DESTAQUES
03 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
Auxílio emergencial é publicado no Diário Oficial junto com crédito extra de R$ 98 bilhões
Mais de 24 horas depois do anúncio da sanção, o governo publicou em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) a lei que garante o pagamento do auxílio emergencial de R$ 600 a trabalhadores informais, intermitentes e empreendedores individuais. O benefício será repassado por três meses e será pago em dobro para mulheres chefes de família (R$ 1,2 mil). Junto com a sanção da lei que cria a ajuda, o presidente Jair Bolsonaro editou uma Medida Provisória (MP) que abre crédito extra de R$ 98 bilhões ao Ministério da Cidadania para pagar o benefício a 54 milhões de pessoas. A medida tem vigência imediata mas precisa ser aprovada pelo Congresso em até 120 dias.
03 DE ABRIL | O GLOBO
Pacote do emprego ajuda, mas terá custo alto
Para especialistas, a redução de salários e jornada por causa da crise do coronavírus deve ajudar a preservar empregos, mas não resolve tudo. O governo terá de investir em medidas adicionais, como adiar o pagamento de impostos e aumentar a oferta de crédito a empresas. Salários mais altos podem ter corte de até 57%. A medida provisória (MP) 936, que autoriza empregadores a reduzirem salários e jornada de trabalho durante a pandemia do coronavírus, deve atingir, segundo especialistas, seu principal objetivo: preservar empregos em meio à pandemia. Mas, para que as empresas respirem mais aliviadas, outras ações precisam acompanhara ação. Para o trabalhador, não será fácil: simulações mostram que, mesmo coma compensação do governo, para quem ganha acima de R $10 mil aqueda pode chegara 57,31%. Ainda assim, economistas, empresários e entidades setoriais ouvidos pelo GLOBO ressaltam que, ao garantir parte da renda dos trabalhadores, a MP 936 ajudará a evitar uma paralisação ainda maior da economia.
03 DE ABRIL | VALOR ECONÔMICO
Corte salarial de até 25%por acordo não será compensado
A Medida Provisória 936, que criou o programa emergencial de emprego e renda, prevê que trabalhadores não terão acesso à compensação parcial do governo em caso de acordos coletivos para redução de jornada de trabalho e salário abaixo de 25%. Nos que acordos com previsão de corte de jornada e salário maiores que esse valor, a complementação do governo obedecerá as três faixas anunciadas: 25%, 50% e 70% do seguro-desemprego, mesmo que os acertos entre patrões e os grupos de empregados sejam de valores diferentes.
03 DE ABRIL | VALOR ECONÔMICO
Pacote de emprego alivia empresas, mas há dúvidas sobre implementação das medidas
O pacote de medidas trabalhistas para proteção de empregos durante a crise provocada pela pandemia deve dar alívio para as empresas no curto prazo. Entre analistas e entidades que representam trabalhadores, porém, o benefício emergencial que o governo deve pagar gera preocupação em relação à sua operacionalização e também em sua capacidade de recompor valores para empregados que terão seus salários reduzidos ou os contratos de trabalho suspensos. O pacote estipula três percentuais principais (25%, 50% e 70%) de redução de jornada de trabalho com corte proporcional de salário para os quais o governo entra com o pagamento de benefício emergencial aos trabalhadores, como forma de recompor parte da renda perdida pelo empregado.
03 DE ABRIL | VALOR ECONÔMICO
Justiça nega liminar à Fiesp para suspensão de tributos estaduais
A Justiça paulista negou liminar à Federação e ao Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp) para que fossem postergados para seus associados os pagamentos de impostos estaduais (ICMS, IPVA e demais tributos) e parcelamentos dos próximos três meses por 180 dias, em decorrência da pandemia de covid-19. A decisão é do juiz Emílio Migliano Neto, da 7ª Vara de Fazenda Pública de São Paulo. As entidades vão recorrer. Segundo a decisão, “não é necessariamente verdadeiro que todas as empresas filiadas às impetrantes precisem da medida invocada”. O magistrado ainda afirma que, como apontou a procuradoria do Estado, “para muitas empresas seria desnecessária e, para outras, a medida seria insuficiente”.
03 DE ABRIL | VALOR ECONÔMICO
Covid-19 vai mudar a globalização e empresas terão de rever suas cadeias
Mesmo que sejamos capazes de dominar a pandemia do coronavírus, seus efeitos provavelmente desencadearão nada menos do que uma reavaliação na forma de produção global. Esta pandemia vem no momento em que a globalização já estava sob grave ameaça, por causa da guerra comercial entre EUA e China e da crescente incerteza sobre o futuro do livre comércio. No passado, choques nas cadeias globais de fornecimento, como o terremoto e o tsunami de 2011 no Japão, eram vistos como eventos isolados. Não se esperava que esses distúrbios temporários prejudicassem seriamente um modelo de negócios estável e bem-sucedido, construído sob o pressuposto de que a globalização estava aqui para ficar.
03 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
Vendas de chocolates na Páscoa devem cair 10,5% em SP com crise do coronavírus
Com a maior parte das famílias brasileiras direcionando seus gastos para produtos básicos de alimentação, higiene pessoal e limpeza durante a pandemia do novo coronavírus, as vendas de chocolates e ovos de Páscoa devem cair 8,5% no Estado de São Paulo, em relação ao ano passado. A estimativa, antecipada para o Estado, é da Associação Paulista de Supermercados (Apas) e aponta que, antes da crise causada pela Covid-19, a expectativa era de um crescimento de 2,2% nas vendas. Para a Grande São Paulo, o resultado é ainda pior: uma redução de 10,5% na comparação com o feriado de 2019.
03 DE ABRIL | VALOR ECONÔMICO
É preciso estabelecer limites para não criar ‘oportunismos’, diz Zeina
A economista Zeina Latif diz que o Brasil passa por tempos atípicos e, portanto, políticas monetárias não convencionais precisam ser tomadas, mas é preciso estabelecer limites para não criar oportunismos. Ela se refere principalmente à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que confere poderes ao Banco Central para negociar títulos públicos e privados, algo que não é permitido, e deve ser votada hoje no plenário da Câmara. “Realmente tenho uma preocupação de que, em um país com histórico inflacionário, exista o risco de se usar mal esses recursos”, disse ao Valor. “Não quero dizer que a proposta está errada, mas tenho dúvidas se ela no fim dará mais capacidade para emitir moeda.”
03 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
Construtoras engrossam coro contra aumento de taxas pelos bancos na crise
Mais um representante de classe empresarial reclamou da postura dos bancos em meio à pandemia do coronavírus. O presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz França, disse à Coluna que os bancos aumentaram as taxas de juros das linhas de capital de giro e reduziram limites de crédito para empresas do setor. A associação representa as 38 maiores incorporadoras do País, que erguem mais de 60 mil imóveis por ano. Com este relato, o setor da construção passa a engrossar o coro das reclamações contra os bancos, ao lado do varejo - um dos mais impactados pela crise.
03 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
Não é hora de brincar com a sorte (Rogério L. Furquim Werneck)
Prestes a ser colhido em cheio por uma pandemia devastadora, com desdobramentos econômicos e sociais de proporções dramáticas, o País assiste, perplexo, ao desenrolar, no Planalto, de uma extemporânea e deprimente ópera-bufa que a cada dois dias volta a alimentar o temor de que, a qualquer momento, o ministro da Saúde venha a ser demitido pelo presidente da República. Por duas falhas imperdoáveis: ter insistido numa linha clara e bem fundamentada de combate à epidemia e, pior, ter mostrado mais sucesso do que deveria no desempenho do cargo. Essa é só uma das evidências mais gritantes da alarmante desarticulação com que o governo federal vem preparando o País para o impacto da crise.
03 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
Congresso permite que rombo de Estados e municípios ultrapasse os R$ 30 bilhões
O Congresso Nacional aprovou nesta quinta-feira, 2, um projeto que estabelece regras para a execução do chamado Orçamento Impositivo adaptado ao contexto da crise do novo coronavírus e autorizou que Estados e municípios fechem as contas neste ano com rombo acima de R$ 30 bilhões em decorrência da crise da covid-19. A votação, que em circunstâncias normais seria feita em sessão conjunta, foi dividida em dois momentos. Os deputados aprovaram o texto em uma sessão à tarde, e os senadores, à noite.
03 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
Governo deve fechar o ano no vermelho em R$ 419 bilhões, o maior rombo da história
O governo deve fechar o ano com as contas no vermelho em R$ 419,2 bilhões, o equivalente a 5,5% do PIB. A projeção foi apresentada nesta quinta-feira, 2, pelo secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues. Ele justificou que a estimativa leva em conta a adoção de novas medidas para combate às consequências econômicas do novo coronavírus, mas ressaltou que ela ainda pode ser revista. “Trata-se de uma estimativa e vai ser revisada quando novas medidas forem anunciadas”, afirmou, em entrevista coletiva no Palácio do Planalto. Waldery disse que as medidas para atender a população mais vulnerável e para preservar os empregos terão um impacto de R$ 224,6 bilhões no resultado primário, o equivalente a 2,97% do PIB.
03 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
Estados Unidos cortam 701 mil postos de trabalho em março e taxa de desemprego sobe a 4,4%
Os Estados Unidos cortaram 701 mil empregos em março, evidenciando os primeiros efeitos da pandemia de coronavírus na maior economia do mundo, segundo dados com ajustes sazonais publicados hoje pelo Departamento do Trabalho. O resultado veio bem aquém da expectativa de analistas consultados pelo Projeções Broadcast, que previam geração de 50 mil vagas à eliminação de 300 mil postos de trabalho, com mediana de 100 mil. A taxa de desemprego saltou de 3,5% - o menor nível em cinco décadas - em fevereiro para 4,4% em março. Neste caso, a projeção era de aumento da taxa a 3,8%. Os números de criação de postos de trabalho dos dois meses anteriores foram revisados: o de fevereiro, de 273 mil para 275 mil, e o de janeiro, de 273 mil para 214 mil.
03 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
Tesouro dos EUA promete ajuda a pequenas e médias empresas a partir desta sexta
O secretário americano do Tesouro, Steven Mnuchin, prometeu às pequenas e médias empresas que a ajuda do governo prevista no gigantesco plano de recuperação da economia dos Estados Unidos em meio à pandemia do novo coronavírus começará nesta sexta-feira, 3. "Está pronto para começar (...) e o dinheiro vai sair no mesmo dia", prometeu Mnuchin. , . As empresas com até 500 funcionários terão o total de 350 bilhões de dólares em créditos, como parte do plano de ajuda federal de 2,2 trilhões de dólares diante da pandemia. Segundo a administração de Trump, é preciso apenas preencher um formulário muito simples para solicitar o empréstimo bancário, que será garantido pelo Tesouro.