DESTAQUES
04 DE OUTUBRO | O ESTADO DE S.PAULO
Coação não casa com boas relações do trabalho - José Pastore
Uma regra básica para as boas relações do trabalho é o respeito à liberdade de empregados e empregador. Isso ajuda a criar um sentimento de satisfação no ambiente de trabalho, eleva a produtividade e favorece uma imagem positiva da empresa. Nos Estados Unidos, os empregadores são obrigados a conceder as necessárias condições para seus empregados quando estes decidem encetar uma campanha para criar um sindicato. Em contrapartida, os empregados são obrigados a respeitar os empregadores quando estes decidem lançar simultaneamente uma campanha contra a criação de sindicato. Por meio dessas campanhas, são veiculados argumentos a favor e contra a ideia. A que obtiver a maioria de votos dos empregados será vitoriosa. A parte vencida terá de respeitar a vencedora.
04 DE OUTUBRO | FOLHA DE S.PAULO
Números do desastre petista - editorial
A trágica herança deixada pelos últimos anos da era lulopetista na economia fica evidente também nos dados sobre a demografia das empresas que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) acaba de divulgar. Em 2016, último ano da desastrosa passagem de Dilma Rousseff pela Presidência da República, o Brasil perdeu 70,8 mil empresas, o que resultou na demissão de 1,6 milhão de trabalhadores. É o que mostra o estudo Demografia das Empresas e Estatísticas de Empreendedorismo 2016 divulgado pelo IBGE. O fato de esse ter sido o terceiro ano consecutivo em que o saldo total de empresas em operação no País foi negativo comprova, com estatísticas expressivas sobre a deterioração do ambiente empresarial, o que outros indicadores já mostravam. A crise que afetou duramente o País começara efetivamente em 2014. Foi o ano em que, escondendo dados sobre a realidade da economia e das finanças públicas e fazendo promessas que jamais poderia cumprir, Dilma iludiu boa parte do eleitorado e conseguiu sua reeleição.
04 DE OUTUBRO | O GLOBO
Quase metade das empresas só dura três anos, mostra IBGE
Em 2014, apenas 52,5% dos negócios abertos em 2011, o correspondente a 347 mil de um total de 661 mil estabelecimentos, tinham sobrevivido, segundo a pesquisa Demografia das Empresas e Estatísticas de Empreendedorismo, divulgada pelo IBGE nesta quarta-feira. Dois anos depois, essa parcela era ainda menor: somente 38% ou 251 mil das firmas abertas cinco anos antes ainda estavam ativas. A pesquisa mostra, ainda, que a taxa de sobrevivência tem uma relação direta com o porte da empresa. As com mais pessoas assalariadas tendem a permanecer mais tempo no mercado. Nas faixas de menor número de pessoas ocupadas assalariadas, porém, em que existem grandes movimentos de entrada e saída, as taxas de sobrevivência são menores.