DESTAQUES
03 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Tecnologia predomina nas contratações em um mês de quarentena
Após um mês de isolamento devido à pandemia do novo coronavírus, muitas empresas mantêm vagas congeladas ou mesmo demitem, mas há setores que demonstram reação. De acordo com pesquisa cedida com exclusividade para o Estadão pela Revelo, startup de recursos humanos que oferece plataforma digital de recrutamento e seleção com 14 mil empresas e cerca de 1 milhão de candidatos, os segmentos de business intelligence e tecnologia da informação registraram um aumento de 25% nas contratações em um mês de quarentena decretado no Estado de São Paulo.
04 DE MAIO | VALOR ECONÔMICO
Limitação para buscar trabalho mascara parte do desemprego
O desemprego deve crescer fortemente neste ano e atingir níveis recordes, mas parte dessa escalada pode ser mascarada nas estatísticas pela desistência das pessoas de buscar recolocação no mercado de trabalho, conforme já observado no primeiro trimestre. Divulgada na quinta pelo IBGE, a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua mostrou que a taxa de participação ficou em 61% de janeiro a março, 0,9 ponto percentual abaixo do registrado nos últimos três meses de 2019. A taxa mostra a fatia das pessoas em idade para trabalhar que estão empregadas ou buscando emprego.
03 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Com desemprego, número de microempreendedores sobe 12,6% no 1º trimestre
Com o desemprego elevado no Brasil - considerando dados antes do impacto da crise do novo coronavírus - o número de microempreendedores seguiu crescendo no primeiro trimestre. O número de MEIs (Microempreendedores Individuais) subiu 12,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, de acordo com dados da Boa Vista, que serão divulgados amanhã, dia 04. Nas demais categorias houve recuo de 5,8%. Os MEIs representaram 81,7% dos casos de aberturas de empresas no primeiro trimestre. O levantamento mostra que o setor de Serviços representou 62,5% das aberturas no período.
04 DE MAIO | O GLOBO
‘A geração que está nascendo vai ter mais dificuldade’
Especialista em educação e mercado de trabalho, o economista Naercio Menezes Filho, do Insper, diz que várias gerações terão o desempenho futuro prejudicado no mercado de trabalho em razão da situação econômica atual. Segundo ele, o jovem terá renda 31% menor que a de seus pais se, quando ingressar no mercado de trabalho, a taxa de desemprego for o dobro daquela que os próprios pais enfrentaram quando começaram a trabalhar. Qual impacto na vida dos jovens dessa situação econômica tão adversa? Quando você entra no mercado de trabalho em recessão, isso vai afetar sua carreira, aumentar a probabilidade de ficar desempregado mais para frente, seu salário vai diminuir, sua participação no mercado de trabalho, também. Já vínhamos de uma recessão grande desde 2014. Quando parecia que íamos recuperar, veio a pandemia.
04 DE MAIO | O GLOBO
Com pandemia, economia tem a pior década em 120 anos
Décadas “perdidas” desperdiçam gerações, e os jovens brasileiros seve em espremidos entre a mais perdida delas e um futuro incógnito. É na década que termina este ano que o país estagnou e sofreu o maior recuo de renda de sua História. A retomada lenta após recessão profunda foi atropelada pela pandemia, selando um desastre econômico maior que o dos anos 1980 e que deixou um quarto dos jovens sem trabalho. Pela frente, especialistas preveem uma recuperação incertas oba sombra do coronavírus, desemprego e desigualdade mais elevadas e freio à mobilidade social. Um coquetel desalentador para a juventude mais preparada que o país já teve, sobretudo a mais pobre, e que atravessará a crise no auge do seu potencial.
01 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
O significado do trabalho (Editorial)
Raras vezes, como agora, foi tão importante refletir sobre o trabalho. Incertezas de diversas naturezas afligem os trabalhadores em todo o mundo - as transformações tecnológicas, as novas organizações do trabalho, as mudanças nas relações trabalhistas, além, é claro, da própria crise causada pela covid-19, que forçou a interrupção de muitas atividades e transformou o dia a dia de todos os trabalhadores. Afetado drasticamente pelo presente, o trabalho vê-se envolto também nas grandes incógnitas a respeito de como será o mundo após a pandemia. A Constituição de 1988 define, entre os fundamentos da República Federativa do Brasil, os valores sociais do trabalho e da livre-iniciativa. O trabalho é alicerce do Estado porque antes é alicerce da sociedade, da família e do próprio indivíduo.
02 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
‘Caiu um meteoro em cima dos shopping centers’, diz presidente da Aliansce Sonae
O presidente da Aliansce Sonae, Rafael Sales, afirma que o setor de shopping centers foi um dos mais prejudicados pela crise gerada pela pandemia de coronavírus no País. Segundo ele, que administra uma companhia que tem 39 centros comerciais, caiu um “meteoro” sobre os shoppings. “Tivemos 100% de paralisação. Isso não ocorreu nem com as companhias aéreas, que ainda mantiveram alguns voos.” A empresa possui shopping centers em 13 Estados. Em São Paulo, a rede opera 10 estabelecimentos, como o Shopping Metrópole e o West Plaza.
01 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Lojas vendem de porta em porta e shoppings adotam o drive-thru para driblar o coronavírus
Parado há mais de um mês, o comércio varejista de São Paulo de produtos não essenciais tenta dar a volta por cima para atenuar a perda de faturamento que encolheu mais de 60% desde a suspensão das atividades por causa da pandemia. Além da venda online, que é a opção mais imediata para continuar faturando, as lojas começam a colocar em prática outras formas de vender que evitam aglomeração, o maior risco de contágio da covid-19. Essas formas incluem da retirada do produto no estacionamento da loja ou shopping sem sair do carro (drive-thru) até a venda de porta em porta, como ocorria nos velhos tempos do varejo.
03 DE MAIO | O GLOBO
Comércio via internet ganha 4 milhões de clientes
Com as portas fechadas devido ao coronavírus, varejistas brasileiros não tiveram outra alternativa senão reforçar a presença na internet para chegar aos consumidores, que gastaram 30% mais na rede em abril. O comércio eletrônico ganhou 4 milhões de novos clientes, que devem permanecer após a pandemia e acentuar a crise das lojas físicas. Nada é mais convincente que a falta de alternativas. Obrigados a fechar as portas pelo coronavírus, os varejistas brasileiros aumentaram sua presença no comércio eletrônico em poucas semanas. Já os consumidores, impedidos de sair às ruas, compraram 30% mais na internet em abril na comparação com março. Na pandemia, estima-se que o ecommerce ganhou ao menos 4 milhões de novos clientes, que devem manter o hábito depois. A tendência fortalece as plataformas de gigantes do comércio on-line, mas acentua a crise que o varejo físico já enfrentava antes.
04 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Empresas já se preparam para o ‘novo futuro’ pós-coronavírus
Enquanto muitos não veem a hora de voltar à rotina pré-pandemia, empresas dos mais diversos setores se preparam para novos padrões em seus ambientes de trabalho impostos pelo coronavírus, e que têm chance até de se tornarem permanentes. E as novas tendências vão muito além da instalação dos potes de álcool nas paredes. A escala atingida pelo coronavírus deve alterar a maneira como as pessoas trabalham, fazem reuniões e se relacionam com os colegas. Novos produtos também estão sendo pensados para acompanhar o que será a realidade futura. -Esta pandemia está acelerando exponencialmente transformações que, de alguma forma, estavam ocorrendo. Costumo dizer para meus clientes que aquilo que a gente imaginava para 2025 acontecerá agora, em 2020 ou 2021 -diz Federico Servideo, sócio da consultoria PwC Brasil.
04 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Mercado financeiro passa a estimar queda de 3,76% para o PIB e inflação abaixo de 2%
Economistas do mercado financeiro ouvidos pelo Banco Central reduziram outra vez a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano e, também, sua estimativa para a inflação - que passou a ficar abaixo da marca dos 2%. No Sistema de Expectativas do BC, atualizado nesta segunda-feira, 4, juntamente com o Relatório de Mercado Focus, já existe pelo menos uma instituição que projeta retração de 7% do PIB este ano. Os analistas dos bancos também passaram a projetar um corte maior da taxa básica de juros no decorrer de 2020 e elevaram para R$ 5 a previsão para a cotação do dólar no fim deste ano. Os dados do relatório foram levantados na semana passada em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.
04 DE MAIO | VALOR ECONÔMICO
Justiça nega maioria dos pedidos para troca de depósito judicial por seguro
Quatro em cada cinco decisões judiciais sobre troca de depósitos judiciais por seguro garantia são contrárias aos contribuintes. Essa proporção tem base em levantamento da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) nos cinco Tribunais Regionais Federais (TRF) do país. Até quarta-feira haviam sido registrados 45 pedidos - 38 tiveram decisões de segunda instância favoráveis à União e apenas sete beneficiaram as empresas. A questão é importante. Estão em jogo R$ 167,5 bilhões. Esse dinheiro está distribuído em cerca de oito mil processos com depósitos no país. Se houver permissão para mexer nessa quantia, afirma a PGFN, o cofre público será afetado e haverá impacto na apuração do resultado primário da União.
04 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
‘Ajuda estatal não pode criar parasitas’, diz membro do comitê de reconstrução da Itália
Fundadora e diretora do Instituto de Inovação e Finalidade Pública da University College London, a economista Mariana Mazzucato está trabalhando no projeto para reconstruir a Itália após a pandemia da covid-19, em um comitê criado pelo primeiro-ministro, Giuseppe Conte, e comandado pelo ex-diretor executivo da Vodafone Vittorio Colao. Nesse projeto, deve focar no desenvolvimento de condicionalidades para empresas que o governo deverá socorrer, assunto que já vinha estudando. “A questão é como reestruturar o sistema de modo que a ajuda a uma empresa seja parte de um ecossistema simbiótico e mutualista, e menos parasita.” Segundo Mariana, a pandemia expôs fraquezas do capitalismo e, agora, há uma oportunidade para corrigi-las.
04 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Bolsonaro põe em dúvida agressão a profissionais do 'Estado': 'Se houve, partiu de infiltrados'
O presidente Jair Bolsonaro colocou em dúvida a agressão sofrida por profissionais do Estadão em ato realizado contra o Congresso e Supremo Tribunal Federal (STF) do domingo, 3, em Brasília, e disse que, "se houve", partiu de "possíveis infiltrados". Bolsonaro esteve presente na manifestação, mas disse que não viu a violência ao fotógrafo Dida Sampaio e a outros membros da equipe de reportagem. "Teria havido uma agressão lá. Teria havido. Não sei. Condenamos qualquer agressão. Não sei", afimou o presidente a apoiadores em frente ao Palácio da Alvorada. "Eu não vi nada. Estava dentro do Palácio. Na rampa. Não vi. Recriminamos qualquer agressão que porventura tenha havido. Se houve agressão foi de algum infiltrado, algum maluco, deve ser punido", completou.
04 DE MAIO | O ESTADO DE S. PAULO
Bolsonaro diz que pede a Deus 'para não ter problemas esta semana', pois 'chegou no limite'
O presidente Jair Bolsonaro disse neste domingo, 3, que as “Forças Armadas” estão ao lado do seu governo e que pede a Deus que “não tenhamos problemas nesta semana” porque ele “chegou no limite” e “daqui para frente não tem mais conversa” e a Constituição “será cumprida a qualquer preço”. “Vocês sabem que o povo está conosco, as forças armadas ao lado da lei, da ordem, da democracia, liberdade também estão ao nosso lado. Vamos tocar o barco, peço a Deus que não tenhamos problema nessa semana, porque chegamos no limite, não tem mais conversa, daqui para frente, não só exigiremos, faremos cumprir a Constituição, ela será cumprida a qualquer preço. Amanhã nomeados novo diretor da PF, e o Brasil segue seu rumo”, afirmou em discurso publicado nas suas redes sociais.