A Portuguesa de Desportos foi um dos grandes clubes do futebol paulista, aguentando-se até alguns anos atrás entre a primeira e segunda divisões, quando respondeu a uma reclamação trabalhista de um jogador mediano. Foi obrigada a fazer acordo por R$ 5 milhões, parcelados, para não pagar o dobro.
Conseguiu pagar somente três parcelas e não as demais, até porque vários jogadores seguiram o exemplo e foram reclamar verbas não previstas nos contratos (direito de arena, bichos na remuneração etc.) e as condenações viraram bola de neve.
O clube agora deve mais que o patrimônio, algo como R$ 250 milhões, caiu neste ano para a 4º divisão e tudo indica que encerrará atividades. A colônia lusa terá que escolher algum time inimigo para torcer. Os trabalhadores mais humildes terão que se habilitar no que sobrar como espólio do clube quando o estádio e terreno das obras sociais forem vendidos em leilão, tal como aconteceu no Guarani e tantos outros clubes.
Jogadores de futebol, mesmo neymares, ronaldinhos e romários da vida, com remunerações de muitos milhões por mês, são considerados hipossuficientes.