEs), cuja maioria, depois de quase três meses de parada súbita da economia, não recebeu um centavo de ajuda oficial. Uma outra mudança, formulada também com o objetivo de ainda tentar salvar pequenas empresas, diz respeito ao financiamento da folha de pessoal durante estes meses de travessia da pandemia. Pessoal representa, em média, 50% dos custos operacionais das MPEs. A regra original do programa obrigava as firmas a manterem 100% dos empregados.