DESTAQUES
05 DE ABRIL | FOLHA DE S. PAULO
CPTM pode obrigar funcionários em grupo de risco a trabalhar, decide TST
A presidente do TST (Tribunal Superior do Trabalho), ministra Maria Cristina Peduzzi, suspendeu em decisão proferida na última sexta-feira (3) liminares que mantinham afastados os trabalhadores e terceirizados da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) pertencentes a grupos de risco ao novo coronavírus. A decisão, que tem caráter liminar (provisório), também anula a obrigação de a CPTM fornecer álcool em gel e máscaras aos funcionários da empresa.
04 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
Empresas lançam movimento para impedir demissões durante pandemia
Um grupo de empresas brasileiras divulgou um manifesto em que se comprometem a manter os postos de trabalho pelo menos pelos próximos dois meses, devido à pandemia da covid-19. Entre as empresas que assinam o documento, divulgado no site Não demita! estão varejistas, bancos, construtoras e corretoras. Segundo o manifesto, "a primeira responsabilidade social de uma companhia é retribuir à sociedade o que ela proporciona a você - começando pelas pessoas que dedicam suas vidas, todo dia, ao sucesso do seu negócio."
04 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
Programa de manutenção do emprego vai aumentar salário-hora, diz Bruno Bianco
Um dia após o anúncio oficial do Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco, diz ao Estadão/Broadcast que, sem o plano do governo, poderia ocorrer uma demissão em massa de trabalhadores no Brasil. Nesse cenário, de acordo com ele, havia o risco de empresas não conseguirem pagar as verbas rescisórias aos dispensados em meio à econômica provocada pela covid-19. Bianco também rebateu críticas de que a medida implicará redução na remuneração do trabalhador e argumenta que o salário-hora vai aumentar, já que o governo complementará o salário enquanto o empregado trabalhará menos horas por dia.
04 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
Empresa que reduzir jornada e salário também poderá financiar parte da folha, diz secretário
O secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco, afirmou nesta sexta-feira, 3, que as empresas que reduzirem a jornada e o salário dos trabalhadores também poderão aderir ao programa de financiamento da folha para arcar com o restante do pagamento dos funcionários. Na definição do secretário, as duas medidas fazem parte de uma “caixa de ferramentas” à disposição de empresas e funcionários. O governo detalhou nesta sexta a medida provisória anunciada na semana passada, que abrirá uma linha de R$ 40 bilhões de crédito emergencial para pequenas e médias empresas. O objetivo é ajudá-las a pagar os salários de seus funcionários pelo período de dois meses.
06 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
Empresários cobram medidas do governo
Desde o início da crise, muitos setores vêm se queixando da dificuldade de acesso ao crédito e cobram novas medidas do governo e do Banco Central para aumentar a liquidez no mercado, mesmo após a injeção de R$ 1,2 trilhão (16,7% do PIB) feita no sistema pela autoridade monetária. Associações setoriais pedem, por exemplo, para que o Tesouro assuma 100% do risco de operações de crédito. “Era muito fácil (conseguir crédito) um mês atrás com os bancos. Agora, ninguém quer dar dinheiro. O mundo está com medo. Por isso, em tempos assim, os governos têm de agir”, diz o presidente da companhia aérea Azul, John Rodgerson.
06 DE ABRIL | VALOR ECONÔMICO
CEOs apoiam compra perto de casa
O pequeno negócio é o primeiro a sofrer com o isolamento social e a paralisação da economia. Com essa visão, Guilherme Weege resolveu colocar em ação uma ideia que vinha alimentando: qualificar o pequeno varejo para atravessar a tempestade do coronavírus. Em duas semanas de trabalho intenso, “até bem depois da meia-noite”, Weege, CEO do grupo catarinense Malwee, chamou um grupo de sete amigos, todos CEOs, estabeleceu contato com o Sebrae e, juntos, criaram uma plataforma para oferecer qualificação gratuita a pequenos varejistas de todo o país e incentivar o consumidor a comprar no comércio local.
06 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
'Empresa agora busca assessoria para passar por esta crise'
Um dos maiores escritórios do Brasil, o Lefosse Advogados mudou bastante após o coronavírus. Diante da pandemia, muitas operações de mercado de capitais começaram a ser suspensas e as de fusões e aquisições, postergadas. “O escritório passou a receber outras demandas com a crise”, diz o advogado Carlos Barbosa Mello, sócio responsável pela área de finanças corporativas do Lefosse. Gerenciamento de crise, renegociação de dívidas, discussões tributárias e trabalhistas passaram a fazer parte da pauta das principais empresas do País. “Aqui no escritório a rotina também mudou bastante. Reestruturamos as equipes de trabalho e todos estão em home office.”
05 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
Setores econômicos terão recuperação desigual após crise do coronavírus
Em um cenário em que ainda não está claro quando será o melhor momento para a retomada do contato social - e de atividades paralisadas em meio ao combate ao novo coronavírus -, estudo da Bain & Company mostra que a recuperação entre diferentes setores estará longe de ser uniforme. Com a pandemia, as prioridades da população mudaram, colocando pesados desafios para as companhias de bens de consumo. Compras de “pânico”, como desinfetantes, máscaras, refeições prontas e medicamentos, ganharam espaço, enquanto laticínios, bebidas alcoólicas e produtos de luxo tiveram recuo
05 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
Áreas beneficiadas pela crise esperam manter alta demanda
O susto provocado pelo coronavírus fez o comportamento do consumidor brasileiro mudar. Com o isolamento social, a preocupação com higiene pessoal e da casa fez explodir a busca por produtos de limpeza e também o uso de redes de internet, para garantir a comunicação mesmo a distância. Empresas que conseguiram se beneficiar neste movimento esperam manter a demanda em alta mesmo após a pandemia. Para Cesar Augusto Centrone Nicolau, diretor de marketing do grupo de limpeza e higiene Ypê, ainda é cedo para falar em mudanças definitivas nos hábitos do consumidor. “Mas vejo mudanças de comportamento que podem continuar mais para frente. As pessoas devem aumentar o consumo de produtos de limpeza e higiene, uma vez que se viram despreparadas nesta crise.”
05 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
Varejo fechado, ruas vazias e consumo menor de energia mostram País 'parado'
Shoppings e restaurantes fechados, aeroportos vazios, grandes cidades sem engarrafamentos e cinemas às moscas mostram que, com o avanço do coronavírus, a economia brasileira realmente parou, num movimento nunca antes visto. Esse impacto real ainda deve demorar a ser medido - os dados oficiais de atividade econômica costumam levar algum tempo para serem compilados -, mas os indicadores que começam a sair já dão uma ideia do que ocorreu com a economia em março. O faturamento do varejo, por exemplo, teve uma queda de 22,6% no mês passado, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), calculado pela companhia de máquinas de cartão com base nas transações de seus clientes. É um tombo inédito, segundo Gabriel Mariotto, diretor de inteligência da Cielo.
04 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
Com pandemia, empresas podem formar ‘cartéis do bem’
Empresas aéreas atuando juntas para manter uma frequência mínima de voos nas capitais. Operadoras de telefonia coordenando ações para garantir o acesso às suas redes. Bancos se unindo para adiar o vencimento de empréstimos por dois meses. Acordos entre empresas concorrentes, que em situação normal podem ser considerados infrações econômicas porque, em tese, são prejudiciais aos clientes, são tolerados e até incentivados pelo governo em momentos de crise, como a atual pandemia do novo coronavírus. Com as restrições e dificuldades impostas pela doença, as empresas podem se associar em “cartéis do bem” sem serem punidas pelas autoridades concorrenciais, como o Cade.
05 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
Pesquisas sobre empregos serão afetadas
A avaliação de especialistas é que a crise provocada pela pandemia do novo coronavírus terá forte impacto no mercado de trabalho, com o crescimento do desemprego nos próximos meses. Só que essas estimativas no Brasil ainda são feitas sem base em dados chamados de “alta frequência”, mais imediatos. Economistas consultados pelo Estado afirmaram que não há um termômetro rápido para o mercado de trabalho nacional para além das pesquisas de percepção - como os indicadores de confiança. Tanto que o IBGE anunciou, na última quinta-feira, que fará mudanças na pesquisa que acompanha o mercado de trabalho, a Pnad Contínua.
06 DE ABRIL | O GLOBO
Pandemia empobrece 569 milhões em 20 países da América Latina
A pandemia impôs uma nova e estranha realidade a um mundo povoado por 7,7 bilhões de pessoas, das quais 569 milhões vivem em duas dezenas de países que compõem a América Latina. Do México à Argentina, o impacto econômico do novo vírus já é devastador. A perspectiva para o curto prazo na região é de empobrecimento. É provável que o número de pobres aumente de 186 milhões para 220 milhões, prevê a Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal), das Nações Unidas. Na extrema pobreza sobrevivem atualmente 67,5 milhões. Esse contingente poderá aumentar para 90,8 milhões.
04 DE ABRIL | FOLHA DE S. PAULO
Empresas no Simples Nacional poderão adiar pagamento de ICMS por 90 dias
As empresas inscritas no Simples Nacional poderão adiar por 90 dias o pagamento do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços). A medida deve dar um alívio ao caixa de empresas com receita bruta anual de até R$ 4,8 milhões durante a crise econômica do coronavírus. O anúncio foi feito pelo secretário de Fazenda de São Paulo, Henrique Meirelles, durante videoconferência promovida pelo Lide. Segundo ele, a decisão foi tomada na manhã desta sexta durante reunião do Conselho Gestor do Simples Nacional.
04 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
Senado aprova projeto que suspende prazos contratuais até outubro; aluguel residencial fica de fora
O Senado aprovou o texto-base de um projeto de lei que suspende até 30 de outubro uma série de prazos contratuais. A medida coloca no papel flexibilizações durante a pandemia do novo coronavírus no País e dependerá agora de chancela da Câmara dos Deputados e ainda de sanção presidencial. Na sequência, os senadores irão votar uma emenda que aumenta o rendimento de motoristas e entregadores de aplicativo. A alteração, proposta pela Rede, obriga as empresas a reduzirem em ao menos 15% o valor retido nas corridas realizadas até outubro e repassem essa quantia para o motorista. Além disso, proíbe aumento no preço das viagens.
06 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
Coronavírus: BC proíbe bancos de dar aumento para administradores até 30 de setembro
Uma resolução publicada nesta segunda-feira, 6, pelo Banco Central (BC) limita os gastos das instituições financeiras com distribuição de resultados e proíbe o aumento da remuneração dos administradores até 30 de setembro deste ano. De acordo com o BC, a medida faz parte do conjunto de ações tomadas para enfrentar os potenciais efeitos da covid-19 na economia. “O objetivo da regulamentação é evitar o consumo de recursos importantes para a manutenção do crédito e para a eventual absorção de perdas futuras”, afirmou a autoridade monetária, por meio de nota.