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08 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Bolsonaro vai ao STF com ministros e empresários e faz pressão contra medidas restritivas
O presidente Jair Bolsonaro atravessou a Praça dos Três Poderes em Brasília a pé nesta quinta-feira, 7, para se dirigir ao Supremo Tribunal Federal (STF). Acompanhado de ministros e empresários, Bolsonaro se reuniu com o presidente do tribunal, Dias Toffoli, e fez pressão para que as medidas restritivas nos Estados sejam amenizadas. Ele disse que assinará um decreto para ampliar a quantidade de atividades essenciais em meio à pandemia do novo coronavírus. A ida do presidente ao STF não estava prevista na agenda oficial, divulgada pela Secretaria de Comunicação Social. Procurada, a assessoria do STF informou que o encontro com Toffoli foi marcado de última hora e também não estava previsto na agenda do ministro. Ao ser questionado se a visita tinha o objetivo de “pressionar” o STF, Bolsonaro pediu ao repórter que parasse de “falar besteira”.
08 DE MAIO | VALOR ECONÔMICO
Dirigente empresarial prevê “morte de CNPJs”
Com o diagnóstico de que a “indústria está na UTI” e de que haverá “morte de CNPJs”, o grupo de empresários que se reuniu ontem com o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Economia, Paulo Guedes se queixou da forte queda na demanda causada pelo isolamento necessário para conter a pandemia de covid-19. “Enfrentamos uma profunda crise de demanda por causa do fechamento das atividades”, afirmou Marco Polo de Mello Lopes, presidente-executivo do Instituto Aço Brasil e coordenador da Coalizão Indústria, que reúne 15 entidades setoriais. “A indústria está na UTI e ela precisa sair porque senão as consequências serão gravíssimas”, disse.
08 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Sem apresentar dados oficiais, Bolsonaro fala em 10 milhões de desempregados como efeito da crise
O presidente Jair Bolsonaro disse hoje que o Brasil "se aproxima de 10 milhões de pessoas que perderam emprego de carteira assinada", mas não apresentou os levantamentos estatísticos que comprovam o encolhimento no mercado de trabalho formal no País nessa magnitude. "Se aproxima 10 milhões de pessoas que perderam emprego de carteira assinada", disse o presidente ao chegar ao Palácio da Alvorada no início da noite. Segundo ele, dos 38 milhões de autônomos, 80% pedeream poder aquisitivo.
08 DE MAIO | VALOR ECONÔMICO
Crédito a grande empresa cresce o dobro da média
A crise do coronavírus provocou um redirecionamento no mercado de crédito. As grandes empresas alcançaram a maior participação em quase dois anos na carteira dos maiores bancos do país. No fim de março, essas companhias tinham R$ 748,824 bilhões em empréstimos e financiamentos, equivalentes a 28,7% do estoque de crédito combinado de Itaú Unibanco, Bradesco, Santander e Banco do Brasil - o maior patamar desde junho de 2018 (29,2%). O saldo da carteira de grandes empresas cresceu 12,2% em relação ao fim do ano passado, enquanto o volume total de crédito avançou 6,9%.
08 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Buscamos alternativa para que empresas recebam o crédito emergencial, diz Zé Vitor
Relator da medida provisória (MP) nº 944, o deputado federal Zé Vitor (PL-MG) afirma que discute com o governo alternativas para incluir mais empresas no Programa Emergencial de Suporte a Empregos. A principal preocupação é justamente a exigência, trazida pela MP, de que empresas tenham a folha processada em banco para ter acesso ao crédito para pagamento de funcionários. Além disso, Zé Vitor discute a possibilidade de incluir profissionais liberais, como médicos e advogados, no programa.
08 DE MAIO | VALOR ECONÔMICO
Crise tira US$ 1bilhão por mês do caixa da Petrobras
A queda dos preços do petróleo no mercado internacional tem feito a Petrobras queimar cerca de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,8 bilhões) de seu caixa por mês, informou a diretora financeira da companhia, Andrea Marques de Almeida. A estatal fechou 2019 com US$ 7,4 bilhões em caixa e vinha trabalhando com meta de ter pelo menos US$ 5,5 bilhões. Na visão da petroleira, a retenção de caixa excessivo vinha reduzindo o retorno do capital empregado pela companhia. “Se antes a ideia era reduzir o caixa, o lema agora é preservá-lo”, disse.
08 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Linha de crédito para o pagamento de salários tem só 1% liberado a empresas
Anunciada pelo governo para evitar demissões em massa durante a pandemia, a linha de crédito de R$ 40 bilhões para bancar salários não está disponível para milhares de pequenas e médias empresas no País. Isso porque a medida provisória editada há um mês proíbe a concessão do empréstimo a empresas que não possuem folha de pagamento processada em um banco. O resultado é que, até agora, apenas 1% do total (R$ 413,5 milhões) foi liberado.
08 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Coronavírus faz estoques de indústrias e varejistas saltarem a níveis recordes
O isolamento social imposto pela pandemia, com fechamento de boa parte das lojas físicas e o e-commerce ainda muito pequeno para preencher esse espaço, provocou um efeito dominó: derrubou as vendas no varejo e fez o estoque encalhado no comércio e na indústria dar um salto. Em abril, a fatia de indústrias e varejistas com volumes excessivos de estoque atingiu 24,9% e 20%, respectivamente. São níveis próximos de recordes históricos atingidos em outros períodos de recessão, aponta um estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV).
08 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Com crise do coronavírus, IPCA cai 0,31% em abril, 2ª maior deflação desde o início do Plano Real
Em meio à crise provocada pela pandemia de coronavírus, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou em abril a segunda maior deflação do Plano Real. O índice oficial de inflação do País foi de 0,31%, informou o Instituto Brasileiro de Geográfica e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 8. A mínima histórica do IPCA é de agosto de 1998, de -0,51%. Levando-se em conta apenas os meses de abril, a mínima até agora havia sido registrada em 2017, quando houve deflação de 0,14%.
08 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Para cumprir promessa a Guedes, Bolsonaro terá que vetar reajuste para todas categorias
Para garantir a promessa ao ministro da Economia, Paulo Guedes, o presidente Jair Bolsonaro terá que vetar toda a lista das categorias que ficaram de fora do congelamento de salários no projeto de auxílio aos Estados e municípios. Isso porque todas as flexibilizações, que deixaram de fora do reajuste salarial diversas categorias, estão num único parágrafo do artigo 8° do projeto. Ou veta o parágrafo todo ou não veta nada, explicou um integrante da equipe econômica. Como mostrou o Estado, o projeto foi aprovado no Senado com o aval do próprio presidente para beneficiar o funcionalismo, principalmente da área de segurança, atropelando a orientação do ministro Guedes de garantir essa contrapartida ao socorro de R$ 125 bilhões aos Estados e municípios.
08 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Bolsonaro diz que Guedes é dono de 99% da pauta econômica do governo
O presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta quinta-feira, 7, que o ministro da Economia, Paulo Guedes, detém 99% do poder de decisão sobre a pauta econômica do governo. Aquele 1% restante, no entanto, fica a cargo de Bolsonaro. "Quase 10 milhões de brasileiros perderam carteira assinada. Os informais já perderam 80% do poder aquisitivo. Estão sobrevivendo com parcela R$ 600, que depois de dois meses acaba. E não tem essa de fabricar dinheiro, isso não existe, é inflação, caos e miséria", disse Bolsonaro na entrada do Palácio da Alvorada.