DESTAQUES
01 DE ABRIL | FOLHA DE S. PAULO
Medida de Doria causa onda de demissão, segundo sindicato de serviço terceirizado
A decisão do governo Doria de suspender parte dos contratos de prestação de serviços terceirizados abre uma onda de demissões, segundo Vander Morales, presidente do Sindeprestem (sindicato do setor). A Prodesp, que administra o Poupatempo, um dos focos das demissões, diz que orientou as empresas a não demitir. Quando se queixam da medida de Doria, empresários do setor o comparam com Bruno Covas. A prefeitura manteve o pagamento da mão de obra durante a quarentena.
01 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
Empresas de médio porte recorrem ao governo para manter salários em dia
Empresas de médio porte, com faturamento acima de R$ 10 milhões anuais, reclamam de falta de apoio do governo federal para amenizar os efeitos da pandemia do novo coronavírus. Na semana passada, elas ficaram de fora do pacote anunciado para ajudar pequenas e médias companhias (com receita entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões por ano) no pagamento da folha de salários por dois meses. Alguns empresários falam em risco para honrar os compromissos salariais já em abril e se queixam da falta de crédito no mercado.
01 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
Presidente do BC promete para amanhã linha emergencial de R$ 40 bi a pequenos negócios
O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou há pouco que a medida provisória (MP) que trata da linha de crédito de R$ 40 bilhões para pequenas empresas financiarem o salário dos empregados sai até amanhã, 1º de abril. Anunciada na semana passada, a medida permitirá o financiamento da folha de pagamento de empresas com faturamento anual entre R$ 360 mil e R$ 10 milhões. Serão disponibilizados R$ 20 bilhões por mês, durante dois meses.
01 DE ABRIL | VALOR ECONÔMICO
Emprego já deve sentir crise em março
Antes dos impactos do novo coronavírus, o mercado de trabalho cumpria uma trajetória de lenta recuperação no início do ano, com a melhora do emprego por indicadores ajustados sazonalmente. Novas projeções divulgadas ontem por economistas, porém, reforçaram o quadro preocupante para o emprego e renda a partir de março por causa da pandemia. Dados divulgados pelo IBGE mostram que a taxa de desemprego foi de 11,6% no trimestre até fevereiro, acima do trimestre móvel até janeiro (11,2%). A piora era esperada por analistas, devido à sazonalidade do período, marcado por dispensa de temporários. Ajustada sazonalmente, a taxa recua de 11,5% para 11,4%, segundo a LCA Consultores.
01 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
Governo reduz à metade contribuições de empresas para o Sistema S por três meses
O governo publicou a Medida Provisória 932/2020, que reduz à metade por três meses as contribuições que são recolhidas pelas empresas para financiar o 'Sistema S'. A redução já tinha sido anunciada pela equipe econômica no dia 16 de março. O objetivo é diminuir os custos para o empregador em meio à crise causada pela pandemia do novo coronavírus. A cobrança reduzida começa a valer a partir desta quarta-feira, 1º, e segue até o dia 30 de junho. Há duas semanas, quando anunciou as primeiras medidas do pacote anticoronavírus, o governo disse que a redução da verba do Sistema S representaria um impacto de R$ 2,2 bilhões durante os três meses de vigência.
01 DE ABRIL | O GLOBO
Novo saque do FGTS deve ficar em torno de R$ 1 mil
O novo saque das contas do FGTS deverá ficar próximo ao valor de um salário mínimo (R$ 1.045) por conta, ativa e inativa, para todos os trabalhadores. Este valor foi apontado por técnicos da equipe econômica como sendo o limite para não prejudicar a política social do Fundo nas áreas de habitação e saneamento. A medida abrange 60 milhões de contas e pode injetar R$ 35 bilhões na economia. Este valor considera os R$ 21,5 bilhões que serão repassados do saldo do PIS/Pasep para reforçar a contabilidade do FGTS, mais R$ 14 bilhões que não foram retirados no saque imediato do FGTS.
01 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
Supermercados adotam racionamento e fazem campanha contra indústria para forçar queda nos preços
Nas últimas duas semanas, supermercadistas e fabricantes de alimentos travam uma queda de braços com impactos diretos na mesa dos consumidores brasileiros. Os varejistas reclamam abertamente dos reajustes aplicados pela indústria a alguns alimentos que compõe a cesta básica - como cereais, lácteos, legumes e frutas -, que em alguns casos ultrapassaram os 70% de uma semana para outra. Os fornecedores, por sua vez, alegam aumento de demanda e questões operacionais para essa alta, como o custo logístico. Especialistas dizem que a alta é circunstancial e os preços devem arrefecer daqui para a frente. Seja como for, os supermercadistas se dizem pressionados pelos consumidores. Segundo levantamento realizado nesta semana pela Associação Paulista dos Supermercados (Apas), o preço do leite subiu 36,4% em uma semana, o feijão disparou 50,3% e o molho de tomate, 32,5%.
01 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
Venda de carros deve cair 40% este ano, projeta Fiat
O mercado de carros novos deve registrar um tombo de 40% neste ano em relação a 2019, segundo prevê o presidente para a América Latina da FCA Fiat Chrysler, Antonio Filosa. Para ele, mesmo que a pandemia da covid-19 seja controlada a partir do segundo semestre, muitos pequenos empreendedores e mesmo as famílias vão priorizar a recomposição financeira antes de decidir pela compra de um automóvel zero quilômetro.
01 DE ABRIL | O ESTADO DE S. PAULO
'Há toda uma logística, o dinheiro não cai do céu', diz Guedes sobre liberação do auxílio
Cobrado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), a liberar rapidamente o pagamento do auxílio de R$ 600 aos trabalhadores informais, o ministro da Economia, Paulo Guedes, devolveu a responsabilidade para o Congresso e disse que precisa de aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para livrar o governo de amarras que travam a implementação do benefício. “Se Maia aprovar em 24 horas uma PEC de emergência, o dinheiro sai em 24 horas”, disparou Guedes em coletiva no Palácio do Planalto. A medida citada pelo ministro é a chamada PEC do "orçamento de guerra", que vai liberar o governo de seguir algumas regras fiscais nos gastos extraordinários devido à pandemia do novo coronavírus.
01 DE ABRIL | VALOR ECONÔMICO
“Orçamento de guerra” chega a 2,6% do PIB
As medidas econômicas colocadas em prática para fazer frente ao avanço da pandemia de coronavírus no chamado “orçamento de guerra” já somaram 2,6% do Produto Interno Bruto (PIB), disse ontem o ministro da Economia, Paulo Guedes. Em coletiva à imprensa no Palácio do Planalto, o ministro reforçou que a instrução do presidente é para que “nenhum brasileiro fique para trás” e que, por isso, o gasto pode aumentar. “Já estamos em 5,2% de déficit global e vamos subir, vamos continuar subindo”, afirmou, citando que a ações emergenciais já chegam a R$ 750 bilhões, incluindo frentes como a antecipação de benefícios, novos gastos e a liberação de crédito. Guedes afirmou que, do ponto de vista do déficit primário, estamos gastando “bem mais do que qualquer país da América Latina”.
01 DE ABRIL | VALOR ECONÔMICO
Demora em sancionar auxílio gera tensão entre governo e Congresso
A lentidão do governo em sancionar o auxílio emergencial de R$ 600 destinado a trabalhadores informais, autônomos, intermitentes e pessoas com deficiência opôs, mais uma vez, Legislativo e Executivo. O Congresso aguarda para saber se o texto será confirmado pelo Palácio do Planalto na forma como ele foi aprovado pelos congressistas enquanto o presidente Jair Bolsonaro já sinaliza que pode vetar alguns dos dispositivos previstos. “Estamos correndo atrás porque tem vetos que precisam ser analisados e justificados, não é só botar um ‘x’ não”, explicou Bolsonaro, após ser cobrado sobre a liberação da ajuda. O ministro da Economia, Paulo Guedes, sinalizou ontem, entretanto, que o problema também é de “fonte de recursos” para executar o pagamento, mas disse que as “medidas aprovadas estão avançando”