DESTAQUES
05 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Após pandemia, local de trabalho dificilmente voltará a ser como antes
Divisórias “à prova de espirro”. “Zonas seguras” demarcando os lugares onde teremos que ficar nos elevadores. Aplicativos que monitoram os contatos para detectar interações entre colegas de trabalho, e leituras da temperatura por raios infravermelhos. Enquanto alguns Estados americanos começam a adotar medidas para a reabertura das suas economias, e os trabalhadores da Boeing voltam aos seus postos depois de três semanas de licença, as empresas, as firmas de design, as construtoras e assessores corporativos começam a imaginar como funcionará a volta ao trabalho em meio à pandemia do novo coronavírus.
05 DE MAIO | O GLOBO
MP 936: alteração elevaria custo para União em R$ 20 bi
Deputados querem aumentar a contrapartida do governo federal no complemento de renda para os trabalhadores que tiveram corte de jornada e salário, conforme prevê a medida provisória (MP) 936. O relator da matéria, Orlando Silva (PCdoB-SP), propôs aumentar o teto usado para o cálculo do chamado Benefício Emergencial (BEm), pago pelo governo para compensar a redução salarial, de R$ 1.813 para R$ 3.135. A alteração pode elevar o impacto da medida em R$ 20 bilhões, segundo fontes da equipe econômica. A proposta deve ser votada pelo plenário da Câmara na quinta-feira. No texto enviado pelo governo, o teto para o cálculo do benefício é de R$ 1.813, que é a parcela máxima do seguro-desemprego. A estimativa da equipe econômica é de um gasto total de R$ 51,8 bilhões, considerando também a ajuda do governo no caso de suspensão do contrato de trabalho, outro mecanismo previsto na MP.
05 DE MAIO | VALOR ECONÔMICO
Setor varejista lança plataforma para ajudar na busca de emprego
O varejo pretende agilizar a recolocação no mercado de trabalho de pessoas atingidas pela crise: 29 entidades do setor uniram-se para desenvolver uma plataforma on-line que conecta potenciais candidatos a oportunidades de colocação nas lojas. Batizada como Vagas no Varejo, a iniciativa foi lançada oficialmente em 1º de maio. O projeto foi idealizado pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) e Associação Brasileira de Prevenção de Perdas (Abrappe). A Tegra Sistemas, responsável pela concepção da plataforma, e a Advance, que elaborou o projeto de marketing e comunicação visual, deram apoio voluntário.
05 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Saindo da força de trabalho
A taxa de desemprego de março (trimestre até março, isto é, o primeiro do ano) ficou em 12,2%, um pouco abaixo da mediana dos analistas consultados pelo Projeções Broadcast, de 12,4%. Os dados são da Pnad Contínua, do IBGE. No entanto, esse resultado não quer dizer que a crise do coronavírus não tenha atingido o mercado de trabalho com toda a força ainda no primeiro trimestre, apesar de a quarentena nas principais capitais do País só ter começado na segunda semana do mês passado.
05 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Empréstimo via duplicata cresce até março, mas deve desacelerar
Os empréstimos a partir de desconto de duplicatas cresceram 14,6% em doze meses até março, alcançando R$ 914 milhões, segundo levantamento da Central de Registros CRDC, plataforma que atua no segmento de recebíveis homologada pelo Banco Central como registradora de ativos financeiros. Os dados coletados incluem apenas uma semana da crise com o covid-19. A expectativa é de que, a partir de abril, haja redução no ritmo dessas operações, com o mercado de desconto de duplicatas operando com cerca de 60% de sua capacidade.
05 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Venda de veículos novos desaba no Brasil e registra queda de 76% em abril
Com apenas 55,7 mil veículos novos vendidos em abril, o mercado brasileiro registrou o pior resultado mensal para o setor desde fevereiro de 1999. No mês passado, o primeiro completo de medidas restritivas por causa da pandemia do coronavírus, os negócios caíram 76% em relação a abril do ano passado e 66% ante março, quando começaram as limitações para indústria e comércio. Nos primeiros quatro meses do ano, as vendas de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus caíram 27% na comparação com o mesmo período de 2019, com 613,8 mil unidades. “Voltamos aos números de 28 anos atrás; isso é de machucar”, diz o presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Alarico Assumpção Júnior.
05 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Com pandemia, produção industrial cai 9,1% e tem pior março desde 2002
A produção industrial caiu 9,1% em março na comparação com fevereiro, o pior resultado para o mês de março desde 2002. Em relação ao mesmo período de 2019, a queda foi de 3,8%, o quinto resultado negativo seguido nessa comparação. O setor industrial acumula queda de 1,7% no primeiro trimestre e de 1% em 12 meses, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta terça-feira, 5, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o gerente da pesquisa do IBGE, André Macedo, o resultado foi afetado pelas paralisações em diversas fábricas após a adoção de medidas de distanciamento social para conter o avanço do coronavírus.
05 DE MAIO | FOLHA DE S. PAULO
Câmara de SP apresenta projeto para aumentar imposto pago por bancos e reforçar cofre contra coronavírus
Os vereadores da Câmara Municipal de São Paulo vão apresentar projeto coletivo que propõe o aumento do ISS de bancos dos atuais 2% para 5%. O texto projeta aumento de arrecadação de R$ 1 bilhão em 2020 e de R$ 2 bilhões em 2021. No ano seguinte, o ISS voltaria para os 2% anteriores. A ideia é reforçar os cofres municipais no combate ao coronavírus e na recuperação econômica pós-pandemia.
05 DE MAIO | VALOR ECONÔMICO
Justiça autoriza prorrogação de tributos retidos na fonte
Empresas que sofrem a retenção de tributos na fonte conseguiram na Justiça Federal o direito de se beneficiarem da Portaria nº 139, editada no dia 3 de abril pelo Ministério da Economia. A norma autorizou os contribuintes a prorrogarem os pagamentos de PIS, Cofins e contribuição previdenciária dos meses de março e abril para julho e setembro, respectivamente. Não consta no texto, de forma expressa, que essas empresas têm direito ao benefício. Por isso precisaram recorrer ao Judiciário. Quem repassa os tributos ao governo nesses casos é o contratante e, como ele pode ser responsabilizado pela falta do pagamento, era pouco provável que aceitasse abrir mão da retenção sem uma decisão que desse respaldo, segundo advogados