DESTAQUES
09 DE ABRIL | O GLOBO
Com programa de incentivo, Petrobras quer aposentar 3.800
A Petrobras anunciou ontem um novo programa para incentivar a aposentadoria de empregados, com a expectativa de economizar R$ 7,6 bilhões até 2025. Também foram reabertos outros três programas de desligamento voluntário já lançados. A estimativa da empresa, que tem atualmente cerca de 47 mil empregados, é que haja adesão de até 3,8 mil funcionários aos programas. Segundo a Petrobras, as medidas são parte do que chama de um plano de “resiliência” para reduzir custos e sobreviver a um cenário de preços internacionais do petróleo baixos. O preço da commodity despencou com o agravamento da pandemia do coronavírus e a paralisação de cidades e atividades industriais.
09 DE ABRIL | VALOR ECONÔMICO
Metrô de SP e CPTM devem perder R$ 800 milhões no ano
A forte queda na frequência de passageiros do sistema de Metrô e CPTM devido às medidas de isolamento social em São Paulo deve levar a perda de R$ 800 milhões na receita do sistema de transporte sobre trilhos do Estado, segundo o secretário de Transportes Metropolitanos, Alexandre Baldy. Em 2019, a receita tarifária no sistema foi de cerca de R$ 4,5 bilhões. De acordo com a secretaria, no início desta semana, a queda no número de passageiros que utilizam o Metrô chegou a 80% e, na CPTM, a 76%. Esses índices já foram maiores. Logo depois de o Estado e a prefeitura de São Paulo anunciarem as medidas de isolamento social, o recuo no número de usuários chegou a 85% no Metrô e 83% na CPTM. Na EMTU, de ônibus intermunicipais, a queda chegou a 80% e agora está em 73%.
09 DE ABRIL | VALOR ECONÔMICO
Renner e Via Varejo estudam reduzir jornada
Grandes varejistas vão lançar mão da Medida Provisória 936/2020 que permite redução de jornada de trabalho e de salários, suspensão temporária do contrato e pagamento de benefício pelo governo. Depois de Magazine Luiza informar na terçafeira que estuda como aplicar essas medidas, Lojas Renner e Via Varejo (dona de Casas Bahia e Ponto Frio) seguirão o mesmo caminho. Somadas, elas empregam pouco mais de 100 mil pessoas. As empresas devem definir nos próximos dias, após análise de seus comitês de crise, quais medidas adotarão. A MP permite redução da jornada de trabalho e de salário de 25%, 50% ou 70% por até três meses, ficando o governo responsável pelo pagamento do restante do salário com o uso de parte do seguro-desemprego.
09 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
Empresas querem restabelecer acordos para suspensão e redução de salários; Sindicatos buscam solução
Em busca de maior agilidade nos acordos com trabalhadores, entidades empresariais estudam pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão da liminar que instituiu necessidade de aval prévio de sindicatos em negociações individuais de redução de jornada e salário ou suspensão de contrato. Os sindicatos, por sua vez, tentam sair na frente e costuram acordos “guarda-chuva”, uma espécie de aval antecipado a negociações diretas entre empresas e empregados, com garantias mínimas que vão além das previstas na medida do governo. As próprias entidades que representam os trabalhadores veem risco de a decisão judicial ser derrubada a pedido dos empresários ou do governo. Por isso, a tentativa é estabelecer salvaguardas mínimas para os empregados e, ao mesmo tempo, dar agilidade às negociações.
09 DE ABRIL | VALOR ECONÔMICO
Na quarentena, demissão é pelo WhatsApp
Desde o fim da semana, uma onda de demissões ocorre em diversas empresas. Nas startups, diante da quarentena e da ampla adoção do “home office”, o movimento desencadeou a demissão remota. “O número de profissionais que dizem ter sido demitidos por e-mail ou Whats App cresceu de forma absurda”, diz Tais Targa, especialista em recolocação. Na Gympass, afetada pelo fechamento das academias, o corte de centenas de pessoas foi anunciado em uma videoconferência. “O pior momento foi entre a ‘call’ com a empresa inteira e o recebimento do e-mail”, contou um funcionário desligado. A empresa prometeu indenização, assistência médica prolongada e ajuda na procura de outro emprego.
09 DE ABRIL | VALOR ECONÔMICO
Emprego é preocupação central
Com a demanda travada e o isolamento social daqueles que podem ficar em casa, uma das preocupações centrais em meio à pandemia é a preservação do emprego no país. Para Luiza Helena Trajano, do Magazine Luiza, é preciso agilidade para evitar demissões, permitindo que as empresas atravessem a crise - sobretudo as pequenas e médias - e consigam aos poucos retomar as atividades para, mais adiante, poder acolher jovens que estão chegando ao mercado. “O maior desafio, agora, é manter os empregos. Nós focamos para ver o que poderíamos fazer agora, por enquanto, para manter emprego e não sair demitindo”, diz a empresária, que participou do evento “E agora, Brasil?”, ressaltando as mudanças rápidas ocorridas. “Levei dez anos para o novo chegar da noite para o dia. A gente tinha a missão de levar digitalização àqueles que não tinham e não podiam e, em cinco dias, está quase todo mundo digitalizado. É um novo inesperado que a gente vai ter que ter muita cautela, muita humildade e muita união para lidar com ele”, diz.
09 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
‘Sem resolver o problema da liquidez, empresas vão começar a quebrar’, diz presidente da GM
Em meia hora de conversa, o presidente da General Motors América do Sul, Carlos Zarlenga, citou 14 vezes a palavra liquidez. É esse o maior problema que ele e outros executivos temem no momento. Se o problema da falta de caixa das empresas de toda a cadeira produtiva do setor automotivo não for resolvido em no máximo duas semanas, “empresas vão começar a quebrar”, principalmente entre as fornecedoras de autopeças. A única saída, diz ele, é BNDES liberar linhas de curto prazo ou o governo assumir a garantia para empréstimos dos bancos privados. O executivo argentino também afirma que, após a crise provocada pelo coronavírus passar, o cenário será de uma indústria endividada, que terá de rever investimentos, inclusive em projetos até então prioritários como carros elétricos e autônomos.
09 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
'É possível que as grandes empresas tenham de pagar mais impostos', diz presidente do Bradesco
Com a pandemia do novo coronavírus, a demanda por crédito no Bradesco aumentou dez vezes, passando dos cerca de R$ 2 bilhões de pedidos para R$ 20 bilhões por dia. Foram três dias de loucura, conforme resume o presidente do banco, Octavio de Lazari, com as grandes empresas demandando liquidez para enfrentar a crise como as pessoas estavam em busca de álcool em gel. "Optamos por distribuir isso (a liquidez) ao longo do tempo porque não podemos atender somente as grandes empresas, temos de atender as pequenas", explica. De acordo com ele, as taxas subiram para grandes companhias que demandaram recursos no longo prazo e devido ao corte de linhas por parte dos bancos americanos.
09 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
Micro e pequenos empresários já relatam perdas acima de 80% de receitas
Um terço de um universo de mil micro e pequenos empresários, com faturamento anual de até R$ 4,8 milhões, já perdeu de 80% a 100% de seu faturamento na segunda quinzena de março, em consequência da paralisação econômica causada pela pandemia do coronavírus. Pesquisa da fintech de crédito BizCapital junto a sua base de clientes revelou que outro terço viu suas receitas caírem entre 40% a 80%. Ou seja, mais da metade da mostra já perdeu metade de seu faturamento, o que surpreendeu a BizCapital, especialmente por conta do porcentual dos que relataram retração acima de 80%. A maior parte dos clientes está no setor de prestação de serviços (35%), seguidos por comércio (25%). Bares, restaurantes e lanchonetes somam 10% dos pesquisados, enquanto o varejo de acessórios e alimentar, por 7,8% e 6,3%, respectivamente.
09 DE ABRIL | VALOR ECONÔMICO
Recursos precisam chegar logo ao caixa das empresas
“Chega logo!” O apelo, que sintetiza a angústia de milhares de empresários de todos os portes e setores que padecem com os efeitos da crise da covid-19 foi a tônica da participação de Luiza Trajano, presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza, no debate “E agora, Brasil?”. Apesar de aprovar as medidas adotadas pelo governo até agora, ela fez questão de ressaltar a importância de fazer os recursos chegarem logo às mãos dos empresários, principalmente os pequenos e médios. “As medidas anunciadas pelo governo, a princípio, foram boas. Minha preocupação é que cheguem na ponta. E o Brasil é muito confuso e burocrático para chegar na ponta. Eu acho que é uma preocupação que tem de ser de todos nós agora”, afirmou Luiza.
09 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
Fabricantes de alumínio engrossam coro contra bancos
Os fabricantes de alumínio são mais um setor produtivo a engrossar o coro de descontentes contra os bancos, na epidemia de coronavírus. Depois das varejistas e das incorporadoras imobiliárias, a Associação Brasileira do Alumínio (Abal) vem a público reclamar dos altos custos dos empréstimos, na hora em que as empresas mais precisam de liquidez. No setor do alumínio, a situação é especialmente dramática entre os extrusores, a maioria formada por empresas de porte médio, que respondem por um terço do metal consumido no País. Se a dificuldade de crédito persistir, mais de 100 empresas do segmento correm o risco de quebrar, segundo a Abal.
09 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
Inflação oficial desacelera para 0,07% em março, menor taxa para o mês desde início do Plano Real
A inflação oficial do país desacelerou para 0,07% em março, depois de registrar alta de 0,25% em fevereiro, como aponta o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado nesta quinta, 9, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o menor resultado para o mês de março desde o início do Plano Real, em julho de 1994. No ano, o indicador acumula alta de 0,53% e, no acumulado dos últimos 12 meses, encerrados em março, 3,30%.
09 DE ABRIL | VALOR ECONÔMICO
Decisão do CNJ ameaça receita com depósitos judiciais
O governo agora tem um novo risco fiscal para lidar. Decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) garantiu a possibilidade de troca de depósitos judiciais por fiança bancária ou seguro-garantia. A medida, se tiver uso generalizado como forma de obtenção de capital de giro por empresas e pessoas físicas, pode implicar despesas elevadas para o Tesouro Nacional e governos subnacionais, que têm receita com depósitos judiciais decorrentes de demandas na justiça. “Para processos judiciais entre particulares, a adoção dessa autorização do CNJ não produz qualquer efeito sobre o fluxo de recursos da União. Para processos judiciais em que algum ente do setor público seja parte, temos que na eventualidade de substituição do depósito pelo seguro, haveria uma dedução de receita sem qualquer contrapartida, com efeito negativo no resultado primário. Posteriormente, sendo adotado esse novo sistema, novas disputas judiciais não mais implicariam impacto primário”, disse o Tesouro.
09 DE ABRIL | FOLHA DE S. PAULO
Para responder à pandemia, Assembleia de SP estuda reduzir salários de deputados
Como reação à pandemia do coronavírus, a Assembleia Legislativa de São Paulo estuda conter gastos e direcionar a verba ao governo João Doria (PSDB). A Mesa Diretora da Casa informou que, em caso de agravamento das finanças do estado, poderá cancelar licitações e suspender ou reduzir contratos. A Mesa não detalha quais medidas podem ser tomadas, enquanto os deputados fazem propostas para "cortar na própria carne". Os parlamentares falam em redução de salários do funcionalismo, de autoridades do estado e deles próprios, além de cortes de verbas para gastos de gabinete, auxílio-moradia e gratificação de funcionários. Caso seja adotado, o corte de gastos se soma a outras iniciativas do Legislativo paulista em meio à pandemia, como as sessões virtuais para votações e a elaboração de um projeto de lei conjunto dos 94 deputados com medidas contra a Covid-19.