01/11/2017 | Representação dos trabalhadores na empresa - Valor Econômico
É de bom alvitre lembrar que um dos princípios centrais que sustenta o sistema sindical é a liberdade, a qual, lamentavelmente, em nossa estrutura interna encontra certos freios na nociva previsão constitucional da unicidade de representação por unidade territorial (art. 8º, II), que por si só não impede a criação de mais de uma entidade com o propósito de congregar trabalhadores, mas, sem dúvida, limita seu acesso e atuação pela lógica da representação por categoria. Dessa maneira, devemos enxergar com uma boa dose de expectativa positiva os novos dispositivos da CLT, uma vez que, ao disciplinarem como se dará a formação, o funcionamento, as eleições, as atribuições e as garantias de tais comissões para representação dos empregados, além de alinhar nosso ordenamento com os ditames da Convenção 135 da OIT (ratificada pelo Brasil em 18 de maio de 1990), dão mostras de uma inclinação para experimentação da organização sindical por empresas.
01/11/2017 | O emprego na reforma trabalhista (por Vinicius Torres Freire) - Folha de S. Paulo
No Brasil que se arrasta para fora do buraco da recessão, até setembro ainda desapareciam empregos com carteira assinada, mostra o IBGE. O grosso do emprego que aparece é o dos "por conta própria", com salário médio 24% menor que o dos celetistas, e o dos sem carteira (salário médio 38% menor). Não é lá surpresa, neste país precário, de empresas na retranca, de Justiça caótica e de recuperação econômica sob risco político. Para variar, porém, agora em novembro entra em vigor alguma reforma trabalhista. A reforma vai modificar ritmo e padrão da recuperação do emprego?
01/11/2017 | Trabalho formal recua, mas desemprego cai - Valor Econômico
A taxa de desemprego voltou a cair no mês, segundo dados do IBGE, puxada pelo trabalho por conta própria e sem carteira assinada. Com isso, o número de empregos formais chegou ao patamar mais baixo da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, iniciada em 2012. Apesar da situação ainda frágil do mercado formal, economistas apostam em uma recuperação em 2018, à medida que a atividade ganhe corpo.
01/11/2017 | Volume de salários sobe R$ 7 bi em um ano no País - O Estado de S.Paulo
O mercado de trabalho brasileiro movimentou R$ 188,1 bilhões em salários no terceiro trimestre do ano. O resultado representa quase R$ 7 bilhões a mais em circulação na economia no período de um ano, impulsionando a expectativa de venda para o próximo Natal. Os dados são da Pnad Contínua. Depois de atingir o auge de R$ 191,5 bilhões no quarto trimestre de 2014, a massa de salários começou uma derrocada até atingir R$ 181,1 bilhões no terceiro trimestre de 2016.
01/11/2017 | Após dois anos em queda, contratações no alto escalão mais que dobram - O Estado de S.Paulo
Depois de dois anos de queda, as contratações para o alto escalão mais que dobraram ao longo de 2017. De janeiro a setembro, o salto foi de 113% em relação ao mesmo período de 2016, segundo levantamento da consultoria Exec, especializada em capital humano. O desempenho deste ano superou, inclusive, o de 2014, antes da crise no Brasil, com expansão de 54% no total de altos executivos contratados. O setor mais ativo foi o de agronegócios, que respondeu por 21% das contratações.
01/11/2017 | Desoneração da folha é 'uma droga', diz secretário da Fazenda - Folha de S. Paulo
A política de desoneração da folha de pagamentos, criada em 2011 pelo governo da ex-presidente Dilma Rousseff, custou muito e teve resultado "ruim" na avaliação da atual equipe econômica. "É uma droga esse projeto. Não tem muito papo, é ruim", afirmou o secretário de política econômica do Ministério da Fazenda, Fábio Kanczuk, em evento no TCU (Tribunal de Contas da União). O governo prevê encerrar o benefício fiscal a mais de 50 setores econômicos no ano que vem. Com isso, espera aumentar a arrecadação em R$ 5,8 bilhões, além de reduzir os gastos com compensações à Previdência no valor de R$ 3 bilhões.